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domingo, 26 de junho de 2016

O PREÇO DO MEU VOTO





Estou vendendo meu voto por um contrato. O candidato que desejar meu voto deverá comparecer a meu domicílio portando uma cópia assinada e registrada do presente contrato:




CONTRATO

Eu, fulaninho(a), CPF... RG..., como candidato(a) a um cargo eletivo na cidade de Divino/MG, comprometo-me perante a comunidade divinense a realizar o seguinte:

SAÚDE
O Pronto Atendimento Municipal ficará aberto 24 (vinte e quatro) horas, com luz acesa e com funcionário(a) acordado(a) para atender à população durante a noite e não haverá falta de médicos na referida unidade.

EDUCAÇÃO
Os professores serão atendidos conforme o que reza a legislação brasileira, em seus amplos deveres e direitos estabelecidos.

DESENVOLVIMENTO/CULTURA
Será implementado um objetivo para a cidade, no sentido de promover a cultura: concurso de músicas, de filmes, de livros... Qualquer coisa que nos coloque em destaque frente ao cenário regional.

ESPORTE
Além do Jodac, por favor! Pelo menos mais um evento anual que afaste a molecada da droga!!!

ÉTICA
Serei contra qualquer ato/lei/obra que não seja condizente ao que Jesus faria.

TRANSPORTE
Haverá transporte urbano que viabilize ao trabalhador a dignidade de ir e vir de sua casa para seu trabalho, sem que o gasto mensal ultrapasse o gasto mensal de 3 (três) por cento do salário mínimo vigente.

SANEAMENTO BÁSICO
Derrubar a cobrança dos 40% (quarenta por cento) de tarifa de esgoto, pelo motivo de não ser o serviço prestado pela COPASA. Coisa que muitos dos vereadores hoje eleitos aprovaram... Os vereadores que votaram a favor desta bagaça estão excluídos da presente proposta que apresento (tenho boa memória, kkkk).

Continua o documento:
Em contrapartida, se eu não conseguir cumprir as cláusulas deste, no prazo de 6 (seis) meses de mandato, fica estabelecido que vou dar 8 (oito) voltas na praça Dr. Genserico Nunes de Oliveira, em Divino, fantasiado(a) de capeta, apregoando “Eu sou uma besta”, a cada esquina da referida praça, em um mínimo de 80 (oitenta) decibéis!

Alguém se habilita???





Izaída Stela do Carmo Ornelas



domingo, 28 de junho de 2015

DECEPÇÕES E PERCEPÇÕES







A aprovação do “Casamento Gay” pelos Estados Unidos gerou uma polêmica arco-íris nas redes e rodas sociais. Parece mesmo o tempo dos corta-goelas “versus” fura-nucas na política divinense. Êta povo que gosta de um cabo-de-guerra! Tem que dividir e puxar... Sempre. E não se cansam!
Lembrei-me de um acontecido, no tempo em que os animais falavam. Durante uma conversa qualquer, uma amiga elogiou bastante determinada pessoa, dizendo que o(a) considerava feito um(a) filho(a). Quando fui apresentada a esta pessoa, contei que nossa amiga em comum o(a) havia elogiado muito, etc.. A reação da pessoa foi dizer que gostava dela demais(sic), mas: “não tenho nada com os problemas do filho dela, não”. Fui saber: o filho dela é homossexual. Fiquei pasma com aquela resposta. Que decepção! Indignação também. Mas tudo bem... Tem sempre esses que se dizem cristãos, mas não querem ser confundidos com outros filhos do mesmo Pai. Paciência!
Quando eu ia à missa, gostava quando o padre dizia: “não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa igreja.” E amei as declarações acolhedoras do Papa Francisco em relação a mães solteiras, casais divorciados e homossexuais. Como dizem lá no Facebook: “Esse Papa me representa!”
Para quem está digladiando ideologias, um lembrete: a lei não obriga ninguém a se casar com outra pessoa do mesmo sexo. Apenas permite. O Direito apenas reconhece o que de fato já existe muito antes de Cristo... Se é certo ou errado, “não julgueis”. Vamos reconhecer primeiro a trave de nossos olhos. Afinal, deve ser pior – aos olhos do Cara Lá de cima - usar a língua pra criar discórdia do que usar partes alternativas pra criar amor.
Para essa pessoa tão “amiga”, fica a dica:
- Respeito – até – sua homofobia. Mas não admito – jamais – sua ingratidão.


Izaida Stela do Carmo Ornelas

PS – Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é apenas coincidência. 



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS




Bom que chegaram as eleições. Agradeço aos amigos do facebook pelas diversas publicações eleitoreiras que inundaram as páginas virtuais. Aprendi muito. Sei que, inevitavelmente, alguma distância se formou entre alguns de nós, mas é temporário. Estaremos distantes apenas no espaço até que o aprendizado e a Lei do Progresso estejam em plenitude.
Após o pleito, eleitos e preteridos, juntamente com seus cabos eleitorais de fibra ótica, bem que poderiam abandonar seus debates um pouquinho pra juntarem sugestões de melhorias para serem usadas por todos. Me confesso cansada de ver tanta agressão, tanta baixaria; de ver tantos conceitos bons que eu tinha, a respeito da mentalidade “facemigos”, indo pelo ralo. Vai passar.
Além do mais, democracia é respeito. Nunca foi imposição ou agressão. No sentido de contribuir para uma melhoria do processo eleitoral, gostaria de contar como se dá uma votação para a escolha de dirigentes e representantes entre nós, espíritas. Em primeiro lugar, todo aquele que quer ter o direito de votar, tem o dever de aceitar receber votos. Em outras palavras, só quem vota pode ser votado. E o eleito não tem o direito de declinar, de negar exercer o eventual cargo. Os eleitos não podem receber pagamento nenhum pela atividade exercida. Ou seja, assume trabalho extra pra ser executado em horas vagas. Justíssimo. Só posso entrar na chuva, se estiver disposta a me molhar. E de graça!
Bom seria se fosse assim... Mas enquanto não é, vamos procurar pesquisar a ficha moral dos candidatos e também analisar a conduta daqueles que os apóiam em nossa cidade. Não vale votar num candidato que vai garantir que as raposas, todas conhecidas, tenham acesso facilitado ao galinheiro dos nossos impostos...
Vamos pensar nisso e votar naqueles em quem a gente confia – cegamente - entregar a chave de nossa casa e o cuidado de nossos filhos. Afinal de contas, é isso mesmo que está em jogo!


Izaida Stela do Carmo Ornelas




domingo, 7 de setembro de 2014

PROBLEMAS... PROBLEMAS...







Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.
Foi só ficar pronto o asfalto na rua Honorina Barros que alguns indivíduos resolveram fazer suas lambanças. Ficam abusando dos cidadãos de bem e das autoridades de nossa cidade, empinando motos e dirigindo em alta velocidade pela rua.
Nunca vi Swian Zanoni ou Wanderson Vitor fazendo esse tipo de coisa! E olha que eles tinham perícia! Eles foram campeões de cidadania, meninos de boa criação. Quem tiver talento, que demonstre no lugar certo: nas pistas apropriadas. Rua não é autódromo!
Quer aparecer? Que não seja à custa de por em risco a vida de inocentes, idosos... Imagino os pais e as mães desses caras dentro da minha casa, ouvindo o som da velocidade, sabendo que são seus filhos ali, em carros e motos acelerados, se expondo ao perigo! É realmente assustador!
O perigo fica ainda maior quando, muitas vezes, não podemos andar pela calçada, invadida por carros estacionados sem a menor consideração pelo pedestre. Calçada não é estacionamento! Fico indignada quando vejo meu vizinho idoso, o Sr. Vicente, andando na rua, por causa desse tipo de falta de respeito ao trânsito, à lei e à vida.
Lanço um desafio: Quem tiver caráter, que demonstre. Quem tiver educação de berço, de pai e de mãe, que use! Mas quem sobrar desta lista precisa ser “educado” pela nossa polícia. Urgente!!! Antes que aconteça algo trágico!
A gente pensa que estes são problemas novos, que surgem com as novas tecnologias, com o “progresso”. Ledo engano. Nossos problemas são sempre os mesmos: impunidade e falta de educação.



Izaida Stela do Carmo Ornelas


domingo, 8 de junho de 2014

EM TUDO, UM PROPÓSITO





Acredito que tudo o que nos acontece tem um propósito divino. O problema é descobrirmos qual é esse objetivo! Estou há uma semana matutando...
Na sexta-feira, 30 de maio, pela manhã, fui ao pronto socorro municipal com o ouvido entupido. Sempre fui muito bem atendida lá. Entretanto, naquele dia, eram quase nove horas da manhã e o médico ainda não tinha chegado! Mas tinha testemunhas! Tinha gente esperando desde as sete horas. Inútil insistir. Na volta para casa, vejo que uma jovem havia se acidentado de moto, no morro do sabão. Me solidarizei: - Tadinha dela, se precisasse de atendimento!!!
Trabalhei o dia inteiro com aquele incômodo terrível (tenho que trabalhar pra cumprir minhas obrigações e pagar meus impostos!) e retornei ao PAM às sete da noite. Tinha médico, enfim! A história segue... Mas não sei ainda qual o propósito Divino, que lição o Mestre deseja que eu aprenda com isso!
Fui diagnosticada com infecção nos dois ouvidos, com prescrição de dois antibióticos fortes: amoxicilina 500 mg e otosynalar. Passei o sábado – meu aniversário – brindando remédios, cheia de esperanças de cura. Domingo, segunda e terça não me trouxeram nenhuma melhora. Surda, lerda, incomodada. Preocupada, busquei um especialista em Carangola, que me fez uma lavagem, retirou cerume e me deixou curada! Que alívio! Era cera! Alimentada por antibióticos!
Estou intrigada: - Será que é tão difícil assim diferenciar o que é lesão por infecção e o que é cerume? - Se sou uma porca e não lavo bem meus ouvidos, pode ser... Mas o certo é que sou uma palhaça, porque pago meus impostos em dia, tendo que me sujeitar a uma situação dessas! Infelizmente, não sou palhaça sozinha. A situação é grave e o povo sofre.
Caso a intenção lá do Alto seja a divulgação do acontecido, para que sejam tomadas providências por parte das autoridades cabíveis, aqui se cumpre.
Se, por outro lado, os responsáveis resolverem “lavar as mãos”, peço a Jesus que não me deixe nunca dizer “eu avisei!”, porque pode ser tarde demais. Pode custar uma vida!


Izaida Stela do Carmo Ornelas



segunda-feira, 19 de maio de 2014

SILÊNCIO NO BLOG




Enquanto isso, meu corpo fala.
Problemas de saúde.
Psoríase, hipertensão, palpitações...
E a espiritualidade adverte: sintonize-se com o Bem, desacelere. Seja sua cura.
Há quase sete meses, tolerando um formigamento em metade da língua, durante as 24 horas do dia. Coisa de louco, travando a conversa, me fazendo falar esquisito...
Modere ainda mais a língua, é minha lição.
O punho machucado numa queda: modere a digitação... (rs)

Dilemas.
Decepções ético-políticas.
Parei até de visitar a Câmara, porque dói demais ver atos contra o povo, na casa do povo. Chega a ser depressivo.
Mais uma vez se apresenta a moral da história: aprenda que os outros têm o direito de serem o que quiserem. A prestação de contas tem a ver com o Pai. Não com você. Se não temem o Pai, paciência. Mas faça a sua parte.

Muito silêncio.
Como diz a música: “silêncio profundo, a menina dormiu...” E a Stela se foi.
A convivência está suspensa, adiada. A saudade toma seu lugar.
E os dias se sucedem... Até ontem.
Ouvindo o riso – o primeiro em muitos dias - da Gracinha, fiz uma prece em agradecimento a Jesus.
Só aí, um pouco, entendi: precisava aprender a agradecer.

Agradeço, primeiro, pela misericórdia de Jesus que permitiu esse riso. Depois, porque tenho pessoas a quem desejo o bem. E, finalmente, porque tenho o bem em minha alma.
Tenho Jesus, também.


Assim seja. Ou, se preferir, amém.


                Izaida Stela do Carmo Ornelas



quarta-feira, 5 de março de 2014

DO POVO? PELO POVO?






Realmente confesso que não entendo essa tal “democracia”!
Por maioria, os vereadores de Divino – exceto Elias, Euzilene e Ronaldo - aprovaram o orçamento de R$146.000,00 (CENTO E QUARENTA E SEIS MIL REAIS) para uma AMPLIAÇÃO do imóvel onde funciona a Câmara, na reunião de 18/02.
Como nossa cidade precisa com urgência de outros projetos de maior relevância, muita gente se indignou nas redes sociais, inclusive eu. Durante as conversas no Facebook, meu filho Mário Ornelas foi convidado a assistir a próxima reunião legislativa, convite prontamente aceito com o objetivo de pedir que os vereadores reconsiderassem. Em suma, nesta quinta, 20/02, fomos à reunião extraordinária da Câmara Municipal de Divino. Tristemente soubemos na ocasião que a questão era irrevogável... Será esta mais uma falácia divinense (porque muitas conhecemos)? Cabe aos curadores do Ministério Público o esclarecimento.
Mário, inclusive, escreveu um texto para ser lido em plenário, mas não pôde se manifestar, porque o regimento da casa exige que as pessoas se inscrevam com três dias de antecedência para ter direito à palavra... Uma coisa que – a meu ver - não é muito democrática! Quem pode prever o futuro? Mas Divino tem sido assim mesmo... O que não quer dizer que a gente tenha de se conformar com essas convenções antiquadas! Será que algum vereador será capaz de mudar esse regimento retrógrado???
Fomos lá em pequeno grupo, sem máscaras, sem faixas ou bandeiras, em clima de família (em companhia do primo Rafael e da tia Genilda), com a postura amiga, com o ideal de paz, de esclarecer. Tendo a pretensão de cobrar, mas também de ouvir. Acredito mesmo que a contenção do muro e a adequação do local ao laudo do Corpo de Bombeiros (ao qual não tivemos acesso) são pertinentes, mas continuo achando que ir além disso é uma afronta, um verdadeiro TAPA NA CARA do contribuinte que muitas vezes deixa de pintar sua própria casa para manter seus impostos em dia!!!
Como já elogiei a postura da Câmara em meu blog, quando os dois grupos políticos se uniram para pedir melhorias na segurança do município, me senti na OBRIGAÇÃO de participar. Ainda mais porque, quando as tentativas de incrementar a segurança mostraram-se infrutíferas, meu elogio foi motivo de chacota, num episódio desprezível! Afinal, quem me conhece sabe que minha história é diferente... Prefiro acreditar no bem. E meu elogio é sinônimo de RESPONSABILIDADE!
Fiquei muito feliz quando percebi que alguns deles se mostraram reticentes, mesmo arrependidos pelo apoio dado ao projeto. A cobrança dos eleitores foi – e continua sendo – o motivo dessa pontinha de remorso. As diversas pessoas que pararam seus vereadores e disseram o quanto ficaram indignadas têm todo o meu respeito! Fizeram a DIFERENÇA.  Se a votação fosse hoje, acredito que teria outro resultado! Percebi que existe ESPERANÇA, graças!
Gostaria MUITO de continuar elogiando a Câmara... Mas, para que eu elogie, existe a prerrogativa do merecimento! Quando merecerem, o terão. Elogio é mérito, o que agora não é cabível!
O povo está magoado. Pessoas de bem estão se sentindo lesadas!
Que haja necessidade de reforma, de cumprimento de regras de segurança, tudo bem... Mas necessidade é bem diferente de VAIDADE!
Ao início da sessão, uma oração cristã muito me intrigou. Foi proferida a oração da sabedoria, linda mensagem que é atribuída aos amigos Alcoólicos Anônimos. O texto fala sobre coisas que podemos e que não podemos mudar... Enquanto o eleitor fica ali, meio abobado, pensando em seu título eleitoral guardado na carteira, fiquei curiosa: o que será que JESUS faria, se estivesse hoje, em Divino, com R$146 MIL em suas mãos?
Espero resposta para minhas orações!

Izaida Stela do Carmo Ornelas





quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

TÁ PICHADO NA MEMÓRIA




Foto: Jornal O Impacto


As recentes pichações em Divino me deixaram cheia de saudades. De novo. Saudades de quando o Sr. Valdir tomava conta do jardim. Foi bem lembrado pela minha amiga Ana Cristina o quanto ele cuidava das coisas e da gente!
Se a gente sentasse com os pés em cima do banco, lá vinha ele... Quando andávamos de bicicleta de maneira perigosa, éramos convidadas a parar. Algumas vezes ele nos dava um baita “galope”, sem perder o chapéu. Se algum de nós aprontasse, ele fazia questão de nos acompanhar até em casa e nos “entregar” pessoalmente. Nessas ocasiões, era sempre muito bem recebido em nossas casas, relatava nossas peripécias e nossos pais ficavam lhe devendo obrigação! Se fosse hoje... Alguns pais... deixa pra lá...
Quanto devemos a ele! Quanto reconhecimento pelo cuidado que ele tinha! Ele cuidava tanto dos bancos e das plantas, quanto das crianças e jovens! Quanta diferença das pessoas de hoje em dia! As pessoas de hoje se importam mais com o material: o salário, o prejuízo, a pintura estragada... Na verdade, funcionava mais quando se preocupavam com o trabalho bem desempenhado, com o lucro moral e com a consciência tranqüila...
A pichação reflete nossa falta de cuidado com os jovens e com as coisas. Estamos sendo muito omissos. Nada é da nossa conta... E vivemos de braços cruzados! Na frase em inglês, estampada no chafariz, pode-se ler: “Plant more green”. Traduzimos como sendo “plante mais verde”. Sr. Valdir não faria essa tradução. Ele ia ler: “Eduquem melhor as crianças”!!!
Nossos pais confiavam nele e quase nunca relutavam em nos deixar brincar na praça, pois sempre tinha a pessoa zelosa do Sr. Valdir de olho na gente. Muitas vezes tentamos esconder seu guarda-chuva, quando ele o deixava pendurado em algum galho. Sem chance. O velho era mesmo esperto!
O cuidado dele está gravado, ou melhor, está pichado em minha memória. O chapéu e o guarda-chuva. Quase Carlitos.


Izaída Stela do Carmo Ornelas



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

HÁ TRÊS ANOS, NO JORNAL O IMPACTO...




DESCASO GERAL. ATÉ QUANDO?


Virou banal, entrou na rotina...
Impostos altíssimos são pagos em dia e pouco se reverte em benefício real do contribuinte. Pouca coisa funciona.
É humilhante a posição de um cidadão! Pois os governantes nos dão a impressão de estarem debochando da gente!
Janeiro está chegando. Com ele vem o IPVA, o DPVAT. Imagino o estado eufórico pra ver seu cofrinho enchendo... Coisa de desenho animado, quando os olhos do personagem viram cifrões $ $ !
Enquanto isso, muitos olhos de cidadãos de bem se enchem de lágrimas. Acidentes, mortos e feridos nas estradas - cheias de buracos - nos afligem.
Cuidado!!! De tão banalizada, esta situação está cumprindo um papel subliminar perigoso: as pessoas estão se acostumando com o problema, ao invés de buscar soluções e promover cobranças junto aos responsáveis.
Vide a já tradicional cratera na chegada em Carangola. Alguém pode me dizer quantos anos ela tem??? Já está incorporada ao cotidiano, Não é notícia, mas puro esquecimento.
Por isso quase não escrevi esta crônica-denúncia.
Porque tantos já reclamaram, sem conseguir o respeito mínimo da atenção por parte dos governantes, sem que a boa vontade dos mesmos fosse encontrada, afinal.
Mas aqui estou, registrando meu alerta. Convidando as pessoas de bem a não pecarem por omissão. Não se pode render à mediocridade. Seria negar a máxima de Jesus: “ao próximo como a ti mesmo”. Coragem é sinônimo de cristandade!
Como no seriado de tv, quem irá nos salvar? Quem irá nos defender?
Enquanto isso, vamos colecionando um monte de desculpas esfarrapadas: não me cabe, não fui eu, não sou o responsável... Vão acabar colocando a culpa em Deus, se tiverem oportunidade!
É o federal? É o estadual? Não sei. Vista a carapuça quem couber! E em alguém cabe!
No sábado (11/12/10) dois jovens poderiam ter perdido a vida num acidente! Porque alguém que deveria manter uma estrada em ordem não faz o que é sua OBRIGAÇÃO. E coube – mais uma vez – a Deus o cuidado e a conta.
Aconteceu na Rodovia Walter Luiz da Silva, próximo à residência do Sr. Mauri Ventura, em Divino. Mas acontece também Brasil afora.
Indignada como muitos... Amedrontada como tantos...
Mães e pais, filhos, esposas, maridos em prece pela segurança de seus queridos. Os professores que passam por ali todos os dias conhecem o problema. Expostos a perigos desnecessários como buracos na pista, má conservação, má sinalização...
A quem recorrer? A quem sente na pele o problema: primeiro ao povo, à opinião pública dos eleitores.
Na esfera legislativa, os três deputados mais votados em Divino utilizam a MG 265 e, portanto, quando visitam suas bases, também estão expostos aos mesmos riscos que seus eleitores! Sabem que não estou mentindo. E deles se espera muito...
O que não pode acontecer é esse silêncio...
O que não pode acontecer é o cidadão achar natural o que não é.
E achar corriqueiro o que é, na verdade. uma chocante violação do NOSSO DIREITO!


MUITO TRISTE PELA FAMÍLIA DO SERGINHO!



                 Izaida Stela do Carmo Ornelas

sábado, 26 de outubro de 2013

SOCORRO ECOLÓGICO




Antes que nascesse grande parte dos ecologistas de hoje, meu pai foi chamado de louco por defender suas idéias.

Quando comprou uma propriedade de dez alqueires, preservou a metade em mata nativa. Na época, isso era considerado um absurdo! As pessoas comentavam o quanto ele estava sendo incoerente, deixando de cultivar um grande espaço e privando pessoas de trabalho com isso! Que malvado!

Hoje , vendo o espaço preservado no Google Earth, entendo...

E quem nem estava nascido nessa época vem – ainda hoje - prejulgar, com colocações equivocadas... Eu, que já vivi isso tudo: pessoas chamando meu pai de burro... O passar do tempo, os vizinhos ficando sem água... Fornecendo água para que os vizinhos tivessem o que beber... E há pouco tempo ter algum babaca denunciando a gente na polícia florestal, por fazer uma pequena terraplenagem em local próximo a um córrego, mas separado dele por uma estrada! Será que estou condenada a vivenciar injustiças???

Ei, ambientalistas, socorro! Mas saibam: mesmo que não me acudam, continuarei apoiando as idéias de preservação. Estou sendo tentada e testada!!!


Cada vez mais me convenço da necessidade de preservação, de conservação, de promoção da sustentabilidade. Costumo dizer que respiro a loucura do meu pai. Em muitos sentidos, porque a maior reserva nativa no entorno da cidade de Divino é a que ele preservou!


Izaída Stela do Carmo Ornelas


sábado, 12 de outubro de 2013

FINAL FELIZ



É tudo o que nós divinenses desejamos...
O escritor William Shakespeare já se perguntava: se a rosa tivesse outro nome, teria outro perfume? A questão da escolha do nome “Pedro Ventura” para a nova escola já rendeu! Declarei no facebook minha opção por pensar, analisar e ponderar muito, antes de emitir qualquer opinião. Pronto. Aqui vai, de coração.
Pra quem não conheceu, Sr. Pedro Ventura foi um cidadão muito digno, agricultor, pequeno produtor rural. Todos os sábados ele trazia para a cidade, em sua charrete, frangos, bananas, ovos. Minha mãe sempre o aguardava com suas encomendas. Muito justo que as crianças tenham no nome de sua nova escola um bom exemplo pra suas vidas!
Continuando o raciocínio, a homenagem ao vereador Tercício Vitelbo Givisiez, que tanto se esforçou para que a juventude divinense não tivesse que buscar instrução em outras cidades, deve continuar! Nossas crianças têm que aprender também o sentido da gratidão!
Por conseguinte, que tal se o atual prédio da escola se transformasse em uma Escola de Vida? Seria um lugar em que se agregasse valor maior ao sentido da educação!
Tenho visto a ENORME necessidade de nossos jovens em ter-se um lazer sadio. Estão com poucas alternativas de ocupação de tempo livre, o que consiste num RISCO MORAL muito grande. Embora a maioria dos pais tenha essa IMENSA preocupação, a pequenez de alguns ainda teima em dificultar o acesso de nossos adolescentes ao trabalho, denegrindo o ideal da Guarda Mirim e mesmo denunciando – covardemente - ao Conselho Tutelar a ação de pais que compartilham conosco a idéia de educar pelo trabalho digno. Assim sendo, é muito importante que possamos contar com um “contra-ataque” eficiente: se o menor não pode trabalhar, que ao menos seja garantido a ele o direito a uma brincadeira segura, em todos os sentidos.
Recentemente, a equipe de Taekwondo de Divino recebeu mais de vinte medalhas de ouro, em torneio regional! Parabéns a todos! Pergunto: será que algum desses atletas trocaria sua medalha pela droga oferecida por um traficante? Eis nossa oportunidade!!!
Chego a uma conclusão: a melhor homenagem ao ilustre vereador seria a criação de um Centro de Convivência Jovem na Escola Municipal, pela URGÊNCIA de ações nesse sentido, por sua excelente localização e por sua tradição de acolher a juventude nos Jogos da Cidade – Jodac. Desta forma, cada sala se tornaria referência em algum campo de interesse. O espaço receberia mesas de xadrez, pingue-pongue, damas e outros esportes... Também artesanato, outras artes e expressões culturais deveriam constar. Mas tem que sair do papel e funcionar!
Será um sonho? Não. Será mesmo um final feliz!

Chega de futricada!

Izaida S. C. Ornelas

sábado, 21 de setembro de 2013

CRIADA ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS




Cenas comuns... Quem nunca???
- vc se apronta com o maior capricho, sai de casa e pisa num montinho de cocô;
- a dona de casa coloca o lixo pro lixeiro e vem um cachorro, rasga o saquinho e espalha tudinho;
- o motoqueiro leva o maior susto com o animal atravessando a rua e toma um tombaço...
Cenas comuns... Que poderiam ser evitadas.
Muitas coisas não precisam acontecer! O constrangimento de chegar fedendo a algum lugar; o trabalhão de juntar lixo derramado; a dor de um tombo e as conseqüências indesejáveis do fato (inclusive os gastos do nosso imposto, com o tratamento de saúde!).
Isto apenas se pensarmos pelo ponto de vista humano. Quanta tristeza deve sentir esse animal por ser abandonado à própria sorte, sem lar, sem carinho! Por esse lado, a coisa é ainda mais contundente. Em Divino temos dezenas de animais abandonados, soltos pelas ruas.
Estas cenas não deveriam ser comuns. O mal não pode ser comum. Passamos, deste modo, à indignação, porque há uma ação digna a ser tomada.
Assim, estamos dispostos a nos unir e criar uma associação de proteção aos animais -  e mais ainda aos humanos!
Nesse sentido, nos reunimos dia 14/09/2013, às 18:00, na sede da Sociedade Espírita Chico Xavier. A ADAD - Associação de Defesa dos Animais de Divino - está fundada!
Todos estão convidados a participar.
Afinal,


"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor." (Pitágoras ) 





sábado, 6 de julho de 2013

PROTESTAR É DIVINO




Tem pessoas que protestam contra o tempo. Esse protesto é a lembrança: lembram-se do passado e de outras pessoas. Elas inventaram a fotografia, os recadinhos, os cartões...
Tem pessoas que protestam contra a distância. Elas inventaram a internet, o telefone, o skipe... Também o avião, que une as saudades... Admiro o protesto contra a ditadura da beleza, junto aos inventores da lasanha e da coxinha... Protestos positivos!
Tem pessoas que protestam contra todo o tipo de coisa, mas prefiro – porque me identifico – aquelas que protestam em favor de bons sentimentos. Elas vão muito além dos protestos comuns, contra a corrupção, contra o mau caráter... Tudo a favor dos honestos! E dos criativos!
Em Divino, há cerca de 40 anos, houve um protesto curioso (e ainda atual): um protesto contra a fofoca... De um lado, um grupo de jovens e adolescentes, cansados de terem suas “artes” reveladas a seus pais pelas beatas da cidade. De outro lado, claro, as beatas.
O recado a ser dado: “metam-se com sua própria vida”.
Munidos de uma potente vitrolinha a pilha e muitos discos de vinil, eles tomaram o coreto da praça exatamente às oito da noite de domingo, horário em que a missa terminava.
Montaram um baile com todas as “ primas” que puderam contratar.
Enquanto dançavam, as pessoas desciam as escadas... Olhos esbugalhados, mães escondendo os olhares de suas filhas, queixos caídos, risinhos nervosos.
Imaginem o espanto, o escândalo e os chiliques...
Eles até ficaram de castigo, mas as fofoqueiras passaram a enxergá-los com outros olhos!

Foi esse protesto que me ensinou: é preciso bom humor até pra protestar.

PS – Cresci ouvindo essa história, me deliciando sempre! Agradeço profundamente à pessoa envolvida que me autorizou a contar como esta história realmente aconteceu! Foi o meu primo!

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Izaida Stela do Carmo Ornelas


terça-feira, 14 de maio de 2013

RESPONSABILIDADE DE TODOS





Nunca vi uma frase tão canalha...
O que é responsabilidade de todos acaba sendo responsabilidade de ninguém! E nossa preguiça acha muito bom não ter responsabilidade nenhuma, nenhuma cobrança. Nossa omissão se deita ao sol, enquanto nosso juízo tira férias!
Cuidar da pracinha: responsabilidade de todos. Cuidar dos jovens: responsabilidade de todos. Educação: responsabilidade de todos. Responsabilidade de quem? De quem? Todo mundo corre da responsabilidade: não é dos pais (que não têm tempo), não é da escola (que só precisa instruir), não é do Estado (que não pode intervir), não é das religiões (que só se reportam à divindade)... E enquanto ninguém assume a educação, ficamos assombrados com vandalismos, com a corrupção, com toda a sorte de malefícios sociais que advém da falta de serviço físico e mental para nossos jovens.
Assumir a responsabilidade já está na Lei. Quando um menor rouba, depreda patrimônio, ou mesmo quando lesa moralmente a alguém, o código brasileiro prevê a responsabilidade de seus pais, no sentido de ressarcir os prejuízos causados. Está no Título IX Da Responsabilidade Civil, Título II, Capítulo I, Da Obrigação de Indenizar. O artigo 932, em seu inciso I, atribui aos pais a responsabilidade pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia.
Da mesma forma, quando uma criança foge da escola e pratica algum delito, a escola tem também sua responsabilidade. Houve descuido ou negligência? O que aconteceu? É preciso apurar as coisas com isenção, com lisura, acima de preferências pessoais, políticas e ideológicas. Saudade do tempo em que Educação Moral e Cívica era uma disciplina com aulas semanais! E sei que vou sentir saudades do tempo em que Educação Física era ensinada já nos primeiros anos da escola! Tudo nos vem sendo tirado há tempos... Estamos passivos, por isso condenados a sofrer atrocidades cada vez piores.
Mas será que somos assim tão vítimas? Ou estamos apenas sendo perigosamente complacentes, coniventes? Se “quem cala, consente”...
Se não assumirmos nossas pequenas responsabilidades com relação à educação de nossos jovens, estaremos condenados a enfrentar grandes dificuldades. Vamos começar agora a mudar nossas ações, a construir efetivamente nosso futuro, conscientes de que não nos cabe mais a desculpa esfarrapada de que “não é nossa obrigação”. Cuidar de todos e de cada um é dever moral, cujo descuido gera uma perturbação que se prolonga ao futuro, feito uma onda. A maior parte das igrejas chama isso de pecado. O pecado da omissão, que rouba o futuro da gente.
Ficamos estarrecidos quando vemos no jornal casos de assaltos, roubos e vandalismo, como ocorreram em Divino, no início deste ano. Mas o que fizemos para evitar? O que faremos agora que o cerco está se fechando? Continuamos omissos ou cobraremos de nossas autoridades ações de verdade? Faremos cada um a nossa parte, assumindo que “todos” é o coletivo de “cada um de nós”?
Aqui a contribuição de minha profunda indignação.

Izaída Stela do Carmo Ornelas






domingo, 7 de abril de 2013

INCÊNDIO NO HOSPITAL





Imagino as dificuldades financeiras do Hospital Divinense como um incêndio.
De imediato, é preciso apagar as chamas. Chamas apagadas, perigo real afastado, cumpre refletir. Não foi a primeira vez que “pegou fogo”. Aconteceu antes. Aconteceu de novo. Como fazer para que não aconteça novamente? Afinal, trata-se de uma instituição muito importante para as pessoas da cidade!
Apesar de alguns prefiram buscar cidades vizinhas para atendimento, quando “o bicho pega”, quem vai te socorrer mais rapidamente vai ser quem mais está próximo a você.
Muito perto, muito longe...
Ainda me lembro de quando o hospital foi construído. Lembro do tapume que encobria a obra de fundação. Eu era uma adolescente de treze anos. Nessa época, meu pai sofreu um acidente e veio a falecer do outro lado da rua, no posto de saúde que funcionava onde hoje é a Delegacia. Se tivesse o hospital, talvez um pouco de alívio à dor dos ferimentos pudesse ser oferecido...
Só sabe quem já viveu. E quem sentiu na carne a falta...
Naquele tempo, a união das pessoas foi impressionante! Paredes simples, grande propósito, muita boa vontade dos divinenses, sob a inspiração do Sr. Adriano Campos Pereira. Lembro que minha mãe, por exemplo, costurou – de graça – uniformes, lençóis e máscaras cirúrgicas. Cada um contribuiu com o que pôde. Não me lembro da inauguração, curiosamente.
O esforço daquelas pessoas não pode ter sido em vão. Não pode ser consumido pelo incêndio da incompetência ou da corrupção. Entretanto, tem gente que prefere ver o circo pegar fogo. Triste. É o caso de pessoas que estão sempre tentando se esconder por trás do umbigo do outro! Elas dizem coisas do tipo “sua coluna no jornal não vai investigar?” ou “o seu amigo juiz não vai fazer nada?” demonstram uma covardia e uma ignorância sem precedentes. Em primeiro lugar, minha coluna no jornal é do tipo “crônica”, que não comporta uma reportagem investigativa. Muita gente não sabe, mas os jornalistas tem sua especialização, como os médicos. Também essa ignorância sobre as funções profissionais atinge quem atribui ao meu amigo Maurílio o poder de investigar. Juízes não podem interferir nas causas que podem vir a julgar. Nem a polícia pode investigar, se não houver uma denúncia. A obrigação de denunciar é do Ministério Público.
Vamos, então, pedir que Divino tenha um Promotor Público efetivo e permanente, exclusivo da Comarca. A permanência de um Promotor na cidade irá, inclusive, auxiliar na melhoria das condições de segurança pública, agilizando processos.
Olha só como uma coisa “puxa” a outra!
O bem e a justiça, quando bem executados, criam uma verdadeira reação em cadeia: o caso do hospital contribui para a segurança; a segurança melhora os índices de desenvolvimento humano da cidade e os índices melhores de IDH justificam investimentos e maiores repasses ao município.
Também vai ser bom que uma auditoria esclareça o que aconteceu, porque dinheiro público é um dinheiro muito sagrado, suor do povo, e como tal deve ser respeitado. Não se trata de “caça às bruxas”, mas de “dar nome aos bois”. Evita-se, desta forma, que muita gente boa seja injustamente classificada. Evita-se também que os “comentaristas” da cidade cometam o pecado de mentir e de levantar falsos testemunhos. Muita utilidade terá, assim, esta auditoria! Vamos saber como o incêndio começou.
Agora, precisamos prevenir novos incêndios: desenvolver um mecanismo protetor para as finanças do Hospital é muito necessário. Transparência! É a resposta que todo cidadão quer ouvir para os esforços de todos os que contribuíram para que a instituição não falisse.
Então por quê não nos mobilizarmos para que novos incêndios não aconteçam?
Vamos cobrar, gente! De todos os lados, de todos os partidos, de todas as religiões, de todas as orientações sexuais, de todas as torcidas, de todos os corações possíveis.
Senão, pode acontecer de novo... E aí, vamos – cada um de nós – assumir a responsabilidade, a culpa e o peso de nossa omissão.


         Izaida Stela do Carmo Ornelas

domingo, 20 de janeiro de 2013

Tem gente que faz. Tem gente que desfaz.




Após a matéria anterior, diversos comentários e abordagens me conduziram a analisar um pouco mais profundamente a questão.
Em primeiro lugar, bateu muita saudade da Guarda Mirim: extinta e não substituída. Tirada do povo, sem que qualquer outra alternativa fosse oferecida à população que dela se beneficiava.
A Guarda Mirim tirou muito adolescente da badernagem... 
Aquela gente fazia e foi impedida de continuar fazendo.
O problema é que a questão do trabalho adolescente foi completamente resolvida. Desafio a quem “resolveu” esta questão a resolver – com a mesma eficiência - a questão do consumo de álcool entre estes mesmos adolescentes!!! Não vemos, em Divino, adolescentes trabalhando, mas bebendo... 
A Guarda acabou por força da Lei, mas deveria continuar, por força da Justiça. Porque nem sempre a lei é justa. Nem sempre. Afinal, a escravidão também era uma Lei: e reduzia seres humanos a objetos. Pretensamente livres, agora estamos todos juntos, ainda agrilhoados.
E a injustiça muitas vezes é o resultado do cumprimento da Lei. Acontece quando, muitas vezes, a jurisprudência não exprime a prudência que lhe deu origem. Afinal, a extinção desse serviço não levou em conta a amplitude da questão.
Hoje em dia, enquanto as autoridades proíbem o trabalho adolescente, vem o tráfico e os alicia, bem cedo, antes que pais e mães tenham sequer o tempo de lhes ensinar uma profissão... Ao extinguir pura e simplesmente a entidade, uma alternativa deveria ter sido projetada. Deveriam ter pensado nas consequências... 
É o caso de gente que desfaz...
Mas muita gente faz, ainda bem.
O grupo do EJC tem trabalhado muito, com louvor. Aqui mais uma lembrança: no meu tempo, na Casa Paroquial havia um espaço pros jovens com jogos diversos: pingue-pongue, damas, xadrez, etc. O ponto de encontro “bombava” como dizem hoje. Foi obra de Dom José Moreira, sempre antenado com os jovens. Saudade foi o que restou.
A comunidade da Igreja Batista, inclusive, está construindo uma excelente alternativa de lazer para a moçada. Com certeza, a quadra está funcionando segundo a Vontade Dele.

Falta o trabalho de quem ainda nada fez...
Falta o trabalho de quem nada faz...


Izaida Stela do Carmo Ornelas

sábado, 12 de janeiro de 2013

SEMPRE UM DEFEITO




Neste final de ano me veio a lembrança de pessoas que muito fizeram por Divino e nem sempre tiveram sua importância reconhecida.
Comecei me lembrando de Seu Capucho. Ele cuidava da limpeza das ruas, nos meus tempos de menina. As ruas eram sempre muito limpas; ele fazia questão de varrer qualquer areia dos meio-fios, recolhendo o lixo em sua carrocinha. Um pouco mais tarde, talvez pelo crescimento da cidade, passou a contar com a ajuda de um burrico. E os progressistas viam naquele cuidado artesanal um sinal de atraso: um cuidado profissional era o que Divino precisava...
Tem sempre alguém vendo um defeito!
E o trabalho amoroso foi sendo substituído pelo mero cumprimento de horas; o pagamento em dinheiro passou a ser mais importante que o reconhecimento e que a satisfação de se fazer um bom trabalho.
Com tanto lixo nas ruas, ultimamente, penso que não fomos educados o suficiente para reconhecer e respeitar o esforço que o outro faz para nos servir! A maioria das pessoas não vê mal nenhum em jogar na rua palitos de picolé, copos descartáveis, bingas de cigarro... Mas quando a situação se acumula, percebemos que a falta de educação, em conjunto, traz grande impacto negativo a todos.
Saudades do tempo de Sr. Capucho!
Depois me lembrei do Lourival Bernardes de Mello – o Vavá. Quantas carteiras de identidade eu vejo, datadas de 05/05/2005, quando ele promoveu uma Ação Global na Praça! Sem contar as crianças que ele apresentou ao esporte e que se destacaram em nossa região... Além disso, levou nossa cidade às manchetes da TV, promovendo as 50 Horas de Pelada.
A história continua... Tem sempre um defeito! Não pretendo entrar em problemas pessoais, mas reconhecer méritos de ação efetiva, como os que citei acima. Novamente, relembro: tem sempre um defeito. Mas, depois dele, quem fez melhor? Quem fez, no mínimo, igual?
Qual é o maior defeito?
O Arraiá da Alegria, que se fundiu ao evento da Exposição, era realmente uma alegria que Dona Débora nos proporcionava. Pra quem não se lembra, era como se fosse o Arraiá do Sukata, mas acontecia durante a semana toda. Tomava a pracinha do Asilo, divertindo sempre. E sempre tinha uma festinha pro povo não se entediar. Mas tinha defeitos... E agora, no lugar dos defeitos, não tem quase nada... Mas ainda tem defeitos.
Como o Carnaval vem chegando, senti saudades do Bloco Só Falta Você, do Xaconóis, onde o falecido Jorge da Preta tocava bateria, a Rosemary dançava e a gente aplaudia. Também tinha defeitos...
E como eu sou cheia de defeitos, vou parar pra pensar...


                Izaída Stela do Carmo Ornelas.


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