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domingo, 17 de agosto de 2014

A PROSPERIDADE DE JESUS




O vivente mais próspero que já habitou no planeta Terra foi Jesus de Nazaré.
Não teve propriedades; era dono de si. Existe maior tesouro? Teve Seu nome difundido por causa das suas ações e não pelo seu dinheiro. Existe melhor motivo?
E o Seu reino não era deste mundo. Porque este mundo é apenas um átomo do Seu domínio.
Dizia não ter onde recostar a cabeça, mas o sono justo que dormia o permitia descansar sem remorsos. Quantos milionários podem se dar a esse luxo?
Depositava seu tesouro espiritual nas mãos do Pai. Não se sujeitava ao mercado. Dava de graça tudo o que recebia pela Graça. Dividendos de sabedoria, luz, paz... Sem preço.
A riqueza de Jesus é fonte inesgotável. Porque Jesus não se vendia.
Ele nutria os espíritos de todos que tivessem boa vontade. Alimentava com o pão da verdade. Libertava os homens do vazio material. E ainda continua a nutrir, alimentar e libertar!
Não existe prosperidade maior. Porque, em resumo, a maior prosperidade é o amor: o melhor e maior patrimônio.

Izaida Stela do Carmo Ornelas







segunda-feira, 19 de maio de 2014

SILÊNCIO NO BLOG




Enquanto isso, meu corpo fala.
Problemas de saúde.
Psoríase, hipertensão, palpitações...
E a espiritualidade adverte: sintonize-se com o Bem, desacelere. Seja sua cura.
Há quase sete meses, tolerando um formigamento em metade da língua, durante as 24 horas do dia. Coisa de louco, travando a conversa, me fazendo falar esquisito...
Modere ainda mais a língua, é minha lição.
O punho machucado numa queda: modere a digitação... (rs)

Dilemas.
Decepções ético-políticas.
Parei até de visitar a Câmara, porque dói demais ver atos contra o povo, na casa do povo. Chega a ser depressivo.
Mais uma vez se apresenta a moral da história: aprenda que os outros têm o direito de serem o que quiserem. A prestação de contas tem a ver com o Pai. Não com você. Se não temem o Pai, paciência. Mas faça a sua parte.

Muito silêncio.
Como diz a música: “silêncio profundo, a menina dormiu...” E a Stela se foi.
A convivência está suspensa, adiada. A saudade toma seu lugar.
E os dias se sucedem... Até ontem.
Ouvindo o riso – o primeiro em muitos dias - da Gracinha, fiz uma prece em agradecimento a Jesus.
Só aí, um pouco, entendi: precisava aprender a agradecer.

Agradeço, primeiro, pela misericórdia de Jesus que permitiu esse riso. Depois, porque tenho pessoas a quem desejo o bem. E, finalmente, porque tenho o bem em minha alma.
Tenho Jesus, também.


Assim seja. Ou, se preferir, amém.


                Izaida Stela do Carmo Ornelas



sábado, 28 de julho de 2012

A prece, segundo o Espiritismo





No Evangelho Segundo o Espiritismo, obra de Allan Kardec, encontramos a seguinte definição: “A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que nos conduz a Deus.” Mais adiante, os espíritos advertem: “ A forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que um grande número de palavras com as quais nada tenha o coração.”
A prece começa, então com um bom pensamento, aliado a uma boa intenção traduzida por uma vida de caridade e fraternidade. São Marcos aconselha que perdoemos nossos inimigos, antes de orar (cap. XI, vv.25-26). Aqueles a quem nós ainda não “damos conta” de amar também são filhos do Pai, que precisam de bênçãos da mesma forma que nós. O nosso perdão é uma bênção imensa, atingindo e iluminando quem perdoa e quem é perdoado. O ambiente em que estamos se torna mais saudável para a uma conversa com o Criador.
Quando oramos, não convém que o façamos de forma a chamar a atenção, como os hipócritas descritos por São Mateus (cap. VI, vv.5-8), que agindo dessa forma recebem sua recompensa já no fato de aparecer para os demais. Nosso ser, através da prece, deseja estar em contato íntimo com o Pai que habita em nosso coração. Não há necessidade de gritar e nem de repetir fórmulas que utilizam os lábios, mas não o coração. O silêncio aparente conforta. A criança com dor, quando aconchegada ao colo de mãe, recebendo carinho, melhora. A eficácia da prece é incontestável. A felicidade que a comunicação com Deus nos proporciona é indescritível. Os resultados são sentidos de forma muito plena por aquele que crê.
São Mateus (cap. VII, vv. 7-11) explica a resposta divina às preces que fazemos com a seguinte comparação: “Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? – Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? – Ora, se sendo maus como sois, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem?” Nosso Pai nos conhece. Sabe o que precisamos para nossa evolução integral e o que merecemos pelo trabalho físico e moral que realizamos. Mesmo que nossa condição de ignorantes não nos permita entender o real valor do que recebemos, nossa fé nos deve conduzir à extrema confiança n’Ele. Nosso Pai tem a suprema sabedoria e nos demonstra a cada momento o seu amor infinito, mesmo que não percebamos. Afinal, agimos como crianças, pedindo o que não nos pode ser dado, o que nos fará mal, o que não vale a pena possuir.
Os males da vida se dividem em duas partes, uma constituída pelos males que o homem não pode evitar e a outra das dívidas que ele mesmo contraiu por seus excessos ou omissões, sendo que a segunda parte é bem maior que a primeira, ensina Kardec. Então, grande é o conjunto das coisas que podemos mudar com nossa conduta, com cuidado moral, com fé, esperança e prece.
E para que não nos esqueçamos da lei de solidariedade, os espíritos mostram que a prece coletiva tem maior força, visto que “quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, é como se muitos clamassem juntos e em um só som.” Façamos juntos nossas preces, como verdadeiros irmãos de Cristo. Comecemos por pedir perdão para nós mesmos, por perdoarmos a nossos inimigos como a nós mesmos, por enviarmos um pensamento de paz para o mundo. Peçamos o auxílio àqueles irmãos que ainda não conhecem os benefícios do contato com o Amor, os que fazem sofrer. Estes precisam mais...
Um irmão nos dá o exemplo de como fazê-lo:

PRECE DE CERINTO

Senhor de Infinita Bondade,
no santuário da oração, marco renovador do meu caminho, não te peço por mim, espírito endividado, para quem reservaste os tribunais de tua Excelsa Justiça.
A tua compaixão é como se fora o orvalho da esperança em minha noite moral e isso basta ao revel pecador que tenho sido.
Não te peço, Senhor, pelos que choram.
Clamo teu amor a benefício dos que fazem as lágrimas.
Não te venho pedir pelos que padecem.
Suplico-te a benção para todos aqueles que provocam o sofrimento.
Não te lembro os fracos da Terra.
Recordo-te quantos se julgam poderosos e vencedores.
Não intercedo pelos que soluçam de fome.
Rogo-te amor para os que furtam o pão.
Senhor Todo-Bondoso!...
Não te trago os que sangram de angústia.
Relaciono diante de ti os que golpeiam e ferem.
Não te peço pelos que sofrem injustiças.
Rogo-te pelos empreiteiros do crime.
Não te apresento os desprotegidos da sorte.
Depreco teu amparo aos que estendem a aflição e a miséria.
Não te imploro a mercê para as almas traídas.
Exoro-te o socorro para os que tecem os fios envenenados da ingratidão.
Pai compassivo!...
Estende as mãos sobre os que vagueiam nas trevas...
Anula o pensamento insensato.
Cerra os lábios que induzem à tentação.
Paralisa os braços que apedrejam.
Detém os passos daqueles que distribuem a morte...
Ajuda-nos a todos nós, os filhos do erro, porque somente assim, ó Deus piedoso e justo, poderemos edificar o paraíso do bem com todos aqueles que já te compreendem e obedecem, extinguindo o inferno daqueles que, como nós, se atiram, desprevenidos, aos insanos torvelinhos do mal!...

                                                                                     Cerinto

segunda-feira, 11 de abril de 2011

ORAÇÃO FRENTE À PERDA



Com tantas tragédias acontecendo no mundo...
Com tantas tristezas espalhadas...
Na tarde que sucedeu ao Massacre de Realengo, um acidente de trânsito colheu Danilo, 21 anos, filho de minha amiga de infância. Recolhi-me em prece e escrevi uma oração, único consolo possível nestas despedidas.
Dedicada a Silvana Alves Frossard.

Senhor
Diante de Ti me encontro, como em todos os dias de minhas vidas. Foram dias por Ti contados. Marcados pelo Teu desejo de que eu melhore e evolua sempre.
Em muitos desses dias recebi alegrias, muitas delas proporcionadas pela pessoa que se foi, conforme a Tua permissão. Agradeço cada sorriso, cada bom momento, cada pedacinho de felicidade que o Senhor colocou em minha vida. Obrigada, Mestre.
Em outros dias, vivenciei tristezas. Por elas também Te agradeço, Mestre. Porque eu não seria capaz de reconhecer a tristeza, se não tivesse antes conhecido a felicidade.
Percebi mudanças no mundo e em mim, ao longo desses tempos. O que não mudou nunca foi Teu cuidado por mim. Novamente, obrigada.
Neste momento de profundo pesar e de insistentes lágrimas, meu coração recorre ao Teu amor.
Pai amigo, eu lhe suplico...
Me dê forças para enfrentar a dor, a ausência, a saudade, vencendo-as uma após outra, para a glória do Teu nome.
Me ensina a conviver com esses sentimentos tão contraditórios. Porque a perda é uma ilusão. O aprendizado virá e a Tua Verdade me libertará da revolta, da angústia, do desespero.
Afasta de mim o cálice da incredulidade, do desamor, da depressão, da inércia. E me dá de beber a ação, o amor, o trabalho. Que não me faltem a solidariedade, a compaixão e a caridade, que doravante serão meus companheiros.
Também permita que eu aprenda a me bastar, para não contagiar ninguém com minhas fraquezas, como Jesus crucificado se resignou em suficiente fé e paz.
Me ilumina para que eu possa reverter todo o meu sofrimento em exemplos, que vão fertilizar almas. Converta em lições  minhas feridas, minhas tragédias, minhas lembranças. E alcance os corações de todos através de minha triste história: fortalecendo os que se encontram feridos como eu e encorajando aqueles que possam impedir que outros sejam feridos da mesma forma que eu.
Me aqueça com a humildade, que me mostra o quanto sou pequena, frágil e dependente dos outros. E me vista de coragem, porque preciso estar junto aos irmãos que são pequenos, frágeis e dependentes de mim. Em Ti me fortaleço, porque só junto a Ti está o conhecer, o sentido, a Vida.
Põe em mim Tua mão e cura meus medos, minha falta de fé, minhas dúvidas. Cuida, quando eu tropeçar. Suporta minha lamúria. Acalenta minha vida.
Faz com que a força do Cristo me ampare e a duçura de Maria me conforte.
Por fim, me ensina a amar mais. Porque minha perda não significa um amor que se foi, mas um amor que ficou. Um amor presente, cuja beleza não pode ficar escondida. Que meu amor transborde e acolha, multiplique e floreça. Conforme a Tua Vontade.
Abençoa minha família, minha comunidade, meu país e nossa humanidade.
Para meus queridos que se encontram junto a Ti, beije-os por mim, Senhor.
Que sejamos todos sustentados na luz que de Ti emana.

Assim seja.

                                   Izaída Stela do Carmo Ornelas




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