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sábado, 24 de dezembro de 2016

TEORIA DA CRIAÇÃO






Venho desenvolvendo uma teoria da criação baseada no que aprendi ao longo da vida.
A criação bíblica nos apresenta: Adão burrinho, Eva maliciosa, Caim assassino... Desde o início dos tempos, os personagens não são frutos possíveis de uma bondade infinita que é Deus! Guerras, futricas, hipocrisias e outras crias... Olha que quanto mais eu vivo - e convivo -, mais amedrontada eu fico em relação às pessoas!
Somos tão preconceituosos que invertemos até a criação e o criador!
Concluo:
- Quem criou o homem foi satanás!
E Deus está até hoje tentando consertar!
Que tarefa!



Izaída Stela do Carmo Ornelas


sábado, 16 de maio de 2015

INDIGNAÇÃO






Todo fato que nos sensibiliza e nos põe em movimento é uma indignação. A partir da indignação, nós nos colocamos em digna ação para fazer frente ao mal, à injustiça, à arrogância e ao preconceito.
É ação digna a recusa em tirar uma fotografia ao lado de um político corrupto ou mesmo com aquele cidadão de notória “malandragem”. É dizer “não” ao pedido de voto do candidato que não se porta de forma honesta.
É ação digna cobrar de seu prefeito ou seu vereador uma postura condizente com as promessas feitas em campanha. Também é repreender o funcionário que fala mal da empresa em que trabalha e o servidor municipal que denigre sua cidade. É buscar coerência ética.
É ação digna reconhecer-se imperfeito sempre. E lutar pela evolução, pela reforma íntima. Servir sempre, ao próximo como a ti mesmo, dignamente.
Para se indignar de verdade não basta fazer beicinho, bater o pé... Para se indignar de verdade é preciso combater, reagir, colocar-se em alerta. Não aceitar o bullying, nem o preconceito, tanto quanto não aceitar-se a ingratidão... Ações dignas nascem de dentro para fora, de cada pessoa. E ganham a sociedade.
Sair por aí, protestando por protestar, não tem nada de indignação. Só é legítima a ação que propõe resultados. Quando aponta o problema, acena com a solução. Há reciprocidade no ato; todos os lados crescem.
Indignar-se não é julgar, mas analisar sem pressão de pesos, sem estar medindo nada.
Para quem diz que indignar-se não é um ato caridoso, lembro que, afinal, caridade é coragem. É caridoso deixar que o outro “se dê bem” e não aprenda nada? Onde os acomodados vêm caridade, vejo omissão.
Ações dignas são necessárias. Digo mais: são urgentes!



Izaida Stela do Carmo Ornelas



sábado, 15 de novembro de 2014

UM DIA DE BORBOLETA



Um barulhinho estranho... Flap, tic... De onde vem? Procuro atrás do móvel. E novo flap me faz descobrir uma borboleta, dentro de uma moringa antiga. Como foi que ela conseguiu se enfiar ali? – pensei. Bom, o importante agora é que ela precisa sair dali. Como fazer?
- Ingrid, dá uma idéia, peço.
E começamos a sacudir o vidro, virar de boca pra baixo, levar para o sol... Talvez a claridade atraísse a bonitinha. Nada.
De repente, Ingrid me conta que esse tipo de borboleta vive apenas um dia.
Foi como se ligasse um botãozinho turbo na minha cabeça. Vinte e quatro horas apenas! O que faria eu se minha vida fosse resumida a vinte e quatro horas? E você, o que faria? Quais seriam nossas prioridades?
Começo a relativizar: se o tempo de existência da terra fosse reduzido a um ano, o ser humano teria surgido às 22:30 do dia 31 de dezembro. Uma curiosidade e tanto; uma lição de humildade para tantos! Qual seria o tempo da borboleta? Estaria já madura?! Daqui a pouco seria uma anciã...






Resolvemos por fim ao cárcere da jovem, destruindo o presente que ganhamos pelo casamento, em outubro de 1987. (Desculpe-me, Gracinha Oliveira, mas tive de quebrar. Quebrei com respeito. Juro. Sei que você vai me entender.)
Fora do vidro, a beleza dela nos encantou. E a lição ficou.
Que tempo vale mais? Que matéria vale mais, a borboleta ou o enfeite? Que atitude vai fazer diferença daqui a alguns anos?
Escolhemos preservar ambos: a vida da borboleta e a lembrança da moringa.



Izaida Stela do Carmo Ornelas



domingo, 24 de fevereiro de 2013

O DIREITO DE NÃO REAGIR







A lei de ação e reação pertence à Física. Isso não quer dizer que seja uma obrigação, uma lei do relacionamento humano.
Quando aquela pessoa te insulta... Quando falam mal de você ou de um filho seu... Quando estoura a paciência, quando é a gota d’água ou chegou o fim da picada...
E uma voz, lá no fundo, te pergunta:
- Vai deixar barato?
O que você responde?
Difícil?
Pois saiba que é seu direito silenciar. É seu direito ser, assim, mais forte do que seu agressor.
É nosso direito exercitar o silêncio.
E não se trata de falta de humildade: é nosso direito mostrar o quanto do Cristo habita em nós.
Ter autocontrole é para poucos. E é uma decisão inteligente. Não revidar é não aumentar o mal, não dobrar a energia negativa no ar.
Trata-se do primeiro passo rumo ao perdão. Isso mesmo, aquele mesmo perdão que Jesus mandou exercitar setenta vezes sete vezes! E o quanto estamos longe disso!
Além do direito de não reagir, é seu o direito de manter sua alma em paz. A faxina que faz o perdão é também um direito, conquistado a duras penas: o esquecimento de si mesmo, a superação do orgulho e do egoísmo.
Devemos estar sempre tentando promover esse bem.
Não digo que não seja necessário esclarecer os fatos, botar em pratos limpos, essas coisas que libertam, porque a verdade liberta. Afinal, disciplina também é caridade. Ou seja, ensinar alguma coisa a esses irmãos maledicentes, com paciência e misericórdia, é cumprir as determinações do Mestre.
Um bom começo é ensinar pelo nosso próprio exemplo.

Izaida 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

NUM DIA TRISTE



Estou feliz
porque hoje vai passar
e amanhã também.
Porque tudo vai passar
e eu, também.


terça-feira, 27 de março de 2012

MENSAGENS MEDIÚNICAS





O que mais chama a atenção das pessoas acerca do Espiritismo são as comunicações com os espíritos desencarnados – as mensagens mediúnicas. O assunto é vasto e aqui colocamos algumas das questões básicas para o seu entendimento.

 O que são?

São as diversas manifestações de espíritos desencarnados, com objetivo de comunicar-se com os que ainda se encontram no corpo físico.
Chico Xavier muito bem divulgou essa parte científica da Doutrina, oferecendo consolação a muitos que julgavam perdidos seus entes queridos... A esperança que ele plantou nos corações de todos os que o acompanharam nas reuniões do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, se espalhou pelo Brasil e pelo mundo.

 Como podem acontecer?

As formas são as mais variadas possíveis, embora a que mais se conheça seja a psicografia – a escrita. Também há mensagens transmitidas através da fala, da audição, da visão, dos sonhos, da pintura, da música, etc.
Allan Kardec escreveu um tratado acerca da comunicação com o mundo invisível chamado “O Livro dos Médiuns”, em 1861; nele encontramos informações completas e precisas.

 Quais os objetivos dessas comunicações?

São três os objetivos principais: esclarecimento, instrução e orientação aos homens; socorro a espíritos em sofrimento e contribuição para o aprimoramento moral do médium.
Santo Agostinho escreve em suas Confissões, depois da morte de sua mãe, Santa Mônica: “Estou convencido de que minha mãe me virá visitar e dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura.

Sob quais condições acontecem as mensagens?

A primeira é a permissão do Criador, sem a qual nada pode ser ou existir. Em seguida temos as seguintes condições: necessidade e merecimento. Não é só por querer, por exemplo, que alguém vai receber uma mensagem – tem que merecer ou haver a necessidade dessa comunicação.

 Como saber se uma mensagem é verdadeira?

Como em qualquer outro questionamento de nossas vidas, devemos utilizar os ensinamentos de Jesus para analisar a mensagem. Dois procedimentos bastam. Em primeiro lugar, Ele recomendou “daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”. Chico Xavier jamais cobrou por nenhuma dos milhares de cartas que psicografou. Em segundo lugar, quanto ao conteúdo, não pode conter nada que vá contra os dois mandamentos “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, visto que não é permitida a transgressão dos mesmos.
 A segunda maior curiosidade – e medo – das pessoas no que diz respeito ao Espiritismo trata das aparições de espíritos desencarnados. Um relato jornalístico desse fenômeno encontramos no Evangelho de Mateus, capítulo XVII – A Transfiguração. Moisés e Elias se materializam a ponto de Pedro sugerir ao Mestre a construção de tendas para que eles pernoitem.
Por quê o medo? Depois de mais de vinte séculos, já nos devíamos ter acostumado... Entretanto, Kardec nos ensina que é preferível negar cem vezes uma verdade do que aceitar uma mentira. Para entender melhor, observe: esse fenômeno obedece aos mesmos objetivos e às mesmas condições das comunicações e para saber se são verdadeiros – ou “do bem” - utilizamos os mesmos questionamentos básicos.
Orando e vigiando, com fé e caridade, o mal não terá a permissão para se aproximar. Exceto em caso de necessidade sua, para que você aprenda com ele.
Estejamos com Deus.




sábado, 21 de agosto de 2010

PERSONAL ESPIRITUAL TRAINER


É este o nome que costumo dar a meus adversários.
Seja o implicante, a debochada, o pretensioso, a invejosa...
São todos meus "personais" que treinam - personalizadamente - meu espírito.
E olha que a malhação é pesada: paciência, tolerância, empatia, perdão...
Minha nutrição espiritual não dispensa alta dosagem de suplementos alimentares: oração, rezas, preces.
A fé, em todos os momentos, dita o compasso: da caminhada à corrida.
Assim meu espírito se prepara, contando com a colaboração de muitos...
E - como servir é Lei - também estou aqui atuando como Personal Espiritual Trainer de muita gente por aí!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Por uma gota




Me detive uns cinco minutos diante de uma livraria, disposta a comprar aquele romance antigo, de damas fascinantes e cavalheiros apaixonados. Indaguei o preço, mandei embrulhar... Enfim: comprei. O pacote ficou mal feito, mas não me importei. Naquele dia eu estava muito feliz.
Continuei a percorrer as ruas decoradas de vitrines, até que percebi um gotejar saindo de meu embrulho. Rasguei-o sem hesitar, excitada por saber como ocorria o fato de um livro pingar letras na calçada. Constatei que uma página – felizmente a última – estava quase vazia.
A princípio me desesperei, pedi ajuda, pensei em chamar a polícia, mas de nada adiantou. Comecei então a catar as letras caídas: aqui está o A, logo lá na escada vi o i – custei para achar o pinguinho que rolou para o asfalto. Ali temos o L, junto com o O, C e N. Será que já encontrei tudo? Não. O rapaz da sapataria veoi me entregar, meio amassados, outro L, outro A, um M e um E. Que confusão!
A esse pé de acontecimentos, já não me sentia feliz: estava furiosa.
Li o parágrafo de onde escaparam as letrinhas e logo decifrei a palavra MELANCOLIA. Droga! Ficar tão nervosa por causa de uma combinação de sentido tão medíocre...
Subi até o alto do Edifício Brasil e de lá despejei a ingrata:
............... M E L A N C O L I A
................ M E L A ....... C O L A
....................... M A N C O
........................ L O L A
.................E L A ......... L I A
...................M E L ... C A N O A
.....................M E L A N C I A

Que se espatifou de encontro ao asfalto.
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