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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Empatia






Empatia é a ferramenta que nos faz respeitosos e altruístas. Pensar no outro pode ser uma boa maneira de descansar de si. Esquecer nossas limitações, nossa mesquinhez.

Enquanto escrevo este texto, minha filha vem me chamar e eu paro o que estou fazendo para dar atenção a ela, sem ansiedade, sem dilemas. Trata-se de escolher e dar prioridade a uma postura respeitosa em relação ao outro.

Já devíamos ter transformado em hábito o ato de respeitar. Afinal, há mais de dois mil anos, Cristo nos vem indicando o caminho: “ao próximo como a ti mesmo”. Se acontece com os maus hábitos tornarem-se vícios, os bons hábitos também têm a faculdade de se tornarem corriqueiros. Empatia exercitada todos os dias se incorpora a nossa rotina e passa a ser utilizada de modo corriqueiro, assim como qualquer outra qualidade que desejemos desenvolver em nós.

Aí se tornará desnecessária a autovigilância permanente. Enquanto isso, um bom começo nos é sugerido:



"Quando sozinhos, vigiemos nossos pensamentos: em família, nosso gênio; em sociedade, nossa língua..."  (Madame de Stael)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estou aqui



Eu estou aqui


Tratar de si é obedecer à lei: não manter a candeia debaixo do alqueire, não deixar escondida a beleza que tem um bom coração.

Treva é um lugar onde a luz ainda não chegou; tristeza é um lugar em que a felicidade ainda não chegou. No livro de Jack Canfield, Histórias para aquecer o coração, encontramos a seguinte mensagem, atribuída a James M. Barrie: “Aqueles que levam luz à vida dos outros não podem impedi-la de iluminar as suas”.

A matemática do amor é inversa à que conhecemos: da divisão resulta um produto multiplicado, de dentro para fora. Da divisão de conhecimento, de amor, de fraternidade, de caridade e de luz, resulta a multiplicidade real e cabal. Se compartilho uma idéia com alguém, tenho duas idéias expandindo-se em proporções geométricas.

O mesmo não acontece quando uma pessoa espalha maus sentimentos e palavras ao seu redor. Felizmente, a divisão da energia negativa se efetua de fora para dentro, fixando-se mesmo naquele que tenta disseminá-la. Quanto mais este tenta “multiplicar”, mais se prende; se compartilha o mal com alguém, tem o mal duplicado pelo compartilhamento e elevado ao quadrado em negatividade interna. Esse é um assunto sério.

Mas o universo sempre dá um jeitinho para aprendermos. Ele conta com excelentes professores. O melhor deles responde pelo nome de Acaso.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ação e reação

 


À arte de agir, corresponde a arte de reagir. E o que é reação? É a resposta a determinada ação. Quando uma pessoa “provoca”, ela o faz objetivando uma determinada reação do provocado. A reação que coincidir com o objetivo do provocador é a mais destrutiva possível. Cabe ao provocado quebrar o elo dessa reação em cadeia. Como? Simples!
Vejamos um exemplo: estou na fila do supermercado e uma mocinha “fura” a fila e começa a fofocar animadamente com a caixa atendente. Percebo que se trata de uma funcionária hierarquicamente superior, mas o assunto entre elas nada tem a ver com o trabalho. Eis a ação. A reação “normal” poderia ser encrencar, desistir da compra, chamar o gerente, etc. Optei por uma reação “anormal”: desatei a gargalhar. Isto mesmo. As funcionárias me olharam estupefatas. Completei: só podiam estar tentando me pregar uma peça!
E foi a vida que me ensinou. Num outro supermercado, tempos atrás, eu estava na fila para pesar legumes. Uma mulher fez menção de entrar na minha frente e, sem mesmo ter certeza de sua intenção, estampei no rosto aquela expressão de “afaste-se”. Meu carrinho estava cheio e a senhora tinha apenas uns dois itens a serem pesados. Para meu espanto, a mulher ajudou na pesagem de meus itens, pacientemente, com um belo sorriso nos lábios. Envergonhada, pensei: tenho de aprender com ela. Não sei de quem se trata, e espero que ela se veja aqui homenageada por sua lucidez e por sua luz. Meus agradecimentos.
Além disso, uma segunda lição foi aprendida: não me antecipar aos acontecimentos. Não pré-julgar. Não esperar sempre o mal, nem sempre o bem. Viver enquanto analiso, pois enquanto o sentimento está correndo em nossas veias, a aprendizagem acontece mais fácil.
Reações erradas são as reações que “o inimigo” deseja que tenhamos. Reações erradas permitem que nossos adversários triunfem e terminem por dominar completamente nossas vidas! Como é que uma pessoa inteligente não percebe isso? Porque é óbvio demais para que possamos perceber. 
O que nos cega é o mesmo princípio que nos impede de perceber constantemente nossa respiração ou as batidas de nosso coração. Infelizmente, as reações erradas são as mais corriqueiras, fazendo com que nos acostumemos com elas, assumindo nossa rotina e fazendo com que nos acostumemos com elas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Momento de superação



Strength and Courage

It takes strength to be certain,
It takes courage to have doubts.
It takes strength to fit in,
It takes courage to stand out.

It takes strength to share a friend's pain,
It takes courage to feel your own pain.
It takes strength to hide your own pain,
It takes courage to show it and deal with it.

It takes strength to stand guard,
It takes courage to let down your guard.
It takes strength to conquer,
It takes courage to surrender.

It takes strength to endure abuses,
It takes courage to stop them.
It takes strength to stand alone,
It takes courage to lean on a friend.

It takes strength to love,
It takes courage to be loved.
It takes strength to survive,
It takes courage to live.

May you find strength and courage
in everything you do,
And may your life be filled with
Friendship and Love!


Rose

http://members.virtualtourist.com/m/13719/




Força e Coragem

É preciso força para estar certo,
Mas coragem para duvidar.
É preciso força para se engajar,
Mas coragem para se postar alerta.

É preciso força para compartilhar a dor de um amigo,
Mas coragem pra sentir sua própria dor.
É preciso força para esconder seus problemas,
Mas coragem para mostrá-los e lidar com eles.

É preciso força pra se resguardar,
Mas coragem pra baixar a guarda.
É preciso força conquistar,
Mas coragem pra se render.

É preciso força para enfrentar abusos,
Mas coragem para detê-los.
É preciso força para agir sozinho,
Mas coragem pra confiar num amigo.

É preciso força pra amar,
Mas coragem pra ser amado.
É preciso força para sobreviver,
Mas coragem pra viver.

Que você possa encontrar força e coragem
Em tudo o que fizer.
E que sua vida tenha sempre
Amizade e Amor.

Rose.

Versão de Izaida Carmo.


domingo, 28 de novembro de 2010

A CHAVE

           

          Quando nos deparamos com as mazelas que compõem nossa cruel realidade, muitas vezes sonhamos com uma chave mágica, capaz de resolver tudo, de desligar o mal e acender o bem. Esta chave existe. Bem, o projeto desta chave está em execução: por diversos momentos, por variadas pessoas espalhadas mundo afora. E seu nome é respeito.
           Sua carência faz mal de modo generalizado: em nossas casas, em Divino, no Brasil, no mundo. Vemos todos os dias a falta de respeito ao esforço do cidadão que lutou, trabalhou duro e honrou o compromisso de seus impostos: dinheiro em roupa íntima, obras começadas e abandonadas, descaso com as instituições públicas, corrupção, omissão.
          Pior que isso, por ser mais profunda, é a falta de respeito à alma do indivíduo que nasceu negro, pobre, deficiente, gay; ou contra aquele que escolheu ser católico, evangélico, espírita, muçulmano... A humanidade e a religiosidade, que deveriam nos manter unidos, são as primeiras razões utilizadas para nos dividir!
           Verdade seja dita: não respeitamos, em parte porque não temos respeito nem o suficiente para nós mesmos! Isso mesmo! Também nós não nos respeitamos: glorificamos marcas, grifes e status de frivolidades, ao invés de privilegiar valores que não se deterioram. São valores colocados como “fora de moda”, porque vemos que a moda não comporta mais o amor, a amizade e a moral.
           Estamos sendo aos poucos escravizados pela cobiça, pela inveja, pela competição selvagem. E muitas vezes somos levados pela mídia a acreditar que tudo isso “é para o nosso bem”, estabelecendo uma ridícula inversão de valores. Por essa ótica, ladrão que tem dinheiro é “menos ladrão”, aceito e festejado nas rodas sociais; mulheres de conduta deplorável são convidada de honra em eventos do high. Nossos modelos são moldes deteriorados que oferecemos à posteridade.
           Assim, falta de respeito é a arma mais letal que já foi concebida na face da terra. Mata em guerras, mata em preconceitos, em depressões, em suicídios. E tornamo-nos assassinos. Mesmo inconscientes, não somos inocentes. Quando negamos uma palavra de conforto a alguém que nos procura, se essa pessoa cai em depressão, somos também responsáveis pela instalação da doença. Quando jogamos nosso lixo na rua e o entupimento de um bueiro lá adiante afoga uma criança, a culpa não é só do governo... Aprendemos e praticamos a irresponsabilidade. Ninguém mais é responsável por nada: a família não é mais responsável por amparar, nem o professor por ensinar, nem o aluno por aprender. Responsabilidade, que deveria ser orgulho, respeito a si e ao próximo, tornou-se uma “batata quente” que ninguém quer segurar.
           E ensinamos essa falta de respeito às novas gerações. Quando dizemos a nossos filhos que “comam tudo para ganhar a sobremesa”, somos duplamente eficientes: em estimular a gula, ao mesmo tempo em que ensinamos a chantagem. As mães orientais, nesse momento, falam a seus filhos do respeito que se deve às pessoas que plantaram, colheram, fabricaram o alimento... E nós sequer percebemos a bela lição!
          Felizmente, há pessoas que, feito formiguinhas, estão por aí praticando gentilezas, sorrindo, preocupando-se com o outro, levando luz e paz a contagotas. Mas, se pensarmos bem, a noite é mais bonita porque as estrelas se esforçam em conjunto para construir sua beleza.
A chave é construída com atenção aos detalhes, aos pequenos gestos. O respeito, para funcionar, deve entrar sorrateiramente em nossas vidas, para que ali se estabeleça de modo pleno.

domingo, 7 de novembro de 2010

O SAPO: METÁFORA DA VIDA




O que é um sapo? - indaga-se Shakespeare?
O sapo é um dilema - insurge-se Platão.
Mas o sapo, neste caso, é um obstáculo, um intruso que se coloca entre a mocinha e seu príncipe encantado.
O príncipe, em nota oficial, afirma não ter "nada a declarar".
A princesa não está num de seus melhores dias. Prefere não opinar.
TPM, talvez - alfineta a madrasta.
É por isso que ela não terá uma grande dificuldade em vencer seus medos - concluo.
Não. Conclusão precipitada, de que opta por morder o sapo. TPM? Muita chance.
As escolhas das heroínas, entretanto, são dignas dos melhores livros de autoajuda.
Cinderela vence por engolir os sapos. A princesa vence por beijá-lo.
As perguntas se estabelecem à revelia do que ameaçava a esfinge.
Problema: Decifra-me ou devoro-te.
Sapo: beije-o ou engula-o.
A certeza: não importa o quê se faz, mas por quê.
Esta é a Lei. Este será o destino.
Um sapo coaxa.
Nasce mais uma criança para ouvir os contos.
São estórias "água-com-açúcar", passadas.
Águas passadas - se não movem - comovem moinhos.
Nova questão me intriga:
Quantos sapos há em Dom Quixote?


 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A ESCOLHA DA FELICIDADE

Cada um escolhe uma palavra e nela deposita sua felicidade.
Pouca gente percebe isso claramente...
Tem gente que escolhe amor, compaixão, trabalho, prazer...
Numa palavra cabe toda uma felicidade.
Felicidade, alías, deveria ser um verbo.
Porque no princípio era o Verbo e o Verbo habitou entre nós...

Experimente olhar essa figura de cabeça para baixo...

Que palavra é a sua?

Qual é o verbo-comandante do seu dia-a-dia?
É inveja? Egoísmo? Orgulho?
A minha preferida, neste momento, é RESPEITO.
Escolhi RESPEITO pra dar e receber!
Tendo RESPEITO e - principalmente - sendo capaz de dar RESPEITO, estou feliz.
Ah! E no caso de não recebê-lo, ainda tenho minhas reservas pessoais e me faço meio-feliz, o que nos dias de hoje não é pouca coisa, não!
Mas nada impede que eu mude minha palavra.
Porque os rumos da felicidades também mudam...
O que hoje é respeito, ontem foi humanidade e amanhã bem que pode ser dignidade...
O que hoje é chegada, amanhã é partida...
Que palavra é a sua?
Tudo depende de sua escolha...

sábado, 21 de agosto de 2010

PERSONAL ESPIRITUAL TRAINER


É este o nome que costumo dar a meus adversários.
Seja o implicante, a debochada, o pretensioso, a invejosa...
São todos meus "personais" que treinam - personalizadamente - meu espírito.
E olha que a malhação é pesada: paciência, tolerância, empatia, perdão...
Minha nutrição espiritual não dispensa alta dosagem de suplementos alimentares: oração, rezas, preces.
A fé, em todos os momentos, dita o compasso: da caminhada à corrida.
Assim meu espírito se prepara, contando com a colaboração de muitos...
E - como servir é Lei - também estou aqui atuando como Personal Espiritual Trainer de muita gente por aí!!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

AQUI


Não posso estar em minha casa, pretendendo mudar a situação do outro lado do mundo. É, no mínimo, insólito. E nem precisamos ir tão longe... Quando olhamos a situação pelo lado de fora – aqui, mas como expectadores – vemos a hilaridade do nosso próprio comportamento.

A título de exemplo, me lembrei exatamente de um lugar em que estive encarnada. Desde pequena eu sonhava com aquele lugar; conservei sempre na memória o contraste de cores, a entrada do jardim, a alameda que terminava com vista para o mar...

Com nostalgia, chego ainda a sentir o cheiro do ar, das árvores, do mar... E não por acaso identifiquei esse local (foto), num domingo, na internet. Emocionada, chorando muito, percorri virtualmente aquela tão querida vila. E nela, o amado jardim, onde fui tão feliz.

Passada a emoção, a hora da verdade: não fazia sentido ficar ali, porque as pessoas que eu amei não estão lá... Na verdade, as pessoas que amei estão dentro de mim e, principalmente, meu espírito está aqui.

A doutrina espírita ensina a máxima de que “a caridade começa em casa”. A primeira casa que conhecemos é nosso eu, nosso coração. Em seguida, a família. O lugar do outro é o aqui do outro. Cumpre ser grato com meu lugar e não invejar o lugar do outro. É difícil manter essa posição. E ir adiante representa desejar um lugar legal para os outros, mesmo para seus inimigos. Nada mais lógico: se todos tiverem lugares legais, você fatalmente estará cercado de gente feliz e será “tragado” pela felicidade.

Como sabiamente disse um poeta, nunca pomos nossa felicidade no lugar em que estamos. Aqui reside o erro. Minha felicidade está onde estão meu tesouro e meu coração. Foi minha escolha colocá-la aqui.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

UM BOM DETECTOR DE MENTIRAS


As palavras têm necessariamente que caber na boca de quem as profere. É fácil, assim, detectar a mentira. Não basta ao enganador dizer, sem acreditar. Jesus ensinou que “a boca fala daquilo que o coração está cheio”. Se a boca fala mentira...


Vem alguém me dizer, por exemplo, que uma amiga minha afirmou que eu sou preguiçosa. Bom... Fecho os olhos e imagino aquela pessoa falando isso... As palavras cabem? As palavras encaixam naquele rosto amigo? A energia dessa declaração se assemelha à energia do que costumo ouvir dessa pessoa? Se alguma das respostas a essas perguntas foi “não”, esqueça o comentário! E se pelo menos uma das respostas for “sim” está aí uma boa oportunidade de ajudar, pois essas duas pessoas precisam de ajuda. Tanto quem fala, quanto quem “carrega” a futrica. Paciência.

Difícil também lidar com pessoas que vivem para a grande mentira que é a ambição. Aceitá-las como tal, quando nos são caras, dói muito. Entretanto, o desejo recorrente e/ou insistente que temos para que elas sejam diferentes atrasa tanto o nosso desenvolvimento, quanto o delas. Repito: o material disponível é o EU. Posso apenas colaborar, sutilmente oferecendo um conselho, um apoio. E preciso evitar que meu desencanto me afaste da possibilidade de servir, de ser útil. Afinal, Nada mais conta, quando se começa a contar...

Cabe equilibrar autoestima e humildade: não ser abalado por nada, mas estar sempre aberto a aprender com tudo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O EMAIL





Recebi um correio diferente, que prometia o recebimento de uma boa notícia com hora marcada.
Bastava fazer a prece sugerida, enviar a alguém, etc. etc. etc.
Não enviei a ninguém, confesso. Mas guardei a "figurinha", que achei simpaticíssima!
E não é que recebi mesmo a mensagem!!!
Repassei prontamente, pensando em beneficiar mais gente.
Soube que funcionou com algumas pessoas e fiquei convencida:



Pensamentos positivos constroem momentos, notícias, bênçãos...


Assim sendo, "a melhor maneira de melhorar o padrão de vida está em melhorar o padrão de pensamento." É o que disse
U.S. Andersen

Entenda-se “padrão de vida” por qualquer aspecto: moral, espiritual, mesmo financeiro. Pessoas que pensam o bem, atraem o bem. É consenso.

É o pensamento que constrói a aura da pessoa. Pensar o bem é como tomar um banho perfumado. A alma necessita dessa “limpeza” e é esse cuidado que impede a proliferação de doenças como a depressão.

Pensamentos e palavras são escolhas possíveis. Escolher boas palavras, bons sentimentos é o primeiro passo para uma construção que vai além do espiritual e que invade o mundo físico. Através do pensamento, tudo o que é positivo ou negativo transcende o mundo das idéias, enquanto energia, e se plasma no mundo físico.

Bons pensamentos se cristalizam em bons sentimentos, que fluem por palavras e ações evoluídas, éticas e extremamente agradáveis.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

ÉRAMOS SEIS: teoria da matemática

Éramos seis as netas de Raimundo e Ana. E nunca havíamos contado...
Dias atrás, quando perdemos Patrícia de forma tão trágica, é que fizemos a conta.
Sobramos Maria Angélica, Flávia, Érika, Mariana e eu.
Deve ser por isso que tanta gente não gosta de matemática: as contas...

CONTAS


Contas. Coisas a pagar, coisas que devo ao mundo e a muitos que já não são deste mundo.
Contos que eu conto, tu contas, ele canta... E a vida se colore, a distância se encolhe, o corpo amolece enquanto a alma escuta.
Pessoas que contam, afinal de contas. Momentos que contam e que emolduram nossa existência como se fossem contas.
Verdes, azuis, cristalinas. São as contas do colar de toda uma vida.
Coisas que conto.
Contas que contam.


NOVAS CONTAS


Eu conto...
Tu contas...
E com as contas feitas das palavras que escolhemos, teço meu colar.

Palavras contam...
Sorrisos contam...
O que conta para mim?
O que conta para você?

E as pequeninas contas do colar passam a fazer sentido
A fazer-se sentir
Tornam-se grandes

E as contas que tecemos rotineiramente
Matematicamente
Logicamente
Nos expõem ao ridículo
Libertador.

O que conta?
Quem conta?
Onde conta?
E o colar se parte, fragmentado em mil brilhantes contas...

O que importa contar
É a conta (do) que se faz enquanto o dia é contado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Eu: matéria-prima da felicidade.


"Quando sozinhos, vigiemos nossos pensamentos: em família, nosso gênio; em sociedade, nossa língua..."
Madame de Stael


O primeiro material que tenho à minha disposição para trabalhar meu sucesso sou eu mesma. Eu estou “à mão” para minha manipulação e manuseio, da mesma forma como o barro está para o artesão. Eu não posso mudar o outro. Nem – menos ainda – os outros...
Como posso ter empatia, se não tenho o mínimo de equilíbrio? Primeiro é preciso buscar o equilíbrio. E o verdadeiro fiel do equilíbrio chama-se amor. Permita-se amar-se e ser amado(a). Amor, entretanto, não é permissividade, nem tirania. Preciso aprender a me amar sem concessões irracionais, com desejo deliberado de amadurecimento, evolução e conhecimento.
Para que o eu se alimente de conhecimento, o coração tem de estar aberto aos sentidos: ouvir – mesmo aquilo que nos fere. “Quem não ouve o que o contraria não se liberta da ilusão que o escraviza”, ensina Doutor Inácio Ferreira. Depois de ouvir, escutar... Cumpre analisar cada crítica à luz da razão, com isenção, com vontade de se libertar. Pode ser doloroso constatar que aquele colega de trabalho tinha “razão” em te atazanar, porque você “pedia”... E, compreendendo melhor o processo, passará a não “pedir” mais!
Falar, expressar em palavras a propriedade de seus sentimentos: “sim, sim; não, não”, encorajava o Cristo. Ter coragem de dizer “basta” àquela pessoa que está acostumada a te ridicularizar, a atacar sua auto-estima. Ela terá um susto e tanto! Afinal, as críticas que essa pessoa te impõe foram postas à prova por sua razão e você verificou que são ingenuidades, ataques que não te atingem, rótulos que não te cabem, porque você não os merece, não os aceita.
Chico Xavier compara a ofensa a um presente que é oferecido a você. Se você não o aceita, a quem ele pertence?
A vida nos responde como um eco; se você não gosta do que está escutando, passe a emitir uma frase diferente, uma energia diferente...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Uma nova corrida do ouro


Cada vez mais me convenço de que o sucesso é algo ao mesmo tempo natural, pessoal e relativo. Seu caráter relativo faz com que sua conquista se desdobre numa imensa gama de possibilidades de interferência. Da conceituação pessoal de sucesso é que vai surgir a estratégia; a definição determina meios e fins para a realização de nosso intento. Eis sua relatividade.
Muitas pessoas procuram ferramentas que possam ajudá-las a melhorar suas condições de vida, seja no aspecto emocional, social ou econômico. Livros de auto-ajuda se multiplicam em grandes proporções, consultórios de profissionais da saúde mental estão sempre cheios, religiões se multiplicam, novas terapias alternativas aparecem, todos prometendo mágica e milagres! È dada a largada para a corrida do novo ouro: a pessoa.
Constatamos cada vez mais essa necessidade expressa de tantos indivíduos em mudar, em melhorar, em evoluir. Somos todos metais preciosos, presos ao entulho, à lama, à pedra sem valor... Precisamos ser lapidados, trabalhados, libertos como a estátua “presa” no bloco de granito. E somente uns poucos conseguem. Esses poucos dominam uma arte que tem mais valor a cada dia: a arte de trabalhar e intervir junto ao que chamo “material disponível”.
Há somente três elementos materiais que uma pessoa pode efetivamente trabalhar em seu próprio favor, ou mesmo em favor de outrem. São eles: eu, aqui e agora. A obra de arte que pretendo fazer de mim mesmo(a) vai depender do tratamento que darei a esse material. E também das ferramentas de que dispuser, bem como do grau de conhecimento em utilizá-las..
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