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sábado, 31 de dezembro de 2016

FUNK DA CONFUSÃO





As abreviaturas...
Que vida breve!

Na pressa do dia-a-dia, nem notamos as pequenas coisas. E quando as notamos, quanta confusão!
Duas notas e duas interpretações!
No primeiro caso, imagino quem ainda chama pasta de dentes de creme dental? CD é outra coisa, mas a marca Colgate não deixa dúvidas!
No segundo caso... Na lista de compras, junto aos CDs adquiridos, me aparece um tal de MC Dedinho! O Quê!?!?!?! Eu não gosto de funk! Nem sei o que é MC!
Quem me conhece, sabe o quanto fiquei indignada! Ralhei, protestei, reclamei...
E assinei meu próprio atestado de caduquice!
kkkkkkk
Meia Calça Dedinho eu comprei. Sim. Não era um CD!
Na dúvida, pirei!
Quem me conhece também sabe o que sempre digo:
- Quem não erra é Deus!

Que nossas risadas sejam maiores que nossos erros!


Izaída





domingo, 12 de outubro de 2014

O DIA EM QUE A FILA PAROU





Tem sempre um dia na vida da gente... Aquele dia em que é preciso decidir o que é realmente importante...
Muitos destes dias passam despercebidos. Pena. Mas um dia desses percebi uma pessoa nova na fila. Um novo olhar me revelou uma pessoa já antiga em minha vida. Que surpresa! Na fila estava uma amiga que não via há quase trinta anos! E eu a reconheci no segundo olhar!
Parei a fila. Justifiquei:
- Quem de vocês tem uma amizade há mais de vinte anos, vai me perdoar. Quem não tem, vai me invejar. Kkkkk
Sai do guichê e fui abraçar minha amiga Edna Moreira. Amiga de infância, das férias no Rio de Janeiro, dos bailes da Portuguesa, na Ilha do Governador. Foi uma alegria indescritível. (E olha que ainda faltam três das irmãs dela pra reencontro. Rs.rs.)
Os clientes devem ter-se posto a pensar, espero... Alguns deles se emocionaram.
A fila parou. Ninguém reclamou. Acho que, se fosse eu lá na fila, agradeceria a oportunidade de presenciar um momento tão importante.
Confesso que me inspirei num personagem bíblico pra ter coragem de tal peripécia. Quando Jesus visitou Marta e Maria, Marta reclamou que estava fazendo todo o serviço, enquanto Maria estava escutando o Senhor. E o Mestre afirmou que Maria havia escolhido a melhor parte. Aprendi com ela. Escolhi a melhor parte: a amizade. A melhor parte - a parte espiritual - é aquela que nunca nos poderá ser tirada.
Mas isso não quer dizer que sempre acertei nas escolhas que fiz. Longe disso! Certa vez, uma amiga me procurou no trabalho e não dei a atenção que ela merecia, priorizando o lado material, o trabalho e a rotina. O remorso ensina, também. Enquanto isso, a vida nos proporciona novas chances para aprender.
Em nova oportunidade, é preciso fazer a melhor escolha. E dar o melhor exemplo. Voltei ao trabalho renovada. A fila anda.

Deus abençoe os amigos!


Izaida Stela do Carmo Ornelas

domingo, 29 de junho de 2014

A VERDADE DE CADA UM




Estamos num tempo de muitas indagações. Vivemos e convivemos com perguntas e respostas. E nossas respostas são, em grande parte, omissas ou medíocres. Mas qual seriam as respostas eficientes para nosso crescimento (moral, socioeconômico, pleno)?
Geralmente fazemos as interações erradas, nas quais nossa verdade aparece em plenitude.
Quando ouvimos que “Fulano foi operado”, na maioria das vezes, indagamos “de quê?”, quando a pergunta correta seria “como ele está?”. Vivemos especulando a vida do outro ou procurando agregar valores anos mesmos e à sociedade em que atuamos?
Em simples contatos com os outros, cotidianamente, demonstramos o quanto somos ainda atrasados e, por outro lado, o quanto ainda podemos melhorar. Isso mesmo: PODEMOS melhorar, se QUISERMOS.
Suponhamos que eu estivesse capinando o meio-fio em frente a minha casa, passasse determinada autoridade e gracejasse, perguntando "você está trabalhando na Prefeitura?"... Seria uma ação correta essa autoridade perguntar-se como poderia fazer para evitar que uma pessoa de “segunda idade” tivesse esse trabalho, afinal, a obrigação de promover essa ação não é minha... Mas não me custa nada – e ainda me ajuda a gastar algumas calorias! Antes que as más línguas se adiantem, deixo claro que este foi só um exemplo, um fato que inventei para ilustrar a ideia.
O que fazemos com as informações que nos chegam? Futrica? Maledicência? Bases para melhoria? Lições? Depende do modo que ESCOLHERMOS.

Existe uma reflexão na internet que sintetiza o que estou aqui tentando explicar, ela fala em reagir como Jesus.


A verdade de cada um é, afinal, um pequeno pedaço da colcha de retalhos que é nossa comunidade.
Que seja da melhor qualidade possível.

Izaida Stela do Carmo Ornelas



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

MUITAS PELES





Há alguns dias, uma amiga revoltou-se com o comportamento de uma pessoa e foi logo enquadrando: “Lobo em pele de cordeiro.”
Fiquei pensando o quanto somos todos lobos... E como a verdade é passível de reversão! Se o cordeiro existe, ele está bem escondido. Assim, a parte de nós que mais aparece é a face do lobo! Basta que achem o fecho de nossa fantasia – o calcanhar de Aquiles – e lá se vai a fera solta, o lobo feroz se lançar contra o outro!
Aparece, porque o lobo também é necessário para nossa evolução.
Quem nunca perdeu a paciência, o equilíbrio, a sensatez??? Até o Mestre se investiu de indignação para expulsar os mercadores, vendilhões do templo! Dois mil anos depois, comprovamos e ainda não aprendemos que esse tipo de reação não funciona, visto o modo como os vendilhões se multiplicam, incessantemente, desde então.
Aliás, a religião por si não pode garantir qualidade e nem perfeição. Mas podemos perceber que existe dentro da religião uma pessoa tentando se melhorar: uma pessoa que erra, mais do que acerta, ainda muito longe da perfeição que sonhamos nela.
Quando Jesus nos convidou à perfeição, o disse: “Sede perfeitos como nosso Pai o é.” Comecei a aprender que a humildade é a porteira da estrada da perfeição. Porque Ele poderia ter dito: “Sede perfeitos como Eu o sou”, mas não o disse. Esta foi mais uma das lições do Mestre.
Eu erro, tu erras... Mas o verbo errar tem que ser, aos poucos, substituído. Meu verbo preferido é: Eu aprendo, tu aprendes...
Com um longo caminho a percorrer.



Izaída Stela do Carmo Ornelas



terça-feira, 12 de novembro de 2013

O PIOR ESTRANHO






Desconheço o autor, mas esta foi a frase mais tocante que li, na internet, nos últimos tempos.
Tem gente que eu olho e tenho vontade de dar aquele toc, toc, toc na testa e pedir pra falar com quem está lá dentro... Ou melhor, com quem eu suponho que deveria estar lá...
Tenho a nítida impressão de que aquele conhecido ainda está ali, perdido em algum lugar... Talvez esperando por mim.
Alguns, a gente nem reconhece mais.
São os que deixaram que nós os conhecêssemos através de seus sonhos e quando esses sonhos deixaram de existir, não os reconhecemos mais.
Se os outros são nossos estranhos, somos – por nossa vez – os estranhos dos outros.
Por fim, terminamos por ser os estranhos de nós mesmos.
Quantas vezes nos contam coisas sobre nós que desconhecemos, fatos dos quais não nos lembramos e que parecem fazer parte da vida de outra pessoa, do nosso estranho particular.
Toc, toc, toc...
Cadê você?


RE-DES-ENCONTRO
Chega um dia em que suspendemos o tempo
... e tudo foi ontem...
o encontro, o sorriso, o suspiro
o suspiro, a lágrima, o adeus

Vinte anos e mais
são vinte anos demais
E no tempo de ontem estão condensados

No trejeito rebuscado não reconheço
o coração que conheci

Nas palavras reticentes percebo
o quanto ontem foi um longo dia!
E a distância – que nunca antes existiu –
Nasce entre nós.

O problema maior é que o estranho esteve ali o tempo todo. Sempre. Só a gente não via... Ou não queria ver. Porque a gente só vê o que quer ver...
Portanto:
- Conheça-se estranho, antes que seja tarde! Tarde de novo!



Izaída Stela do Carmo Ornelas


sábado, 22 de setembro de 2012

PROFISSÃO DE ÓDIO







  
Odeio meus cabelos de Bombril,
Meus falsos anseios
Que são apenas meios idiotas
De crescer mascarada e alheia.

Odeio ver alguém que se pareça
Com alguém que amei
Pois começo a ver um motivo
Que não é senão eu mesma.

Odeio minhas roupas de caipira
Bem como meu sotaque mineiro.
- Uai? Não é justo co’ nóis!
Mas também não é comigo.

Odeio minha acomodação
Em relação à vida que levo:
Viver lembrando do que deixei em MG
Em contraste ao que vivo aqui.

Odeio essas quatro paredes cariocas
Porque não são minhas
Me odeio profundamente
Porque não me pareço comigo.

Vejo ódio em linhas lindas
Pingado de meus maus olhos
Que não puderam ainda
Mostrar que amaram – e amam!

Detesto minhas limitações físicas
E mais ainda estar botando isso pra fora.
Imagina o que vão dizer as pessoas!
...

Odeio essa minha solidão.
Será que ela ainda vai durar?
Não sei.
Tento saber! Tento?

Só sei que odeio os homens
Pois me materializam, me fetichizam.
Odeio as mulheres
Pois me imprimem mais complexos
Mais e grandes!

Ódio às crianças
- purinhas –
Rindo de meus cabelos de Bombril,
De eu não ter pai, nem amigos,
Nem coração mais e nunca: nunca mais.

Odeio esse calor lá fora
E a televisão faladeira.
Odeio minha cintura, meus pés,
As pernas tortas e essa vontade nojenta
De chorar e gritar.

Agora tenho um sono odioso
Sem poder adiá-lo
Por amor ao dia que vem;
Vem ver de perto meu rosto feio
Porque irá beijá-lo.

Vou dormir um sonho
Onde você me verá sem ódio
Porque você não é ainda capaz
De, como eu, inventá-lo...
Por ter apenas o que amar.

Rio de Janeiro, 1985...



quarta-feira, 18 de julho de 2012

S.O.L.I.D.Ã.O





Solidão...
Só lhe dão...
Lhe dão o só...
O que você pede?

Só?
É barato.
Pago o preço
Da solidão.

Enquanto

Me dão estar só
Como se fosse dádiva...



Izaída Stela do Carmo Ornelas

sábado, 5 de maio de 2012

CÍRCULO VICIOSO




Moramos em um conjugado - alugado – na rua Voluntários da Pátria, em Botafogo. Viemos de um salário humilde – somemos os vencimentos. Tomamos dois ônibus lotados por dia – bem divertido; é lazer. Pagamos todos os impostos – atrasados. Usamos roupas de marcas famosas – como todos os outros casais de classe média/alta. Assim somos definidos. Auto-identificados...
Meu marido comprou hoje um jogo novo de cozinha igual àquele de novela. O velho eu reformei e coloquei no banheiro. Deu um toque muito original. Aproveitando o cartão de crédito oferecido pela loja, trouxemos uma nova geladeira, um colchão e um vídeo-cassete. Um luxo.
Concordo plenamente com minha vizinha ao afirmar que “nos dias de hoje cometer a loucura de comprar é uma necessidade”. Aproveito a necessidade de retribuir os presentes de meu marido para relaxar olhando as vitrines. Durante uma tarde em Copacabana encomendei onze vestidos, um Summer e seis jeans personalizados.
O aumento dos salários nos encorajou a adquirir uma cama nova, já que a outra fizemos de sofá e também um sofá, porque a cama era extremamente desconfortável. Acompanhando as peças, escolhemos alguns objetos decorativos que combinavam.
Na noite seguinte soubemos notícias sobre um aumento dos gêneros alimentícios. Pela manhã fui ao supermercado e trouxe quinze pacotes de comida pra cachorro. A moça garantiu que era bom. Mas não temos cachorro. Resolvemos empilhar no canto que nos serve de quarto, atrás do biombo japonês.
Passados três dias, dos vinte e oito metros quadrados ocupados, restavam-nos três: perto do fogão na cozinha, o espaço do vaso sanitário no banheiro e, naturalmente, a frontal da TV. Isso somente porque aguardávamos a chegada de alguns tecidos, produtos de beleza e tijolos tipo lajota.
Pela madrugada saímos pela rua. Felizes por ter a casa suprida. Entupida. Não mais trabalharíamos: aposentadoria. O tempo acabou passando. Pensando nisso ganhamos a areia da praia: nus. Ainda não havíamos comprado livros. Nem discos...

quarta-feira, 30 de março de 2011

CULTIVAR A PAZ INTERIOR PARA MELHOR ENTENDERMOS O NOSSO PRÓPRIO MUNDO




Recebi nova reflexão da amiga Maria de Lourdes Siqueira da Silva, um grande talento de Divino. Fico muito feliz em compartilhar com vocês:



É difícil acreditar, mas é preciso mergulhar num mundo desconhecido para melhor entendermos nosso próprio mundo.
Simplificar a nossa vida.
Cultivar a pureza de nosso coração.
Pedir ajuda.
A paz é uma conquista daqueles que se amam.
Ao entrar no local de trabalho, faça uma oração em silêncio e cumprimenta a todos com alegria.
Sorria mais, relaxe, busque um cantinho dentro de você, porque não á somente o dinheiro que faz alguém feliz. O sorriso é o afeto sublime da própria alma que na manã renascente é também um sorriso de Deus.
O amor que devemos ter para com os nossos semelhantes nos encanta, suaviza a nossa alma e nos leva ao encontro do Criador.
É preciso que coloquemos filtros em nossa vida e ao recebermos as notícias de violências, de pessoas que maltratam seus filhos, notícias de sequestros, mulheres que são espancadas e mortas por seus esposos... Ao receber as notícias – sejam elas quais forem – analisar e rapidamente descartar o que não for realmente importante para nossa caminhada.
No mundo em que vivemos nós encontramos muitos obstáculos; devemos ter fé, que é a mais sublime das virtudes. Mesmo durante as piores tempestades, é preciso cultivar a paz em todos os lugares em que estivermos presentes.
Não devemos manifestar em nosso rosto o espelho daquilo que dia a dia nos consome, mas ser pacientes e sofrer com calma, numa oferta de amor ao Santo Deus.
Cultivar a paz interior é o primeiro passo para promover a paz mundial.

Maria de Lourdes Siqueira da Silva.  

domingo, 28 de novembro de 2010

A CHAVE

           

          Quando nos deparamos com as mazelas que compõem nossa cruel realidade, muitas vezes sonhamos com uma chave mágica, capaz de resolver tudo, de desligar o mal e acender o bem. Esta chave existe. Bem, o projeto desta chave está em execução: por diversos momentos, por variadas pessoas espalhadas mundo afora. E seu nome é respeito.
           Sua carência faz mal de modo generalizado: em nossas casas, em Divino, no Brasil, no mundo. Vemos todos os dias a falta de respeito ao esforço do cidadão que lutou, trabalhou duro e honrou o compromisso de seus impostos: dinheiro em roupa íntima, obras começadas e abandonadas, descaso com as instituições públicas, corrupção, omissão.
          Pior que isso, por ser mais profunda, é a falta de respeito à alma do indivíduo que nasceu negro, pobre, deficiente, gay; ou contra aquele que escolheu ser católico, evangélico, espírita, muçulmano... A humanidade e a religiosidade, que deveriam nos manter unidos, são as primeiras razões utilizadas para nos dividir!
           Verdade seja dita: não respeitamos, em parte porque não temos respeito nem o suficiente para nós mesmos! Isso mesmo! Também nós não nos respeitamos: glorificamos marcas, grifes e status de frivolidades, ao invés de privilegiar valores que não se deterioram. São valores colocados como “fora de moda”, porque vemos que a moda não comporta mais o amor, a amizade e a moral.
           Estamos sendo aos poucos escravizados pela cobiça, pela inveja, pela competição selvagem. E muitas vezes somos levados pela mídia a acreditar que tudo isso “é para o nosso bem”, estabelecendo uma ridícula inversão de valores. Por essa ótica, ladrão que tem dinheiro é “menos ladrão”, aceito e festejado nas rodas sociais; mulheres de conduta deplorável são convidada de honra em eventos do high. Nossos modelos são moldes deteriorados que oferecemos à posteridade.
           Assim, falta de respeito é a arma mais letal que já foi concebida na face da terra. Mata em guerras, mata em preconceitos, em depressões, em suicídios. E tornamo-nos assassinos. Mesmo inconscientes, não somos inocentes. Quando negamos uma palavra de conforto a alguém que nos procura, se essa pessoa cai em depressão, somos também responsáveis pela instalação da doença. Quando jogamos nosso lixo na rua e o entupimento de um bueiro lá adiante afoga uma criança, a culpa não é só do governo... Aprendemos e praticamos a irresponsabilidade. Ninguém mais é responsável por nada: a família não é mais responsável por amparar, nem o professor por ensinar, nem o aluno por aprender. Responsabilidade, que deveria ser orgulho, respeito a si e ao próximo, tornou-se uma “batata quente” que ninguém quer segurar.
           E ensinamos essa falta de respeito às novas gerações. Quando dizemos a nossos filhos que “comam tudo para ganhar a sobremesa”, somos duplamente eficientes: em estimular a gula, ao mesmo tempo em que ensinamos a chantagem. As mães orientais, nesse momento, falam a seus filhos do respeito que se deve às pessoas que plantaram, colheram, fabricaram o alimento... E nós sequer percebemos a bela lição!
          Felizmente, há pessoas que, feito formiguinhas, estão por aí praticando gentilezas, sorrindo, preocupando-se com o outro, levando luz e paz a contagotas. Mas, se pensarmos bem, a noite é mais bonita porque as estrelas se esforçam em conjunto para construir sua beleza.
A chave é construída com atenção aos detalhes, aos pequenos gestos. O respeito, para funcionar, deve entrar sorrateiramente em nossas vidas, para que ali se estabeleça de modo pleno.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A ESCOLHA DA FELICIDADE

Cada um escolhe uma palavra e nela deposita sua felicidade.
Pouca gente percebe isso claramente...
Tem gente que escolhe amor, compaixão, trabalho, prazer...
Numa palavra cabe toda uma felicidade.
Felicidade, alías, deveria ser um verbo.
Porque no princípio era o Verbo e o Verbo habitou entre nós...

Experimente olhar essa figura de cabeça para baixo...

Que palavra é a sua?

Qual é o verbo-comandante do seu dia-a-dia?
É inveja? Egoísmo? Orgulho?
A minha preferida, neste momento, é RESPEITO.
Escolhi RESPEITO pra dar e receber!
Tendo RESPEITO e - principalmente - sendo capaz de dar RESPEITO, estou feliz.
Ah! E no caso de não recebê-lo, ainda tenho minhas reservas pessoais e me faço meio-feliz, o que nos dias de hoje não é pouca coisa, não!
Mas nada impede que eu mude minha palavra.
Porque os rumos da felicidades também mudam...
O que hoje é respeito, ontem foi humanidade e amanhã bem que pode ser dignidade...
O que hoje é chegada, amanhã é partida...
Que palavra é a sua?
Tudo depende de sua escolha...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

UM BOM DETECTOR DE MENTIRAS


As palavras têm necessariamente que caber na boca de quem as profere. É fácil, assim, detectar a mentira. Não basta ao enganador dizer, sem acreditar. Jesus ensinou que “a boca fala daquilo que o coração está cheio”. Se a boca fala mentira...


Vem alguém me dizer, por exemplo, que uma amiga minha afirmou que eu sou preguiçosa. Bom... Fecho os olhos e imagino aquela pessoa falando isso... As palavras cabem? As palavras encaixam naquele rosto amigo? A energia dessa declaração se assemelha à energia do que costumo ouvir dessa pessoa? Se alguma das respostas a essas perguntas foi “não”, esqueça o comentário! E se pelo menos uma das respostas for “sim” está aí uma boa oportunidade de ajudar, pois essas duas pessoas precisam de ajuda. Tanto quem fala, quanto quem “carrega” a futrica. Paciência.

Difícil também lidar com pessoas que vivem para a grande mentira que é a ambição. Aceitá-las como tal, quando nos são caras, dói muito. Entretanto, o desejo recorrente e/ou insistente que temos para que elas sejam diferentes atrasa tanto o nosso desenvolvimento, quanto o delas. Repito: o material disponível é o EU. Posso apenas colaborar, sutilmente oferecendo um conselho, um apoio. E preciso evitar que meu desencanto me afaste da possibilidade de servir, de ser útil. Afinal, Nada mais conta, quando se começa a contar...

Cabe equilibrar autoestima e humildade: não ser abalado por nada, mas estar sempre aberto a aprender com tudo.

domingo, 23 de maio de 2010

EPITÁFIO



O dia termina com o pôr-do-sol e a morte põe fim aos meus dias com meu pôr-dos-olhos. Devo ter a sensação de que fiz o que pude! Busquei minha evolução incansavelmente. Lutei pelo sucesso de todos os que me rodeiam. Passo ao entendimento de tudo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O sonhador




Ele queria falar sobre como as palavras murcham e sobre como as pessoas deslizam sorrateiramente para dentro de nossos sonhos.
Ele queria falar sobre como as pessoas murcham e se transformam em palavras que deslizam sorrateiramente pelas páginas.
Em alguns parcos dias descrever todo um quadro de Dali, com o tempo deslizando relativamente em forma de relógio... Para dentro de quê?
De pessoas relativas e sorrateiras que escolherão o caminho para seu próprio tempo percorrer: de encontro à fé, para o nada, dentro de tudo...
Saudades.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Eu: matéria-prima da felicidade.


"Quando sozinhos, vigiemos nossos pensamentos: em família, nosso gênio; em sociedade, nossa língua..."
Madame de Stael


O primeiro material que tenho à minha disposição para trabalhar meu sucesso sou eu mesma. Eu estou “à mão” para minha manipulação e manuseio, da mesma forma como o barro está para o artesão. Eu não posso mudar o outro. Nem – menos ainda – os outros...
Como posso ter empatia, se não tenho o mínimo de equilíbrio? Primeiro é preciso buscar o equilíbrio. E o verdadeiro fiel do equilíbrio chama-se amor. Permita-se amar-se e ser amado(a). Amor, entretanto, não é permissividade, nem tirania. Preciso aprender a me amar sem concessões irracionais, com desejo deliberado de amadurecimento, evolução e conhecimento.
Para que o eu se alimente de conhecimento, o coração tem de estar aberto aos sentidos: ouvir – mesmo aquilo que nos fere. “Quem não ouve o que o contraria não se liberta da ilusão que o escraviza”, ensina Doutor Inácio Ferreira. Depois de ouvir, escutar... Cumpre analisar cada crítica à luz da razão, com isenção, com vontade de se libertar. Pode ser doloroso constatar que aquele colega de trabalho tinha “razão” em te atazanar, porque você “pedia”... E, compreendendo melhor o processo, passará a não “pedir” mais!
Falar, expressar em palavras a propriedade de seus sentimentos: “sim, sim; não, não”, encorajava o Cristo. Ter coragem de dizer “basta” àquela pessoa que está acostumada a te ridicularizar, a atacar sua auto-estima. Ela terá um susto e tanto! Afinal, as críticas que essa pessoa te impõe foram postas à prova por sua razão e você verificou que são ingenuidades, ataques que não te atingem, rótulos que não te cabem, porque você não os merece, não os aceita.
Chico Xavier compara a ofensa a um presente que é oferecido a você. Se você não o aceita, a quem ele pertence?
A vida nos responde como um eco; se você não gosta do que está escutando, passe a emitir uma frase diferente, uma energia diferente...
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