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sábado, 11 de fevereiro de 2017

O PREÇO DO PASSADO







Pagamos hoje o preço cobrado por nosso passado.
Há muitos séculos ouvimos conselhos e exortações capazes de nos levar à paz, à prosperidade e à evolução. Entretanto, sempre os desprezamos e escolhemos “Barrabás”. Em 1862, Kardec afirmava que “sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança”.
Eis!
Não temos mais segurança, porque não tivemos caridade suficiente.
Desprezamos mesmo conselhos mais recentes. Darcy Ribeiro nos avisou sobre a necessidade de cuidarmos do futuro. Se houvesse responsabilidade na gestão dos recursos materiais e espirituais, nada disso estaria acontecendo. Muitos fatores contribuíram para que chegássemos à atual condição. Escolhemos Direitos, ao invés de Deveres.
Primeira escolha: escolhemos apenas nossos direitos. Se o Estado tem Deveres para com o cidadão, este também tem seus deveres para com a sociedade. Resumimos nossos deveres à materialidade: pagamento de impostos. Tudo o que importa, segundo nossa escolha, é o dinheiro. E o Governo também condiciona suas ações segundo a “justiça” do Capital.
Segunda escolha: nós mulheres escolhemos participar desta divisão de lucros, delegando também a assalariados a educação de nossos filhos. Cruel escolha! Disfarçada por ideologias pseudo-feministas, esta escolha aprisionou cada uma de nós a uma ilusão de sucesso, de carreira, de status. Qual o maior sucesso do que legar à sociedade um cidadão de bem? Esquecemos essa parte, enquanto cumprimos jornadas triplas, mal remuneradas, sequer agradecidas. E a omissão dos homens também foi uma escolha bastante “conveniente”.
Terceira escolha: não assumir nossa falência social. Todos são culpados da atual condição, exceto nós! A questão da responsabilidade é a única chave para acessarmos um futuro com melhores perspectivas.
Proponho um pacto entre as pessoas, principalmente entre as famílias: vamos criar pessoas de bem! Vamos nos responsabilizar por todos e por cada um.
As bolsas que o governo distribui devem estar atreladas a um compromisso: cuidar das crianças para que não se tornem bandidos. Se a família falhar, será responsabilizada!  Quando eu era pequena, por exemplo, quebrei a vidraça da vizinha, jogando queimada na rua: meus pais pagaram o prejuízo. Isto é responsabilidade!
E pra quem pensa que estou me referindo apenas às famílias de baixa renda, mais um engano: as famílias abastadas que produzirem um corrupto, um estelionatário, também tem que ser responsabilizadas!
Fico enojada de ver que os grandes vilões, que roubaram milhões, continuam  - AINDA – se alimentando às nossas custas! Mesmo nos presídios, a comida deles é paga com nosso suor! Absurdo! E as panelas não são mais ouvidas... Estão vazias até de ideias!!!

Vamos assumir nossas responsabilidades???


Izaída Stela do Carmo Ornelas


domingo, 26 de junho de 2016

O PREÇO DO MEU VOTO





Estou vendendo meu voto por um contrato. O candidato que desejar meu voto deverá comparecer a meu domicílio portando uma cópia assinada e registrada do presente contrato:




CONTRATO

Eu, fulaninho(a), CPF... RG..., como candidato(a) a um cargo eletivo na cidade de Divino/MG, comprometo-me perante a comunidade divinense a realizar o seguinte:

SAÚDE
O Pronto Atendimento Municipal ficará aberto 24 (vinte e quatro) horas, com luz acesa e com funcionário(a) acordado(a) para atender à população durante a noite e não haverá falta de médicos na referida unidade.

EDUCAÇÃO
Os professores serão atendidos conforme o que reza a legislação brasileira, em seus amplos deveres e direitos estabelecidos.

DESENVOLVIMENTO/CULTURA
Será implementado um objetivo para a cidade, no sentido de promover a cultura: concurso de músicas, de filmes, de livros... Qualquer coisa que nos coloque em destaque frente ao cenário regional.

ESPORTE
Além do Jodac, por favor! Pelo menos mais um evento anual que afaste a molecada da droga!!!

ÉTICA
Serei contra qualquer ato/lei/obra que não seja condizente ao que Jesus faria.

TRANSPORTE
Haverá transporte urbano que viabilize ao trabalhador a dignidade de ir e vir de sua casa para seu trabalho, sem que o gasto mensal ultrapasse o gasto mensal de 3 (três) por cento do salário mínimo vigente.

SANEAMENTO BÁSICO
Derrubar a cobrança dos 40% (quarenta por cento) de tarifa de esgoto, pelo motivo de não ser o serviço prestado pela COPASA. Coisa que muitos dos vereadores hoje eleitos aprovaram... Os vereadores que votaram a favor desta bagaça estão excluídos da presente proposta que apresento (tenho boa memória, kkkk).

Continua o documento:
Em contrapartida, se eu não conseguir cumprir as cláusulas deste, no prazo de 6 (seis) meses de mandato, fica estabelecido que vou dar 8 (oito) voltas na praça Dr. Genserico Nunes de Oliveira, em Divino, fantasiado(a) de capeta, apregoando “Eu sou uma besta”, a cada esquina da referida praça, em um mínimo de 80 (oitenta) decibéis!

Alguém se habilita???





Izaída Stela do Carmo Ornelas



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

EU NÃO VIM AQUI SÓ PRA COMER



                   



Fui convidada para uma festa de casamento.
Em mais um capítulo de malandragem e estelionato, a festa era um engodo. Faltaram: decoração, música, cadeiras, mesas, buffet, garçons, bebidas, toalhas, pratos e  talheres... – os noivos levaram um cano.
Mas quem é que se importa com um monte de panos espalhados??? Só enfeites!!! Que importância REAL têm estes materiais na festa? E a comida? A bebida? O que é mais importante?
De olhares esbugalhados e bocas dissimuladas, a maioria dos convidados saiu de fininho! Sem ter o que comer e beber, não tardaram a desertar. Afinal, era preciso espalhar a notícia do ocorrido, como se fosse um furo de reportagem. Com ares de falso pesar, homens e mulheres se afastaram à francesa. Restaram poucos. E estes se empenharam em resolver o problema.
O rega-bofes foi, finalmente, preparado para quem? Para os amigos ou para aqueles que não se importam senão em comer, beber e futricar??? Quem merece a festa, afinal? Quem merece, certamente, tem competência para fazer sempre melhor...
Conseguimos alguma carne, no açougue de um conhecido. Fizemos uma vaquinha pro carvão e garantimos o churrasco. Como todos nós temos amizade com algum dono de boteco, foi moleza conseguir cerveja e refrigerantes gelados, no capricho! Servimos a nós mesmos durante a comemoração, em clima de galhofa e alegria. Mais tarde, chegou uma tia do noivo, trazendo caldeirões de caldos: canjiquinha, rabada e vaca atolada.
Aplausos. Muitos aplausos!!!
Chegou um conhecido com um violão!
Foi a melhor festa de que tenho registro em minha memória.
Sentados em volta de uma fogueira, exaustos de tanto improviso, vimo-nos intensamente plenos ao afirmar e viver nossa amizade.

Durante a noite, da fogueira acesa com a madeira que nos dá nome, suspiros de calor vão se esvaindo:

B R A S I L                ardendo e queimando
     L I S A                   aumente o fogo
 L I B R A S               não se venda por tão pouco
    I R A S                               ...
   S A R I                                por Ghandi, resista...
S   A   L                           atreva-se a temperar o mundo.
      B I S

Leia-se tudo de novo!

A fogueira pede BIS!

Fui convidada a reencarnar/nascer no Brasil. Em mais um capítulo de malandragem e estelionato, a festa era um engodo.
...

No Brasil vai ser assim. Quem ficar por amor, quem não veio só pra comer, vai se dar bem no final. O problema é que o brasileiro veio se preparando – há mais de quinhentos anos – para uma festa de panos, espelhos, apitos, chapéus... Quem restar, verá! Quem ousar participar, será protagonista de uma história, ou melhor, da História.


Izaida Stela do Carmo Ornelas




sábado, 17 de janeiro de 2015

PARECÊNCIAS







Na sociedade romana antiga havia um ditado: “não basta que a esposa de César seja honesta; ela tem que parecer honesta.”
Dois séculos não foram suficientes para alterar esse comportamento.
A maioria das pessoas ainda tem uma fixação excessiva em parecer, deixando de lado o ser.
Não basta que o sujeito seja apaixonado; tem que tatuar o nome da amada... Não é suficiente ser um bom cidadão; tem que protestar... Não basta que homem e mulher sejam felizes juntos; tem que estar casados, ostentar uma aliança enorme, festejada em ocasião suntuosa. Não basta que a pessoa seja caridosa; é preciso divulgar na mídia suas ações... Não basta que você seja feliz; se não aparentar felicidade...
Não basta a virtude; é preciso o glamour da aparência.
E o empenho em ser fica sempre em segundo lugar.
O caminho inverso está, assim, delineado. O quanto de felicidade aparente nos posts do facebook é felicidade real? O quanto de decência, de honestidade, de virtude, são qualidades reais?
Escondidos, atrás da aparência, da mídia, da propaganda, estão os corruptos, os criminosos, os maus profissionais... Muitas vezes rindo de nossa credulidade; sempre posando de “coitadinhos”, quando são questionados a fundo. Graças a nossa ingenuidade, eles conseguem inverter os papéis e se convertem em “tadinhos”, mesmo tendo roubado, aleijado, lesado... Afinal, eles têm a simpatia material, enquanto a razão, que é espiritual, não tem esse apelo tão forte...
Com estas atitudes reafirmamos, subliminarmente, que acreditamos mais no material do que no espiritual. Enquanto não encontramos materialidade nas virtudes, geralmente, nós as negamos. Mas quando encontramos materializado um simulacro, um arremedo de virtude, nós tendemos a aceitar de pronto.
Assim, a mentira material recebe maior valor – e maior credibilidade - do que a verdade espiritual.
Vamos pensar mais, pensar melhor. A vida acontece além das aparências.



Izaída Stela do Carmo Ornelas


segunda-feira, 31 de março de 2014

UM CACHORRO NUM MONTE DE PALHA...






Com esta expressão, minha avó costumava apelidar a pessoa que não faz nada e nem deixa que os outros façam. Afinal, o cachorro deitado no monte de palha faz um barulho danado, não dorme e nem deixa ninguém dormir!
Assim acontece com o (des)governo e seu aparato legal. A personificação de um cachorro, deitado num monte de palha, noite adentro, é perfeita! Ele não fornece ocupação decente pra crianças e adolescentes, e ainda impede que a sociedade preencha essa lacuna. É o que está acontecendo na questão da Guarda Mirim! 
Andei pensando até que são os traficantes que denunciam e tentam atrapalhar a coisa, visto que seus lucros ficam prejudicados. Se fosse pra implantar uma fábrica de cigarros ou mesmo um alambique de cachaça seria mais fácil! Triste constatação. Foi-se a Guarda Mirim de Carangola e o que o governo vai fazer em contrapartida? Ficou uma espécie de "buraco", que a sociedade não pode tapar porque a Lei não permite. O que é politicamente correto é moralmente correto? Precisamos nos mobilizar, a começar por pensar, por analisar os fatos de forma coerente. Ninguém é a favor de que se abuse do trabalho infantil, mas que se cerque de tanta exigência burocrática é, no mínimo, excesso de zêlo...
Infelizmente isso acontece não só no caso da Guarda Mirim, mas na maioria das ações que a sociedade se propõe a resolver por si. Quanta burocracia, quantos obstáculos, quanta dificuldade! Tem sempre alguém pra entravar, tem sempre uma lei de mil novecentos e antigamente... Como a lei que impede os presos de cumprirem trabalhos forçados, por exemplo. Ela foi criada para que se impedisse que os presos políticos virassem força de trabalho e agora não se pode obrigar o preso a ganhar e prover seu próprio sustento! Enquanto o Legislativo se exime, os funcionários do executivo e judiciário têm que cumprir essas linhas estapafúrdias! Sobram a culpa e a má fama para os juízes e promotores!
Nossos legisladores abrem precedentes sem qualquer preocupação com as consequências... Tudo tem que ter aparência politicamente correta, nos mínimos detalhes. Quando a “patrulha do politicamente correto” sai por aí procurando picuinhas, coitado do povo! Tem sempre um documento que falta, um deslize, uma imperfeição. Quem é perfeito? Quem não tem lá o seu rabinho preso com alguma coisa? Exceto Jesus, eu duvido que haja! E assim nossa hipocrisia toma forma de “proteção”. Deus me livre! Deus nos ajude! Desta maneira somos multados, perseguidos, maltratados, sem que nossas reais intenções sejam levadas em conta! 
Aos que ficam pregando obediência cega, aos que ditam regras estapafúrdias, gosto sempre de lembrar: ESCRAVIDÃO TAMBÉM ERA UMA LEI!!! E amparo MORAL à criança é OBRIGAÇÃO do Estado. Mas a sociedade e o Estado entendem amparo de forma totalmente diferente. Acredito que o Estado impede que a sociedade sequer sonhe com dias melhores.
Resta o pesadelo!


Izaida Stela do Carmo Ornelas

quarta-feira, 5 de março de 2014

DO POVO? PELO POVO?






Realmente confesso que não entendo essa tal “democracia”!
Por maioria, os vereadores de Divino – exceto Elias, Euzilene e Ronaldo - aprovaram o orçamento de R$146.000,00 (CENTO E QUARENTA E SEIS MIL REAIS) para uma AMPLIAÇÃO do imóvel onde funciona a Câmara, na reunião de 18/02.
Como nossa cidade precisa com urgência de outros projetos de maior relevância, muita gente se indignou nas redes sociais, inclusive eu. Durante as conversas no Facebook, meu filho Mário Ornelas foi convidado a assistir a próxima reunião legislativa, convite prontamente aceito com o objetivo de pedir que os vereadores reconsiderassem. Em suma, nesta quinta, 20/02, fomos à reunião extraordinária da Câmara Municipal de Divino. Tristemente soubemos na ocasião que a questão era irrevogável... Será esta mais uma falácia divinense (porque muitas conhecemos)? Cabe aos curadores do Ministério Público o esclarecimento.
Mário, inclusive, escreveu um texto para ser lido em plenário, mas não pôde se manifestar, porque o regimento da casa exige que as pessoas se inscrevam com três dias de antecedência para ter direito à palavra... Uma coisa que – a meu ver - não é muito democrática! Quem pode prever o futuro? Mas Divino tem sido assim mesmo... O que não quer dizer que a gente tenha de se conformar com essas convenções antiquadas! Será que algum vereador será capaz de mudar esse regimento retrógrado???
Fomos lá em pequeno grupo, sem máscaras, sem faixas ou bandeiras, em clima de família (em companhia do primo Rafael e da tia Genilda), com a postura amiga, com o ideal de paz, de esclarecer. Tendo a pretensão de cobrar, mas também de ouvir. Acredito mesmo que a contenção do muro e a adequação do local ao laudo do Corpo de Bombeiros (ao qual não tivemos acesso) são pertinentes, mas continuo achando que ir além disso é uma afronta, um verdadeiro TAPA NA CARA do contribuinte que muitas vezes deixa de pintar sua própria casa para manter seus impostos em dia!!!
Como já elogiei a postura da Câmara em meu blog, quando os dois grupos políticos se uniram para pedir melhorias na segurança do município, me senti na OBRIGAÇÃO de participar. Ainda mais porque, quando as tentativas de incrementar a segurança mostraram-se infrutíferas, meu elogio foi motivo de chacota, num episódio desprezível! Afinal, quem me conhece sabe que minha história é diferente... Prefiro acreditar no bem. E meu elogio é sinônimo de RESPONSABILIDADE!
Fiquei muito feliz quando percebi que alguns deles se mostraram reticentes, mesmo arrependidos pelo apoio dado ao projeto. A cobrança dos eleitores foi – e continua sendo – o motivo dessa pontinha de remorso. As diversas pessoas que pararam seus vereadores e disseram o quanto ficaram indignadas têm todo o meu respeito! Fizeram a DIFERENÇA.  Se a votação fosse hoje, acredito que teria outro resultado! Percebi que existe ESPERANÇA, graças!
Gostaria MUITO de continuar elogiando a Câmara... Mas, para que eu elogie, existe a prerrogativa do merecimento! Quando merecerem, o terão. Elogio é mérito, o que agora não é cabível!
O povo está magoado. Pessoas de bem estão se sentindo lesadas!
Que haja necessidade de reforma, de cumprimento de regras de segurança, tudo bem... Mas necessidade é bem diferente de VAIDADE!
Ao início da sessão, uma oração cristã muito me intrigou. Foi proferida a oração da sabedoria, linda mensagem que é atribuída aos amigos Alcoólicos Anônimos. O texto fala sobre coisas que podemos e que não podemos mudar... Enquanto o eleitor fica ali, meio abobado, pensando em seu título eleitoral guardado na carteira, fiquei curiosa: o que será que JESUS faria, se estivesse hoje, em Divino, com R$146 MIL em suas mãos?
Espero resposta para minhas orações!

Izaida Stela do Carmo Ornelas





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

HÁ TRÊS ANOS, NO JORNAL O IMPACTO...




DESCASO GERAL. ATÉ QUANDO?


Virou banal, entrou na rotina...
Impostos altíssimos são pagos em dia e pouco se reverte em benefício real do contribuinte. Pouca coisa funciona.
É humilhante a posição de um cidadão! Pois os governantes nos dão a impressão de estarem debochando da gente!
Janeiro está chegando. Com ele vem o IPVA, o DPVAT. Imagino o estado eufórico pra ver seu cofrinho enchendo... Coisa de desenho animado, quando os olhos do personagem viram cifrões $ $ !
Enquanto isso, muitos olhos de cidadãos de bem se enchem de lágrimas. Acidentes, mortos e feridos nas estradas - cheias de buracos - nos afligem.
Cuidado!!! De tão banalizada, esta situação está cumprindo um papel subliminar perigoso: as pessoas estão se acostumando com o problema, ao invés de buscar soluções e promover cobranças junto aos responsáveis.
Vide a já tradicional cratera na chegada em Carangola. Alguém pode me dizer quantos anos ela tem??? Já está incorporada ao cotidiano, Não é notícia, mas puro esquecimento.
Por isso quase não escrevi esta crônica-denúncia.
Porque tantos já reclamaram, sem conseguir o respeito mínimo da atenção por parte dos governantes, sem que a boa vontade dos mesmos fosse encontrada, afinal.
Mas aqui estou, registrando meu alerta. Convidando as pessoas de bem a não pecarem por omissão. Não se pode render à mediocridade. Seria negar a máxima de Jesus: “ao próximo como a ti mesmo”. Coragem é sinônimo de cristandade!
Como no seriado de tv, quem irá nos salvar? Quem irá nos defender?
Enquanto isso, vamos colecionando um monte de desculpas esfarrapadas: não me cabe, não fui eu, não sou o responsável... Vão acabar colocando a culpa em Deus, se tiverem oportunidade!
É o federal? É o estadual? Não sei. Vista a carapuça quem couber! E em alguém cabe!
No sábado (11/12/10) dois jovens poderiam ter perdido a vida num acidente! Porque alguém que deveria manter uma estrada em ordem não faz o que é sua OBRIGAÇÃO. E coube – mais uma vez – a Deus o cuidado e a conta.
Aconteceu na Rodovia Walter Luiz da Silva, próximo à residência do Sr. Mauri Ventura, em Divino. Mas acontece também Brasil afora.
Indignada como muitos... Amedrontada como tantos...
Mães e pais, filhos, esposas, maridos em prece pela segurança de seus queridos. Os professores que passam por ali todos os dias conhecem o problema. Expostos a perigos desnecessários como buracos na pista, má conservação, má sinalização...
A quem recorrer? A quem sente na pele o problema: primeiro ao povo, à opinião pública dos eleitores.
Na esfera legislativa, os três deputados mais votados em Divino utilizam a MG 265 e, portanto, quando visitam suas bases, também estão expostos aos mesmos riscos que seus eleitores! Sabem que não estou mentindo. E deles se espera muito...
O que não pode acontecer é esse silêncio...
O que não pode acontecer é o cidadão achar natural o que não é.
E achar corriqueiro o que é, na verdade. uma chocante violação do NOSSO DIREITO!


MUITO TRISTE PELA FAMÍLIA DO SERGINHO!



                 Izaida Stela do Carmo Ornelas

sábado, 12 de outubro de 2013

FINAL FELIZ



É tudo o que nós divinenses desejamos...
O escritor William Shakespeare já se perguntava: se a rosa tivesse outro nome, teria outro perfume? A questão da escolha do nome “Pedro Ventura” para a nova escola já rendeu! Declarei no facebook minha opção por pensar, analisar e ponderar muito, antes de emitir qualquer opinião. Pronto. Aqui vai, de coração.
Pra quem não conheceu, Sr. Pedro Ventura foi um cidadão muito digno, agricultor, pequeno produtor rural. Todos os sábados ele trazia para a cidade, em sua charrete, frangos, bananas, ovos. Minha mãe sempre o aguardava com suas encomendas. Muito justo que as crianças tenham no nome de sua nova escola um bom exemplo pra suas vidas!
Continuando o raciocínio, a homenagem ao vereador Tercício Vitelbo Givisiez, que tanto se esforçou para que a juventude divinense não tivesse que buscar instrução em outras cidades, deve continuar! Nossas crianças têm que aprender também o sentido da gratidão!
Por conseguinte, que tal se o atual prédio da escola se transformasse em uma Escola de Vida? Seria um lugar em que se agregasse valor maior ao sentido da educação!
Tenho visto a ENORME necessidade de nossos jovens em ter-se um lazer sadio. Estão com poucas alternativas de ocupação de tempo livre, o que consiste num RISCO MORAL muito grande. Embora a maioria dos pais tenha essa IMENSA preocupação, a pequenez de alguns ainda teima em dificultar o acesso de nossos adolescentes ao trabalho, denegrindo o ideal da Guarda Mirim e mesmo denunciando – covardemente - ao Conselho Tutelar a ação de pais que compartilham conosco a idéia de educar pelo trabalho digno. Assim sendo, é muito importante que possamos contar com um “contra-ataque” eficiente: se o menor não pode trabalhar, que ao menos seja garantido a ele o direito a uma brincadeira segura, em todos os sentidos.
Recentemente, a equipe de Taekwondo de Divino recebeu mais de vinte medalhas de ouro, em torneio regional! Parabéns a todos! Pergunto: será que algum desses atletas trocaria sua medalha pela droga oferecida por um traficante? Eis nossa oportunidade!!!
Chego a uma conclusão: a melhor homenagem ao ilustre vereador seria a criação de um Centro de Convivência Jovem na Escola Municipal, pela URGÊNCIA de ações nesse sentido, por sua excelente localização e por sua tradição de acolher a juventude nos Jogos da Cidade – Jodac. Desta forma, cada sala se tornaria referência em algum campo de interesse. O espaço receberia mesas de xadrez, pingue-pongue, damas e outros esportes... Também artesanato, outras artes e expressões culturais deveriam constar. Mas tem que sair do papel e funcionar!
Será um sonho? Não. Será mesmo um final feliz!

Chega de futricada!

Izaida S. C. Ornelas

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

QUEM SABE FAZ AGORA



Estamos vivendo um excelente momento da cidadania divinense. È agora! Vejamos...
Quem diria que nós iríamos presenciar tanta lucidez, como a superação de diferenças políticas em prol da melhoria de condições comunitárias?
Eu, pessoalmente, nunca imaginei que veria a união da Câmara de Vereadores, como ocorreu em torno da questão de segurança. Mas confesso que sempre sonhei com esse dia! E esse dia aconteceu! Superar a politicagem foi um ato corajoso e nobre, que não pode se resumir a um episódio apenas. As autoridades do município estão abertas ao diálogo e à ação. Vamos, gente! De cara limpa, com paz no coração, vamos fazer agora a diferença pra toda uma geração!
Precisamos superar nosso complexo de inferioridade, porque somos capazes e, ao invés de agir, esperamos a hora acontecer... Temos ótimas oportunidades de alavancar o progresso da cidade. Basta fazer agora!
Vejo uma excelente oportunidade na escola Melo Viana, que poderia – ou melhor, pode!)  se transformar em referência regional. Por quê não? Quem duvida? Se temos ótimos profissionais, por que não superar nossas dificuldades e parar de assinar nosso diploma de incompetência, mandando nossos filhos (se pudermos pagar!) estudar em Carangola? E é nas cidades vizinhas que eles vão buscar lazer, inclusive...
Assim estamos mesmo sendo o Divino de Carangola! Quem gosta desse título? Quem está satisfeito com esse lugar subalterno que nossa cidade ocupa? Se cada um assumir-se responsável, o conjunto tende ao sucesso! Vamos fazer agora! Nossos netos estão a caminho!
O lazer pode ser proporcionado com soluções simples, baratas... O Jodac não pode se restringir a um evento apenas, mas ser retroalimentado por ações em escolas e comunidades rurais. Muita coisa pode ser feita: um parquinho para as crianças; um melhor aproveitamento da pracinha. O chafariz, por exemplo, pode receber peixinhos coloridos ou se transformar num escorregador pra criançada. Pra quê esperar? Somos criativos, somos construtivos!
Além da segurança na cidade, a segurança nos trevos da cidade pede a instalação de redutores de velocidade. Coisas simples. O que não pode mais ocorrer é a morte violenta por acidentes de trânsito que poderiam ser evitados. Quantos mais terão que morrer? Acredito que ninguém mais, porque vejo em nossa comunidade pessoas que se importam e que vão tomar suas providências como se tratasse de risco a pessoas de sua própria família! O que, na verdade, é.
Estamos apoiados pela boa vontade de todos. Temos vereadores comprometidos com todos. Nossa hora é chegada ao ponto. Nossa hora está feita. É agora!



Izaída Stela do Carmo Ornelas







sábado, 12 de janeiro de 2013

SEMPRE UM DEFEITO




Neste final de ano me veio a lembrança de pessoas que muito fizeram por Divino e nem sempre tiveram sua importância reconhecida.
Comecei me lembrando de Seu Capucho. Ele cuidava da limpeza das ruas, nos meus tempos de menina. As ruas eram sempre muito limpas; ele fazia questão de varrer qualquer areia dos meio-fios, recolhendo o lixo em sua carrocinha. Um pouco mais tarde, talvez pelo crescimento da cidade, passou a contar com a ajuda de um burrico. E os progressistas viam naquele cuidado artesanal um sinal de atraso: um cuidado profissional era o que Divino precisava...
Tem sempre alguém vendo um defeito!
E o trabalho amoroso foi sendo substituído pelo mero cumprimento de horas; o pagamento em dinheiro passou a ser mais importante que o reconhecimento e que a satisfação de se fazer um bom trabalho.
Com tanto lixo nas ruas, ultimamente, penso que não fomos educados o suficiente para reconhecer e respeitar o esforço que o outro faz para nos servir! A maioria das pessoas não vê mal nenhum em jogar na rua palitos de picolé, copos descartáveis, bingas de cigarro... Mas quando a situação se acumula, percebemos que a falta de educação, em conjunto, traz grande impacto negativo a todos.
Saudades do tempo de Sr. Capucho!
Depois me lembrei do Lourival Bernardes de Mello – o Vavá. Quantas carteiras de identidade eu vejo, datadas de 05/05/2005, quando ele promoveu uma Ação Global na Praça! Sem contar as crianças que ele apresentou ao esporte e que se destacaram em nossa região... Além disso, levou nossa cidade às manchetes da TV, promovendo as 50 Horas de Pelada.
A história continua... Tem sempre um defeito! Não pretendo entrar em problemas pessoais, mas reconhecer méritos de ação efetiva, como os que citei acima. Novamente, relembro: tem sempre um defeito. Mas, depois dele, quem fez melhor? Quem fez, no mínimo, igual?
Qual é o maior defeito?
O Arraiá da Alegria, que se fundiu ao evento da Exposição, era realmente uma alegria que Dona Débora nos proporcionava. Pra quem não se lembra, era como se fosse o Arraiá do Sukata, mas acontecia durante a semana toda. Tomava a pracinha do Asilo, divertindo sempre. E sempre tinha uma festinha pro povo não se entediar. Mas tinha defeitos... E agora, no lugar dos defeitos, não tem quase nada... Mas ainda tem defeitos.
Como o Carnaval vem chegando, senti saudades do Bloco Só Falta Você, do Xaconóis, onde o falecido Jorge da Preta tocava bateria, a Rosemary dançava e a gente aplaudia. Também tinha defeitos...
E como eu sou cheia de defeitos, vou parar pra pensar...


                Izaída Stela do Carmo Ornelas.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

OU ISTO OU AQUILO




Deus do céu... Por que é que o ser tem que ser tão complicado?
Mesmo sob aparência simplista:
Doce ou azedo
Bom ou mau
Rico ou pobre
Corta-goela ou fura-nuca...

Jesus meu... Qual a razão dos extremos?
Na aparente simplicidade, o simulacro, o engano facilitado:
Quente ou frio
Céu ou inferno
Amor ou ódio...

Mas em todos os extremos, a presença marcante da dor.
Em cada separação, uma oportunidade abandonada.
Em cada rótulo, uma corrente.
Sobre cada cabeça, uma sentença.

Se no meio do caminho, talvez colocada por Confúcio, havia uma pedra...
E o poeta nela fixou sua atenção
Sua criatividade
Seu cuidado...

Por quê não brincar de amarelinha nos caminhos e entrelinhas?

No radical sem razão
Na razão sem paixão
No conluio de poder
Fazer:
O brincar, o sorrir e o crescer.

Escolher caminhar.


Izaída Stela do Carmo Ornelas



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

BONZINHO...




Maiakowsky escreveu:


Na primeira noite eles se aproximam
e colhem uma flor em nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
Já não se escondem:
pisam nas flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Assim...

A força maior do mal está na omissão dos bons.

Este é meu alerta para os bons divinenses, aos bons brasileiros.
Onde está a expressão do bem? Onde está a força dos bons?

Não é teoria da conspiração. É a mais pura verdade. Existe um movimento sórdido, planejado em detalhes, para o “esvaziamento” da razão dos bons. Ele começou na segunda metade do século passado e vem se arrastando desde então, permeando os mais diversos governos. Parece até tratar-se de uma sociedade secreta.

Primeiro, no que diz respeito à educação.
-  Com tantos problemas, a gente dá um jeitinho e passa nossos filhos para a rede particular.
- Que se dane quem ficou, pelo menos eu não tive que me indispor com ninguém.
- Bom que eu tenho como fugir disso...

E o governo deixou de gastar com nossos filhos...

Depois, a saúde começou a degringolar. Exames demoram e os atendimentos deixam a desejar.
- Já que eu posso, vou contratar um plano de saúde.
– Compensa pagar um plano de saúde.
- Deixo de comprar muitas coisas, mas pago em dia meu plano de saúde!

E compensa mais é pro governo, que deixa de usar o SEU imposto em SEU benefício...

O próximo passo previsto é o esvaziamento da previdência. Com “rombos” faraônicos, a panelinha que gerencia esse plano de esvaziamento pretende transferir a obrigação previdenciária estatal para os planos privados.

Claro que a sobra vai fazer uma verdadeira festa pra corrupção...

Acoooooooorda povo!!!

Vamos EXIGIR educação, saúde, emprego e previdência em contrapartida JUSTA aos impostos que pagamos.

É justo pagar religiosamente um carnê de INSS sobre X salários e aposentar-se com um valor muito menor? É como comprar uma TV digital de 42 polegadas, pagar por ela, e receber um aparelho comum de 20! É a farra do “só leva quem não paga”!

É justo manter em dia suas obrigações e ter que esperar tanto tempo pra fazer um simples exame? Se a gente deixa o imposto atrasado... Mas quando o governo deixa nossa vida atrasada...

O pior é que estamos deixando essa herança terrível para nossos filhos. Por isso a educação foi a primeira instituição a ser sucateada.


E aí, bonzinho....

Dá pra ficar calado???







sábado, 19 de fevereiro de 2011

A SENTENÇA



Quem tem boca vai a Roma, ensina o ditado.
Quem tem conhecimento, vai ainda mais longe.

O conhecimento e a coragem são duas ferramentas muito necessárias para promover o bem. 
Assim, abusos e desmandos são evitados e a verdadeira justiça é promovida.

José Lucas Alvarenga questionou a legalidade da cobrança da tarifa de esgoto pela COPASA. Esta cobrança foi regulamentada pela Lei Municipal n.1683/2008, aprovada e autorizada pelo governo da época.

O processo movido por ele – n.º 10.001371-1 foi analisado pelo MM Juiz da Comarca e a sentença diz o seguinte:

Ora, se a tarifa representa preço público pago pela prestação direta do serviço realizado por algum delegado do Poder Público, como se exigir antecipadamente por serviço não usufruído pelo cidadão?
...
Deste modo, a possibilidade da cobrança indubitavelmente está atrelada à efetiva prestação dos serviços de esgoto, o que, como dito, ainda não foram implantados no município de Divino e nos distritos mencionados.
...
O serviço realizado pela ré é evidentemente viciado, em decorrência de se cumular, à tarifa cobrada pela água, a outra direcionada ao serviço de esgoto, que não é disponibilizado ao consumidor.
...
Logo, a cobrança da tarifa de esgoto é ilegal e o autor deve ser restituído das quantias que pagou indevidamente.
ISTO POSTO, julgo procedente o pedido formulado para declarar nula e indevida a cobrança da “tarifa de esgoto”, suspendendo a cobrança enquanto serviço não for efetivamente colocado à disposição do autor.
Condeno a ré em restituir ao autor os valores que foram cobrados indevidamente do mesmo, corrigidos monetariamente desde a data em que foram pagos.
Para fins do disposto nos arts. 81, 82 e 91 do Código de Defesa do Consumidor, remeter cópia desta decisão ao Ministério Público, independentemente do trânsito em julgado.
...

Para que o benefício se estenda aos demais consumidores é preciso que o Ministério Píblico mova uma ação pública, o que só acontecerá se houver em Divino mais pessoas com conhecimento e coragem...
Para que o mesmo não ocorra novamente, sugiro aos eleitores que procurem saber como foi a votação da tarifa na Câmara, à época da lei aqui citada.

Publicado em comemoração a mais esta vitória do bom senso.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CONVITE





2011 chegou.
Neste novo ano faço um convite aos divinenses.
É quase um desafio...
Nossa situação é difícil. Nossos jovens não têm muitas alternativas, etc.etc.etc.
Os problemas já conhecemos demasiado.
As soluções é que me interessam.
Muitas cidades como a nossa conseguem se promover a partir de ações muito simples. Aliás, tudo que é óbvio é que tende a dar certo.
É o caso da adoção de um projeto amplo, por toda a comunidade, por todos os divinenses, que acolha – e concentre - ações efetivas de melhoria.
Começa com a escolha de um objetivo comum.
Tomamos por exemplo Barbacena: a cidade das rosas. Tornou-se conhecida pela produção de flores, incrementou seus negócios, fomentou o turismo e promoveu um crescimento espantoso. Mais exemplos: Paulínia investiu em cinema e ganhou projeção nacional; Nova Jerusalém, tradicionalizou a encenação da Paixão de Cristo. Por que não nós???
No caso de Divino, não creio que seja viável a vinculação do nome da cidade a algum produto agrícola, haja visto as oscilações constantes de tais produtos.
O que fazer, então?
Vincular a cidade ao que já está sendo o carro-chefe dos projetos para o futuro: a saúde.
Divino: cidade-saúde.
A idéia de adotar o slogan da saúde teve inspiração no trabalho fantástico que vem sendo desenvolvido pelo pessoal da Terceira Idade. Quanta disposição! Que exemplo!
Promovendo a saúde, construímos uma identidade sólida para a cidade, capaz de colocar Divino como exemplo para o país. Um projeto digno de nota no Jornal Nacional! Uma ação-exemplo para todos.
Há muito a ser feito: incrementar a atenção à saúde, sob todos os seus aspectos, construir uma ciclovia e uma pista de caminhada seriam um bom começo.
A prática de esportes, comprovadamente, reduz os gastos do SUS em medicamentos, atendimentos (psicológicos, inclusive) e cuidados. Cumpre, assim, incentivar a prática de esportes.
A educação para a saúde também poderá ser incrementada nas escolas, criando novas gerações focadas na adoção de hábitos saudáveis: alimentação que promove a agricultura; lazer que impulsiona a cultura; aprendizagem facilitada pelo “corpo são”.
Depende realmente de nós.
Com nossos esforços concentrados, vamos construir nosso futuro com bases sólidas.
Torno público meu convite à população, aos vereadores, ao Sr. Prefeito, à Sra. Secretária de Saúde, nossa amiga pessoal, e demais autoridades. Vamos?
E a idéia está aberta. Se não for viável a alternativa saúde, que outra marca seja, então adotada: cultura, artesanato... O que for, mas que seja!
Como todo convite que se preza, favor confirmar presença!
Sem picuinhas, por favor.
Um feliz 2011 a todos!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PICUINHAS


A crônica deste mês me foi imposta pela sensatez.
Me senti obrigada a escrever, para oferecer aos leitores uma análise dos comentários dos últimos jornais.
Aqui escrevi o que li no coração dos divinenses. Todos estarrecidos.
Quanta picuinha! Ti-ti-ti, futrica, mau gosto...
Ao invés de irem “caçar serviço” e serem verdadeiramente úteis à comunidade, pessoas dos dois lados políticos preferiram se degladiar de forma inconcebível! Lêem o jornal não pra se informar, mas pra encontrar motivos pra suas picuinhas.
Pior ainda quando se escondem por trás do anonimato. São comentários absurdos! Tais pessoas se revelam à beira da irracionalidade, tamanha sua agressividade. Triste. Covarde. Irresponsável. Improdutivo.
Convido-as a suspender a polêmica e pararem pra pensar.
Durante o período em que cursei Comunicação Social, aprendi que um jornal é um veículo de divulgação de notícias. Deixar de fazer algo é notícia, tanto quanto fazer! Tudo que acontece ou deixa de acontecer merece registro. Imparcial.
O jornal informa o problema, dá visibilidade, serve como “voz” para o cidadão. Assim, perceber oportunidades na notícia é o que faz a diferença!
Quem muito se beneficiou desse conhecimento, por exemplo, foi Fernando Collor. Percebendo as denúncias da mídia em relação aos salários exorbitantes de servidores de seu estado, ele “correu atrás” e se tornou capa da Revista Veja como “O caçador de marajás”. Guardo até hoje esse exemplar da revista! Maestria em utilização dos veículos de comunicação, revertendo uma crítica em sucesso. Infelizmente, os propósitos de Collor não eram dignos do sofrido povo brasileiro. Se fossem, seria outra história.
Felizmente, por outro lado, existem pessoas que se ocupam em ler o jornal todos os dias, com olhos da alma. Seu motivo é fazer preces para as pessoas cujos nomes estão nas notícias. São religiosos de diferentes denominações: evangélicos, espíritas, católicos... Que bonito de se ver! Que exemplo pra se seguir! Será que algum leitor fez sua prece frente a alguma notícia?
Voltando a nosso assunto... Uma crítica é um degrau, pra quem sabe como subir. Serve para construir. E a melhor notícia pertence a quem faz melhor. Quem faz melhor substitui a prepotência pela humildade, a precipitação pela análise, o problema pelo projeto, o bate-boca pela ação.
Gostaria muito de ler, no Impacto ou no Campeão, que uma fábrica vai se instalar aqui e dar muitos empregos; que um Promotor de Justiça foi designado para Divino; que as ruas da cidade serão asfaltadas; que tudo aqui funciona às mil maravilhas. Entretanto, tenho certeza que ainda assim vão haver picuinhas.
O problema dessas picuinhas é que, enquanto a discórdia se instala, 20 mil divinenses ficam abandonados. Alguns com vergonha, outros sem esperanças, mas todos sonhando com dias melhores!
Aqui escrevi o que li no coração dos divinenses.

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