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sábado, 11 de fevereiro de 2023

LANÇAMENTO!!!







         SAIU MEU PRIMEIRO LIVRO

Um sonho de criança que agora está no papel: palavras e imagens.
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sábado, 22 de setembro de 2012

PROFISSÃO DE ÓDIO







  
Odeio meus cabelos de Bombril,
Meus falsos anseios
Que são apenas meios idiotas
De crescer mascarada e alheia.

Odeio ver alguém que se pareça
Com alguém que amei
Pois começo a ver um motivo
Que não é senão eu mesma.

Odeio minhas roupas de caipira
Bem como meu sotaque mineiro.
- Uai? Não é justo co’ nóis!
Mas também não é comigo.

Odeio minha acomodação
Em relação à vida que levo:
Viver lembrando do que deixei em MG
Em contraste ao que vivo aqui.

Odeio essas quatro paredes cariocas
Porque não são minhas
Me odeio profundamente
Porque não me pareço comigo.

Vejo ódio em linhas lindas
Pingado de meus maus olhos
Que não puderam ainda
Mostrar que amaram – e amam!

Detesto minhas limitações físicas
E mais ainda estar botando isso pra fora.
Imagina o que vão dizer as pessoas!
...

Odeio essa minha solidão.
Será que ela ainda vai durar?
Não sei.
Tento saber! Tento?

Só sei que odeio os homens
Pois me materializam, me fetichizam.
Odeio as mulheres
Pois me imprimem mais complexos
Mais e grandes!

Ódio às crianças
- purinhas –
Rindo de meus cabelos de Bombril,
De eu não ter pai, nem amigos,
Nem coração mais e nunca: nunca mais.

Odeio esse calor lá fora
E a televisão faladeira.
Odeio minha cintura, meus pés,
As pernas tortas e essa vontade nojenta
De chorar e gritar.

Agora tenho um sono odioso
Sem poder adiá-lo
Por amor ao dia que vem;
Vem ver de perto meu rosto feio
Porque irá beijá-lo.

Vou dormir um sonho
Onde você me verá sem ódio
Porque você não é ainda capaz
De, como eu, inventá-lo...
Por ter apenas o que amar.

Rio de Janeiro, 1985...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

SEDUÇÃO






O dia fere a vida
com o sol latejando o céu
queimando seres e não-seres
ateando fogo aos campos de meu corpo.
O vento livra o silêncio
em ruflar de asas titãs
eriçando folhas de nós
e os pelos dos campos de capim.
Esse êxtase, curto momento
de sedução e conclusão
é a própria existência no mundo
o orgasmo eterno de ser.

sábado, 14 de abril de 2012

REBELDIA






Uma religião milenar
ou simplesmente coragem?

Na volta às raízes sou rebelde.
Quando vivo a árvore: rebeldia.
No presente intenso
uma engrenagem nova
é apenas original.
Então, rebeldia.
Não escrever o que me pedem nesse momento...
Por quê?
Quero este tempo;
porque sou este tempo.
Infeliz e dependente.
Dependo de algo que não é meu
para ser diferente.
Nem a própria diferença é minha.
Ela me faz.
Oro.
Aos operários cheios de graxa
e suas Marias com fome de frutos.
Continuo: sou rebelde.
Se não faço nada
de certa forma continuo: rebelde em relação
a meu dever de não-sei-o-quê,
sempre me acomodando.
Um dia me candidato.
Quero ser prefeito do Rio de Janeiro;
empreendo uma grande obra de pintar o Pão-de-açúcar
de preto:
K.PUNK.M.METAL.U2, etc.
Hoje, eleita pelos covardes,
minha chapa é o próprio sistema.
Muito rebelde e com horário fixo na rádio e na TV.
Se eu jogasse as jóias de minha mãe pela janela:
rebelde. Ou louca.
Detrás das grades grito profecias
ao mundo que passa lá fora.
Morro junto aos ratos.
Dão meu nome ao WALL STREET.
Compram ações de minha rebeldia
e a bolsa fecha em alta.

                                   Izaída Stela do Carmo Ornelas

domingo, 8 de abril de 2012

DEFINIÇÃO





Só,
na confusão dos espaços.
Salto
em viagem cadenciada,
em fração de semínima.
Me é permitido querer.

Os sons
como ondas oscilam,
se propagam,
me perturbam.
Ondas...
                        (Lá,
                         naquele montinho de terra
                         além do mar,
                         tem toda uma odisséia.)

Matéria
não dá sentido
às articulações da alma.
Combinações de vida ou morte;
e ambas em ritmo marcial.
Pelo real,
que não sei se é, se tem, se quer...

Voando
Com a propulsão do salto
do tiro de Ontem,
suicidando-se altruísta
e dando-se a Hoje.
Penso em matar Hoje.
Assassinar.
Um passional
por Amanhã .

Sim,
só.
Na noite não vejo as ondas
mas sinto as nuvens.

A ânsia de as manipular
me abre o teto
sobre a cabeça,
me ejeta
de encontro a um meteorito.

Acordo.
Os sons doem baixinho.
Tem um barquinho
indo de encontro ao montinho de terra
transpondo ondas...

Sou matéria
recheada de nuvens.
Um ser,
um mar.
Sou.
Sua.

sábado, 9 de outubro de 2010

QUÍMICA

"Por duas esferas azuis
de entre pétalas de borboleta" (Ferreira Gullar)


um átomo cedeu-se a outro
numa calma manhã de chuva.

Que pequenas!
        Que ínfimas!
               Que insignificantes partículas!
                       Azuis...

Nesse dia - mais tarde sem chuva -
esses dois cúmplices calculistas
planejaram um ato de fé ambiciosa
e se organizaram cautelosos
na estrutura simples de um botão:

Natural,
      contente de si
           e palpitante ao desabrochar
                    assim...

E tudo começou
por duas esferas azuis,
de entre pétalas de borboleta,
pintando aqui e acolá
                   flores.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O sonhador




Ele queria falar sobre como as palavras murcham e sobre como as pessoas deslizam sorrateiramente para dentro de nossos sonhos.
Ele queria falar sobre como as pessoas murcham e se transformam em palavras que deslizam sorrateiramente pelas páginas.
Em alguns parcos dias descrever todo um quadro de Dali, com o tempo deslizando relativamente em forma de relógio... Para dentro de quê?
De pessoas relativas e sorrateiras que escolherão o caminho para seu próprio tempo percorrer: de encontro à fé, para o nada, dentro de tudo...
Saudades.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Poesia


Poesia é uma ilha específica,
Rara. Só existe em um
Turb-ilha-ão.


Para acessar a página principal clique:
www.izaverbal.blogspot.com
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