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sábado, 31 de dezembro de 2016

FUNK DA CONFUSÃO





As abreviaturas...
Que vida breve!

Na pressa do dia-a-dia, nem notamos as pequenas coisas. E quando as notamos, quanta confusão!
Duas notas e duas interpretações!
No primeiro caso, imagino quem ainda chama pasta de dentes de creme dental? CD é outra coisa, mas a marca Colgate não deixa dúvidas!
No segundo caso... Na lista de compras, junto aos CDs adquiridos, me aparece um tal de MC Dedinho! O Quê!?!?!?! Eu não gosto de funk! Nem sei o que é MC!
Quem me conhece, sabe o quanto fiquei indignada! Ralhei, protestei, reclamei...
E assinei meu próprio atestado de caduquice!
kkkkkkk
Meia Calça Dedinho eu comprei. Sim. Não era um CD!
Na dúvida, pirei!
Quem me conhece também sabe o que sempre digo:
- Quem não erra é Deus!

Que nossas risadas sejam maiores que nossos erros!


Izaída





segunda-feira, 26 de maio de 2014

DIVULGAR O BEM




O melhor compromisso que um veículo de comunicação pode assumir, junto à sociedade, é a divulgação do bem.
Estamos todos cansados de tanto sensacionalismo, de tanta irresponsabilidade, de tanta mesquinharia. A exploração da miséria humana – em todas as suas dimensões – tem que ter limites! Senão, ao invés de estimular a evolução, estaremos incentivando o retrocesso, nosso retorno aos tempos da justiça pelas próprias mãos, do olho por olho, da barbárie. Precisamos fazer a nossa parte.
Acredito que toda notícia deve obedecer ao princípio do Triplo Filtro, ensinado por Sócrates: Verdade, Bondade e Utilidade. Acabo me perguntando: - o que é notícia? É a narração de um fato ou a execração de uma pessoa?
Alguns tristes acontecimentos, inclusive em Divino, me fizeram lembrar dos Circos Romanos, quando pessoas se reuniam pra assistir a espetáculos de sangue e morte, pedindo sempre mais, entregando pessoas às feras. Até os dias de hoje, os integrantes da platéia não se dão conta que essas pessoas - culpadas ou inocentes, tanto faz - são filhas do mesmo Deus que dizem honrar. Vão às redes sociais para vociferar a crucificação, o linchamento moral, o escárnio... Gostaria que fossem às ações de caridade das igrejas com o mesmo fervor!
É este o resultado de nossa cultura maniqueísta, pela qual só existem dois lados – o bem e o mal - e duas interpretações: bom ou mau. Essa tendência de simplificar as coisas é uma forma bastante perigosa de analisar.
Um pouco mais além, é necessário que a gente se pergunte:
- Para que vai servir essa notícia?
Aí a coisa fica séria...
Se for servir para destruir, melhor que não seja divulgada. Essa é a opinião de Jesus: “infeliz do homem por quem o escândalo venha”. Precisamos parar com essa mania de pedir sangue!
Numa rodinha de amigos, chega a notícia de que a fulaninha passou no vestibular pra medicina, em primeiro lugar! Rende dois minutos de comentário, quando muito. Se, por outro lado, o assunto for a “pulada de cerca” da fulaninha, são tecidas duas horas de comentários, insinuações, curiosidades... Haja maldade pra sustentar nossas línguas e mentes sem Jesus! E não é fácil mudar essas coisas em nós, visto que ninguém é perfeito. Não é fácil, mas é possível.
Quando nos percebemos assim tão longe do Criador, percebemos também que há um longo caminho a percorrer. Por isso, precisamos começar agora. O planeta inteiro vai se beneficiar da faxina moral que fizermos em nós mesmos.


Izaida Stela do Carmo Ornelas


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

SEDUÇÃO






O dia fere a vida
com o sol latejando o céu
queimando seres e não-seres
ateando fogo aos campos de meu corpo.
O vento livra o silêncio
em ruflar de asas titãs
eriçando folhas de nós
e os pelos dos campos de capim.
Esse êxtase, curto momento
de sedução e conclusão
é a própria existência no mundo
o orgasmo eterno de ser.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

SENTIDOS



Não existem horas mais perfeitas para os mistérios das coisas que as horas escuras. Parece que a escuridão, ao prejudicar o sentido da visão, aguça o tato, o olfato, a audição, o paladar, a intuição; suspende a certeza, a convicção do real e, a partir daí, tudo pode acontecer...

Numa dessas noites, dentro de um barraco feito de tábuas e outros rejeitos do mundo civilizado, uma criança chorava. A mãe a acalentava durante um tempo que já não sabia mais... Primeiro a embalava e, com o crescer da angústia, passara a sacudi-la, sem ao menos perceber que a criança dormira...

Despertando de seu alucinado movimento por um barulho qualquer, deitou seu pequeno fardo envolto em trapos e foi avivar as brasas do fogão de lenha – sua fonte de luz e calor, pois nunca lhe servia para cozinhar o que não havia.

De repente, sua aparência conformadamente catatônica transformou-se em muito o que fazer: pegou seu caldeirão feito de lata antiga de gordura de coco, dessas que hoje nem encontramos nos supermercados, e começou a cozinhar o sustento para o sono que a fome espantava. Em seu transe, pôs-se a juntar os ingredientes necessários para fortalecer-se e a seu pequenino: ferveu seu amor para servir de base à sopa, picou boas intenções da sociedade, juntou promessas e mais promessas do governo, do padre, do pastor, do ex-marido; derreteu uma colherinha que restava do seu salário injusto, refogou em seu suor, temperou com suas últimas lágrimas de esperança. Não colocou seu passado, nem sua infância, para não correr o risco de azedar. Porque passado de pobre é muito forte! É pesado!

Assim cozinhou madrugada afora... Esqueceu-se, dormiu e acordou serena, com cheirinho de comida pronta, com balbucios e risos de criança. O barraco não era o mesmo, estava revestido de paz. No fogão de lenha um anjo mexia o caldeirão que agora era de ouro. Ao levantar-se, olhou pela janela do barraco, viu nuvens e despediu-se da noite. Seus sonhos teriam luz para realizar-se. Olhando uma segunda vez, notou que o barraco voava e seus olhos se fecharam.

Meus olhos se abriram e comecei a me preparar para mais um dia de trabalho. Meu marido trouxe o café e os jornais, cuja principal manchete anunciava: BARRACO PEGA FOGO NA FAVELA...


                 Izaida Stela do Carmo Ornelas

sábado, 14 de abril de 2012

REBELDIA






Uma religião milenar
ou simplesmente coragem?

Na volta às raízes sou rebelde.
Quando vivo a árvore: rebeldia.
No presente intenso
uma engrenagem nova
é apenas original.
Então, rebeldia.
Não escrever o que me pedem nesse momento...
Por quê?
Quero este tempo;
porque sou este tempo.
Infeliz e dependente.
Dependo de algo que não é meu
para ser diferente.
Nem a própria diferença é minha.
Ela me faz.
Oro.
Aos operários cheios de graxa
e suas Marias com fome de frutos.
Continuo: sou rebelde.
Se não faço nada
de certa forma continuo: rebelde em relação
a meu dever de não-sei-o-quê,
sempre me acomodando.
Um dia me candidato.
Quero ser prefeito do Rio de Janeiro;
empreendo uma grande obra de pintar o Pão-de-açúcar
de preto:
K.PUNK.M.METAL.U2, etc.
Hoje, eleita pelos covardes,
minha chapa é o próprio sistema.
Muito rebelde e com horário fixo na rádio e na TV.
Se eu jogasse as jóias de minha mãe pela janela:
rebelde. Ou louca.
Detrás das grades grito profecias
ao mundo que passa lá fora.
Morro junto aos ratos.
Dão meu nome ao WALL STREET.
Compram ações de minha rebeldia
e a bolsa fecha em alta.

                                   Izaída Stela do Carmo Ornelas

domingo, 8 de abril de 2012

DEFINIÇÃO





Só,
na confusão dos espaços.
Salto
em viagem cadenciada,
em fração de semínima.
Me é permitido querer.

Os sons
como ondas oscilam,
se propagam,
me perturbam.
Ondas...
                        (Lá,
                         naquele montinho de terra
                         além do mar,
                         tem toda uma odisséia.)

Matéria
não dá sentido
às articulações da alma.
Combinações de vida ou morte;
e ambas em ritmo marcial.
Pelo real,
que não sei se é, se tem, se quer...

Voando
Com a propulsão do salto
do tiro de Ontem,
suicidando-se altruísta
e dando-se a Hoje.
Penso em matar Hoje.
Assassinar.
Um passional
por Amanhã .

Sim,
só.
Na noite não vejo as ondas
mas sinto as nuvens.

A ânsia de as manipular
me abre o teto
sobre a cabeça,
me ejeta
de encontro a um meteorito.

Acordo.
Os sons doem baixinho.
Tem um barquinho
indo de encontro ao montinho de terra
transpondo ondas...

Sou matéria
recheada de nuvens.
Um ser,
um mar.
Sou.
Sua.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Poesia


Poesia é uma ilha específica,
Rara. Só existe em um
Turb-ilha-ão.


Para acessar a página principal clique:
www.izaverbal.blogspot.com
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