quinta-feira, 24 de julho de 2014

NUVEM NEGRA







Nuvem negra é, para muitos, uma expressão amedrontadora. Afinal, nuvens negras escondem o sol com maior facilidade. Adia-se a luz do sol. Nos desenhos animados, elas sempre acompanham as pessoas de mau humor!
Personagens reais também se fazem acompanhar dessa atmosfera. Há alguns dias, uma amiga me confidenciou a dificuldade que teve em desempenhar seu trabalho. Chegou mesmo a pedir demissão, por causa de uma “nuvem” dessas. Sua alegria incomodava a chefia/nuvem, ao mesmo tempo em que o bom relacionamento entre ela e a clientela atendida eram sempre alvo de inveja e ciúmes. No entanto, ela percebia o quanto era importante receber as pessoas – principalmente as - doentes com otimismo, com prazer (ela trabalhava no atendimento à saúde). Fora do ambiente de trabalho, sentiu-se aliviada: foi vencida pelos raios e trovões que a nuvem lhe dirigia. Assim como acontece com o tempo meteorológico, procurou um outro lugar pra iluminar. E, com suas características pessoais, encontrou rapidinho! Quem saiu perdendo?...
O parente, o colega de trabalho, o conhecido, o chefe, o vizinho, enfim... o tipo “nuvem negra” faz com que o dia esteja sempre entristecido. É pesado, ameaçador, deprimente. Impede muito crescimento.
Como será que estamos nos apresentando para nossos semelhantes? Somos nuvens negras ou esculturas de sonho no céu? E como perdemos oportunidades de receber luz do outro, expulsando o sol de novas convivências, de novos aprendizados!
Mas não podemos nos esquecer de que as nuvens de chuva sempre são escuras. É nelas que se esconde o sustento das sementes. São oportunidades para o exercício de posturas importantes: paciência, empatia, discernimento. Depende da maneira que as entendermos.



Izaida Stela do Carmo Ornelas





domingo, 29 de junho de 2014

A VERDADE DE CADA UM




Estamos num tempo de muitas indagações. Vivemos e convivemos com perguntas e respostas. E nossas respostas são, em grande parte, omissas ou medíocres. Mas qual seriam as respostas eficientes para nosso crescimento (moral, socioeconômico, pleno)?
Geralmente fazemos as interações erradas, nas quais nossa verdade aparece em plenitude.
Quando ouvimos que “Fulano foi operado”, na maioria das vezes, indagamos “de quê?”, quando a pergunta correta seria “como ele está?”. Vivemos especulando a vida do outro ou procurando agregar valores anos mesmos e à sociedade em que atuamos?
Em simples contatos com os outros, cotidianamente, demonstramos o quanto somos ainda atrasados e, por outro lado, o quanto ainda podemos melhorar. Isso mesmo: PODEMOS melhorar, se QUISERMOS.
Suponhamos que eu estivesse capinando o meio-fio em frente a minha casa, passasse determinada autoridade e gracejasse, perguntando "você está trabalhando na Prefeitura?"... Seria uma ação correta essa autoridade perguntar-se como poderia fazer para evitar que uma pessoa de “segunda idade” tivesse esse trabalho, afinal, a obrigação de promover essa ação não é minha... Mas não me custa nada – e ainda me ajuda a gastar algumas calorias! Antes que as más línguas se adiantem, deixo claro que este foi só um exemplo, um fato que inventei para ilustrar a ideia.
O que fazemos com as informações que nos chegam? Futrica? Maledicência? Bases para melhoria? Lições? Depende do modo que ESCOLHERMOS.

Existe uma reflexão na internet que sintetiza o que estou aqui tentando explicar, ela fala em reagir como Jesus.


A verdade de cada um é, afinal, um pequeno pedaço da colcha de retalhos que é nossa comunidade.
Que seja da melhor qualidade possível.

Izaida Stela do Carmo Ornelas



domingo, 8 de junho de 2014

EM TUDO, UM PROPÓSITO





Acredito que tudo o que nos acontece tem um propósito divino. O problema é descobrirmos qual é esse objetivo! Estou há uma semana matutando...
Na sexta-feira, 30 de maio, pela manhã, fui ao pronto socorro municipal com o ouvido entupido. Sempre fui muito bem atendida lá. Entretanto, naquele dia, eram quase nove horas da manhã e o médico ainda não tinha chegado! Mas tinha testemunhas! Tinha gente esperando desde as sete horas. Inútil insistir. Na volta para casa, vejo que uma jovem havia se acidentado de moto, no morro do sabão. Me solidarizei: - Tadinha dela, se precisasse de atendimento!!!
Trabalhei o dia inteiro com aquele incômodo terrível (tenho que trabalhar pra cumprir minhas obrigações e pagar meus impostos!) e retornei ao PAM às sete da noite. Tinha médico, enfim! A história segue... Mas não sei ainda qual o propósito Divino, que lição o Mestre deseja que eu aprenda com isso!
Fui diagnosticada com infecção nos dois ouvidos, com prescrição de dois antibióticos fortes: amoxicilina 500 mg e otosynalar. Passei o sábado – meu aniversário – brindando remédios, cheia de esperanças de cura. Domingo, segunda e terça não me trouxeram nenhuma melhora. Surda, lerda, incomodada. Preocupada, busquei um especialista em Carangola, que me fez uma lavagem, retirou cerume e me deixou curada! Que alívio! Era cera! Alimentada por antibióticos!
Estou intrigada: - Será que é tão difícil assim diferenciar o que é lesão por infecção e o que é cerume? - Se sou uma porca e não lavo bem meus ouvidos, pode ser... Mas o certo é que sou uma palhaça, porque pago meus impostos em dia, tendo que me sujeitar a uma situação dessas! Infelizmente, não sou palhaça sozinha. A situação é grave e o povo sofre.
Caso a intenção lá do Alto seja a divulgação do acontecido, para que sejam tomadas providências por parte das autoridades cabíveis, aqui se cumpre.
Se, por outro lado, os responsáveis resolverem “lavar as mãos”, peço a Jesus que não me deixe nunca dizer “eu avisei!”, porque pode ser tarde demais. Pode custar uma vida!


Izaida Stela do Carmo Ornelas



segunda-feira, 26 de maio de 2014

DIVULGAR O BEM




O melhor compromisso que um veículo de comunicação pode assumir, junto à sociedade, é a divulgação do bem.
Estamos todos cansados de tanto sensacionalismo, de tanta irresponsabilidade, de tanta mesquinharia. A exploração da miséria humana – em todas as suas dimensões – tem que ter limites! Senão, ao invés de estimular a evolução, estaremos incentivando o retrocesso, nosso retorno aos tempos da justiça pelas próprias mãos, do olho por olho, da barbárie. Precisamos fazer a nossa parte.
Acredito que toda notícia deve obedecer ao princípio do Triplo Filtro, ensinado por Sócrates: Verdade, Bondade e Utilidade. Acabo me perguntando: - o que é notícia? É a narração de um fato ou a execração de uma pessoa?
Alguns tristes acontecimentos, inclusive em Divino, me fizeram lembrar dos Circos Romanos, quando pessoas se reuniam pra assistir a espetáculos de sangue e morte, pedindo sempre mais, entregando pessoas às feras. Até os dias de hoje, os integrantes da platéia não se dão conta que essas pessoas - culpadas ou inocentes, tanto faz - são filhas do mesmo Deus que dizem honrar. Vão às redes sociais para vociferar a crucificação, o linchamento moral, o escárnio... Gostaria que fossem às ações de caridade das igrejas com o mesmo fervor!
É este o resultado de nossa cultura maniqueísta, pela qual só existem dois lados – o bem e o mal - e duas interpretações: bom ou mau. Essa tendência de simplificar as coisas é uma forma bastante perigosa de analisar.
Um pouco mais além, é necessário que a gente se pergunte:
- Para que vai servir essa notícia?
Aí a coisa fica séria...
Se for servir para destruir, melhor que não seja divulgada. Essa é a opinião de Jesus: “infeliz do homem por quem o escândalo venha”. Precisamos parar com essa mania de pedir sangue!
Numa rodinha de amigos, chega a notícia de que a fulaninha passou no vestibular pra medicina, em primeiro lugar! Rende dois minutos de comentário, quando muito. Se, por outro lado, o assunto for a “pulada de cerca” da fulaninha, são tecidas duas horas de comentários, insinuações, curiosidades... Haja maldade pra sustentar nossas línguas e mentes sem Jesus! E não é fácil mudar essas coisas em nós, visto que ninguém é perfeito. Não é fácil, mas é possível.
Quando nos percebemos assim tão longe do Criador, percebemos também que há um longo caminho a percorrer. Por isso, precisamos começar agora. O planeta inteiro vai se beneficiar da faxina moral que fizermos em nós mesmos.


Izaida Stela do Carmo Ornelas


segunda-feira, 19 de maio de 2014

SILÊNCIO NO BLOG




Enquanto isso, meu corpo fala.
Problemas de saúde.
Psoríase, hipertensão, palpitações...
E a espiritualidade adverte: sintonize-se com o Bem, desacelere. Seja sua cura.
Há quase sete meses, tolerando um formigamento em metade da língua, durante as 24 horas do dia. Coisa de louco, travando a conversa, me fazendo falar esquisito...
Modere ainda mais a língua, é minha lição.
O punho machucado numa queda: modere a digitação... (rs)

Dilemas.
Decepções ético-políticas.
Parei até de visitar a Câmara, porque dói demais ver atos contra o povo, na casa do povo. Chega a ser depressivo.
Mais uma vez se apresenta a moral da história: aprenda que os outros têm o direito de serem o que quiserem. A prestação de contas tem a ver com o Pai. Não com você. Se não temem o Pai, paciência. Mas faça a sua parte.

Muito silêncio.
Como diz a música: “silêncio profundo, a menina dormiu...” E a Stela se foi.
A convivência está suspensa, adiada. A saudade toma seu lugar.
E os dias se sucedem... Até ontem.
Ouvindo o riso – o primeiro em muitos dias - da Gracinha, fiz uma prece em agradecimento a Jesus.
Só aí, um pouco, entendi: precisava aprender a agradecer.

Agradeço, primeiro, pela misericórdia de Jesus que permitiu esse riso. Depois, porque tenho pessoas a quem desejo o bem. E, finalmente, porque tenho o bem em minha alma.
Tenho Jesus, também.


Assim seja. Ou, se preferir, amém.


                Izaida Stela do Carmo Ornelas



segunda-feira, 31 de março de 2014

UM CACHORRO NUM MONTE DE PALHA...






Com esta expressão, minha avó costumava apelidar a pessoa que não faz nada e nem deixa que os outros façam. Afinal, o cachorro deitado no monte de palha faz um barulho danado, não dorme e nem deixa ninguém dormir!
Assim acontece com o (des)governo e seu aparato legal. A personificação de um cachorro, deitado num monte de palha, noite adentro, é perfeita! Ele não fornece ocupação decente pra crianças e adolescentes, e ainda impede que a sociedade preencha essa lacuna. É o que está acontecendo na questão da Guarda Mirim! 
Andei pensando até que são os traficantes que denunciam e tentam atrapalhar a coisa, visto que seus lucros ficam prejudicados. Se fosse pra implantar uma fábrica de cigarros ou mesmo um alambique de cachaça seria mais fácil! Triste constatação. Foi-se a Guarda Mirim de Carangola e o que o governo vai fazer em contrapartida? Ficou uma espécie de "buraco", que a sociedade não pode tapar porque a Lei não permite. O que é politicamente correto é moralmente correto? Precisamos nos mobilizar, a começar por pensar, por analisar os fatos de forma coerente. Ninguém é a favor de que se abuse do trabalho infantil, mas que se cerque de tanta exigência burocrática é, no mínimo, excesso de zêlo...
Infelizmente isso acontece não só no caso da Guarda Mirim, mas na maioria das ações que a sociedade se propõe a resolver por si. Quanta burocracia, quantos obstáculos, quanta dificuldade! Tem sempre alguém pra entravar, tem sempre uma lei de mil novecentos e antigamente... Como a lei que impede os presos de cumprirem trabalhos forçados, por exemplo. Ela foi criada para que se impedisse que os presos políticos virassem força de trabalho e agora não se pode obrigar o preso a ganhar e prover seu próprio sustento! Enquanto o Legislativo se exime, os funcionários do executivo e judiciário têm que cumprir essas linhas estapafúrdias! Sobram a culpa e a má fama para os juízes e promotores!
Nossos legisladores abrem precedentes sem qualquer preocupação com as consequências... Tudo tem que ter aparência politicamente correta, nos mínimos detalhes. Quando a “patrulha do politicamente correto” sai por aí procurando picuinhas, coitado do povo! Tem sempre um documento que falta, um deslize, uma imperfeição. Quem é perfeito? Quem não tem lá o seu rabinho preso com alguma coisa? Exceto Jesus, eu duvido que haja! E assim nossa hipocrisia toma forma de “proteção”. Deus me livre! Deus nos ajude! Desta maneira somos multados, perseguidos, maltratados, sem que nossas reais intenções sejam levadas em conta! 
Aos que ficam pregando obediência cega, aos que ditam regras estapafúrdias, gosto sempre de lembrar: ESCRAVIDÃO TAMBÉM ERA UMA LEI!!! E amparo MORAL à criança é OBRIGAÇÃO do Estado. Mas a sociedade e o Estado entendem amparo de forma totalmente diferente. Acredito que o Estado impede que a sociedade sequer sonhe com dias melhores.
Resta o pesadelo!


Izaida Stela do Carmo Ornelas

quarta-feira, 5 de março de 2014

DO POVO? PELO POVO?






Realmente confesso que não entendo essa tal “democracia”!
Por maioria, os vereadores de Divino – exceto Elias, Euzilene e Ronaldo - aprovaram o orçamento de R$146.000,00 (CENTO E QUARENTA E SEIS MIL REAIS) para uma AMPLIAÇÃO do imóvel onde funciona a Câmara, na reunião de 18/02.
Como nossa cidade precisa com urgência de outros projetos de maior relevância, muita gente se indignou nas redes sociais, inclusive eu. Durante as conversas no Facebook, meu filho Mário Ornelas foi convidado a assistir a próxima reunião legislativa, convite prontamente aceito com o objetivo de pedir que os vereadores reconsiderassem. Em suma, nesta quinta, 20/02, fomos à reunião extraordinária da Câmara Municipal de Divino. Tristemente soubemos na ocasião que a questão era irrevogável... Será esta mais uma falácia divinense (porque muitas conhecemos)? Cabe aos curadores do Ministério Público o esclarecimento.
Mário, inclusive, escreveu um texto para ser lido em plenário, mas não pôde se manifestar, porque o regimento da casa exige que as pessoas se inscrevam com três dias de antecedência para ter direito à palavra... Uma coisa que – a meu ver - não é muito democrática! Quem pode prever o futuro? Mas Divino tem sido assim mesmo... O que não quer dizer que a gente tenha de se conformar com essas convenções antiquadas! Será que algum vereador será capaz de mudar esse regimento retrógrado???
Fomos lá em pequeno grupo, sem máscaras, sem faixas ou bandeiras, em clima de família (em companhia do primo Rafael e da tia Genilda), com a postura amiga, com o ideal de paz, de esclarecer. Tendo a pretensão de cobrar, mas também de ouvir. Acredito mesmo que a contenção do muro e a adequação do local ao laudo do Corpo de Bombeiros (ao qual não tivemos acesso) são pertinentes, mas continuo achando que ir além disso é uma afronta, um verdadeiro TAPA NA CARA do contribuinte que muitas vezes deixa de pintar sua própria casa para manter seus impostos em dia!!!
Como já elogiei a postura da Câmara em meu blog, quando os dois grupos políticos se uniram para pedir melhorias na segurança do município, me senti na OBRIGAÇÃO de participar. Ainda mais porque, quando as tentativas de incrementar a segurança mostraram-se infrutíferas, meu elogio foi motivo de chacota, num episódio desprezível! Afinal, quem me conhece sabe que minha história é diferente... Prefiro acreditar no bem. E meu elogio é sinônimo de RESPONSABILIDADE!
Fiquei muito feliz quando percebi que alguns deles se mostraram reticentes, mesmo arrependidos pelo apoio dado ao projeto. A cobrança dos eleitores foi – e continua sendo – o motivo dessa pontinha de remorso. As diversas pessoas que pararam seus vereadores e disseram o quanto ficaram indignadas têm todo o meu respeito! Fizeram a DIFERENÇA.  Se a votação fosse hoje, acredito que teria outro resultado! Percebi que existe ESPERANÇA, graças!
Gostaria MUITO de continuar elogiando a Câmara... Mas, para que eu elogie, existe a prerrogativa do merecimento! Quando merecerem, o terão. Elogio é mérito, o que agora não é cabível!
O povo está magoado. Pessoas de bem estão se sentindo lesadas!
Que haja necessidade de reforma, de cumprimento de regras de segurança, tudo bem... Mas necessidade é bem diferente de VAIDADE!
Ao início da sessão, uma oração cristã muito me intrigou. Foi proferida a oração da sabedoria, linda mensagem que é atribuída aos amigos Alcoólicos Anônimos. O texto fala sobre coisas que podemos e que não podemos mudar... Enquanto o eleitor fica ali, meio abobado, pensando em seu título eleitoral guardado na carteira, fiquei curiosa: o que será que JESUS faria, se estivesse hoje, em Divino, com R$146 MIL em suas mãos?
Espero resposta para minhas orações!

Izaida Stela do Carmo Ornelas





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