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domingo, 28 de fevereiro de 2016

UM DOMINGO PRA TODA VIDA







Num domingo como hoje, eu estava na janela, quando passou um senhor evangélico negro, vestido de terno e gravata, com sua Bíblia debaixo do braço. Escondida pela veneziana, gritei:
- Ô urubu-rei!
Certa da impunidade, repeti covardemente:
- Ô urubu-rei!
Foi quando senti uma pressão nos ombros... Meu pai estava ali, bem atrás de mim...
Ele não me bateu, embora seu rosto expressasse tanta coisa que justificaria até a violência: tristeza, vergonha, decepção, repulsa... Ele me deu uma surra moral, quando, simplesmente, me levou até a cozinha e explicou o significado da palavra BLASFÊMIA. Ele começou dizendo que a pior blasfêmia é a falta de respeito para com o irmão!
Hoje o Google define: “palavra, expressão ou afirmação que insulta ou ofende o que é considerado digno de respeito ou reverência”.
O que é mais digno de respeito que um pai, uma mãe, um irmão? Quantos blasfemam contra os irmãos! Quantos semeiam a discórdia, o preconceito, a injúria! Eu estava entre eles! Não tinha aprendido a respeitar. Aquele senhor era, com certeza, uma pessoa muito melhor do que eu. E eu, na ignorância de meus oito ou nove anos, achava que era superior... Ledo engano!
Quando conheci a doutrina evangélica, professada por aquele senhor, entendi que eles tinham mesmo muitas razões para protestar! Através do estudo da História, analisando a Inquisição, entre outros fatos, passei a ver que os próprios homens deseducam os homens; que Jesus é sempre jogado de lá para cá, conforme interesses pessoais e institucionais. Mas que a maioria dos “pecados” reside na ignorância. E só tem autoridade para julgar, Aquele que tudo conhece, que tudo sabe! Quem somos nós? Quem somos nós, afinal? Santos? Demônios? Acredito que somos Filhos e Irmãos! Só o Pai reconhece!
Quando xinguei aquele senhor, manchei a mim mesma! Quando alguém injuria outrem, tenho certeza de que acontece o mesmo! Blasfêmias deixam marcas nos lábios de quem as profere. Marcas que só o amor e o entendimento podem apagar. Perdão...
Meu pai, naquele domingo, me deu formação e daí eu parti em busca de informação!
Agradeço a ele por esse dia! Não tenho, por isso, a índole leviana de comentar o que não conheço! Gratidão eterna, como ensinam os amigos!
Mais uma lição, do mesmo dia:
Muito sábio, aquele senhor - negro e evangélico - sequer olhou pra trás! Deixou-me ali, com minha insignificância...


Em tempo, a Lei: a Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões. Ninguém pode ser discriminado em razão de credo religioso. O crime de discriminação religiosa é inafiançável (o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade) e imprescritível (o acusado pode ser punido a qualquer tempo). A pena prevista é a prisão por um a três anos e multa. 


 Izaída Stela do Carmo Ornelas



terça-feira, 4 de agosto de 2015

MUÇULMANO








Eu conheço um muçulmano.
E não faz nenhuma diferença... Ou melhor, não deveria fazer... Não deveria ser “pitoresco” o fato de se conhecer um ser humano. Mas a história da humanidade é assim mesmo. Alguns séculos atrás era notável quando algum branco afirmava conhecer um negro ou um índio “pele vermelha”, como se fosse algum animal exótico. Jesus! Continuamos agindo da mesma forma ridícula, tomados por modos “modernos”!
Faz diferença o fato de haver conhecido um humano sensível, digno, preocupado com o próximo! Conheço um humano.
Humano.
Por ser espírita, já me “acostumei” a ser vista com preconceito e a ter minha personalidade estereotipada por aí (kkkkkkk). Infelizmente, para quem age assim. Mas, por outro lado, já aprendi pelo menos a tentar não usar o preconceito para lidar com outros seres humanos, desde que tenham bom caráter.
Para quem não conhece ainda um muçulmano (sic), vale uma pesquisa no site da religião dele: www.sufinaqsh.com . Depois, repensar a sua opinião. 
A minha é: Ninguém conhece ninguém.


Izaída Stela do Carmo Ornelas



PS. - Este mesmo texto pode ser lido novamente, substituindo-se a palavra muçulmano  por outra que seu preconceito ditar: gay, prostituta, aborígene, etc. etc. etc.





domingo, 22 de março de 2015

APRENDENDO SEMPRE




            



Nos últimos meses, estive presente em velórios de amigos e parentes. No meio da comoção geral, comecei a observar o sentimento, a dor, a morte. Perguntei o que é que poderia aprender disso tudo...
Quando percebi a sinceridade em cada olhar triste, em cada abraço, entendi: é preciso fazer diferença na vida das pessoas. Presenciei a despedida – temporária – entre pessoas que tinham entre si amizade, carinho, afeto, solidariedade. Consolador. Gostaria que meu velório fosse assim: com meus irmãos verdadeiros, de vida, mesmo que poucos.
Por intuição providencial, lembrei-me das pessoas que não terão este capítulo bonito em suas histórias. Sim. Quem nunca ouviu um “já vai tarde!” ou mesmo um “vou soltar foguete!” quando o falecimento de alguém é anunciado. Credo! Será que me enquadro nesse conjunto? Melhor colecionar amigos do que criar inimigos.
Aprendi num livro de Chico Xavier, emprestado pelo Gésus, meu companheiro de trabalho, a seguinte estória: “Um rei mandou que seu filho reunisse soldados e deu a ele mantimentos e riqueza, para que ele destruísse todos os inimigos do trono. Ao retornar ao palácio, o filho do rei tinha feito Justiça em todas as províncias do reino, distribuído os mantimentos, beneficiado as comunidades com o trabalho dos soldados. Havia selado a paz em todos os lugares. Não havia destruído os inimigos, transformou-os em amigos.” Guardei com carinho o ensinamento.
Este conhecimento foi repartido com uma amiga, que estava incomodada pelo som alto de seu vizinho. Contei a estória. Aconselhei-a a torná-lo amigo, a conversar e esclarecer, pois o conheço bem e sei tratar-se de boa pessoa. O problema foi resolvido. Aposto que até os outros vizinhos, beneficiados pelo som mais baixo, ficaram mais felizes!
Assim, decidi escrever esta crônica para pedir aos leitores destas linhas que tirem um pouquinho do seu tempo para fazer uma prece em favor destas pessoas que semeiam a maldade, a maledicência. Quando aparece aquele irmãozinho do mal na TV, quando cruzamos pelo notório antipático na rua, vamos fazer uma prece para que os corações destas pessoas se abram para o bem. Quem sabe nossas preces serão atendidas?

Izaida Stela do Carmo Ornelas





domingo, 17 de agosto de 2014

A PROSPERIDADE DE JESUS




O vivente mais próspero que já habitou no planeta Terra foi Jesus de Nazaré.
Não teve propriedades; era dono de si. Existe maior tesouro? Teve Seu nome difundido por causa das suas ações e não pelo seu dinheiro. Existe melhor motivo?
E o Seu reino não era deste mundo. Porque este mundo é apenas um átomo do Seu domínio.
Dizia não ter onde recostar a cabeça, mas o sono justo que dormia o permitia descansar sem remorsos. Quantos milionários podem se dar a esse luxo?
Depositava seu tesouro espiritual nas mãos do Pai. Não se sujeitava ao mercado. Dava de graça tudo o que recebia pela Graça. Dividendos de sabedoria, luz, paz... Sem preço.
A riqueza de Jesus é fonte inesgotável. Porque Jesus não se vendia.
Ele nutria os espíritos de todos que tivessem boa vontade. Alimentava com o pão da verdade. Libertava os homens do vazio material. E ainda continua a nutrir, alimentar e libertar!
Não existe prosperidade maior. Porque, em resumo, a maior prosperidade é o amor: o melhor e maior patrimônio.

Izaida Stela do Carmo Ornelas







sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

MUITAS PELES





Há alguns dias, uma amiga revoltou-se com o comportamento de uma pessoa e foi logo enquadrando: “Lobo em pele de cordeiro.”
Fiquei pensando o quanto somos todos lobos... E como a verdade é passível de reversão! Se o cordeiro existe, ele está bem escondido. Assim, a parte de nós que mais aparece é a face do lobo! Basta que achem o fecho de nossa fantasia – o calcanhar de Aquiles – e lá se vai a fera solta, o lobo feroz se lançar contra o outro!
Aparece, porque o lobo também é necessário para nossa evolução.
Quem nunca perdeu a paciência, o equilíbrio, a sensatez??? Até o Mestre se investiu de indignação para expulsar os mercadores, vendilhões do templo! Dois mil anos depois, comprovamos e ainda não aprendemos que esse tipo de reação não funciona, visto o modo como os vendilhões se multiplicam, incessantemente, desde então.
Aliás, a religião por si não pode garantir qualidade e nem perfeição. Mas podemos perceber que existe dentro da religião uma pessoa tentando se melhorar: uma pessoa que erra, mais do que acerta, ainda muito longe da perfeição que sonhamos nela.
Quando Jesus nos convidou à perfeição, o disse: “Sede perfeitos como nosso Pai o é.” Comecei a aprender que a humildade é a porteira da estrada da perfeição. Porque Ele poderia ter dito: “Sede perfeitos como Eu o sou”, mas não o disse. Esta foi mais uma das lições do Mestre.
Eu erro, tu erras... Mas o verbo errar tem que ser, aos poucos, substituído. Meu verbo preferido é: Eu aprendo, tu aprendes...
Com um longo caminho a percorrer.



Izaída Stela do Carmo Ornelas



domingo, 24 de fevereiro de 2013

O DIREITO DE NÃO REAGIR







A lei de ação e reação pertence à Física. Isso não quer dizer que seja uma obrigação, uma lei do relacionamento humano.
Quando aquela pessoa te insulta... Quando falam mal de você ou de um filho seu... Quando estoura a paciência, quando é a gota d’água ou chegou o fim da picada...
E uma voz, lá no fundo, te pergunta:
- Vai deixar barato?
O que você responde?
Difícil?
Pois saiba que é seu direito silenciar. É seu direito ser, assim, mais forte do que seu agressor.
É nosso direito exercitar o silêncio.
E não se trata de falta de humildade: é nosso direito mostrar o quanto do Cristo habita em nós.
Ter autocontrole é para poucos. E é uma decisão inteligente. Não revidar é não aumentar o mal, não dobrar a energia negativa no ar.
Trata-se do primeiro passo rumo ao perdão. Isso mesmo, aquele mesmo perdão que Jesus mandou exercitar setenta vezes sete vezes! E o quanto estamos longe disso!
Além do direito de não reagir, é seu o direito de manter sua alma em paz. A faxina que faz o perdão é também um direito, conquistado a duras penas: o esquecimento de si mesmo, a superação do orgulho e do egoísmo.
Devemos estar sempre tentando promover esse bem.
Não digo que não seja necessário esclarecer os fatos, botar em pratos limpos, essas coisas que libertam, porque a verdade liberta. Afinal, disciplina também é caridade. Ou seja, ensinar alguma coisa a esses irmãos maledicentes, com paciência e misericórdia, é cumprir as determinações do Mestre.
Um bom começo é ensinar pelo nosso próprio exemplo.

Izaida 

terça-feira, 27 de março de 2012

MENSAGENS MEDIÚNICAS





O que mais chama a atenção das pessoas acerca do Espiritismo são as comunicações com os espíritos desencarnados – as mensagens mediúnicas. O assunto é vasto e aqui colocamos algumas das questões básicas para o seu entendimento.

 O que são?

São as diversas manifestações de espíritos desencarnados, com objetivo de comunicar-se com os que ainda se encontram no corpo físico.
Chico Xavier muito bem divulgou essa parte científica da Doutrina, oferecendo consolação a muitos que julgavam perdidos seus entes queridos... A esperança que ele plantou nos corações de todos os que o acompanharam nas reuniões do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, se espalhou pelo Brasil e pelo mundo.

 Como podem acontecer?

As formas são as mais variadas possíveis, embora a que mais se conheça seja a psicografia – a escrita. Também há mensagens transmitidas através da fala, da audição, da visão, dos sonhos, da pintura, da música, etc.
Allan Kardec escreveu um tratado acerca da comunicação com o mundo invisível chamado “O Livro dos Médiuns”, em 1861; nele encontramos informações completas e precisas.

 Quais os objetivos dessas comunicações?

São três os objetivos principais: esclarecimento, instrução e orientação aos homens; socorro a espíritos em sofrimento e contribuição para o aprimoramento moral do médium.
Santo Agostinho escreve em suas Confissões, depois da morte de sua mãe, Santa Mônica: “Estou convencido de que minha mãe me virá visitar e dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura.

Sob quais condições acontecem as mensagens?

A primeira é a permissão do Criador, sem a qual nada pode ser ou existir. Em seguida temos as seguintes condições: necessidade e merecimento. Não é só por querer, por exemplo, que alguém vai receber uma mensagem – tem que merecer ou haver a necessidade dessa comunicação.

 Como saber se uma mensagem é verdadeira?

Como em qualquer outro questionamento de nossas vidas, devemos utilizar os ensinamentos de Jesus para analisar a mensagem. Dois procedimentos bastam. Em primeiro lugar, Ele recomendou “daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”. Chico Xavier jamais cobrou por nenhuma dos milhares de cartas que psicografou. Em segundo lugar, quanto ao conteúdo, não pode conter nada que vá contra os dois mandamentos “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, visto que não é permitida a transgressão dos mesmos.
 A segunda maior curiosidade – e medo – das pessoas no que diz respeito ao Espiritismo trata das aparições de espíritos desencarnados. Um relato jornalístico desse fenômeno encontramos no Evangelho de Mateus, capítulo XVII – A Transfiguração. Moisés e Elias se materializam a ponto de Pedro sugerir ao Mestre a construção de tendas para que eles pernoitem.
Por quê o medo? Depois de mais de vinte séculos, já nos devíamos ter acostumado... Entretanto, Kardec nos ensina que é preferível negar cem vezes uma verdade do que aceitar uma mentira. Para entender melhor, observe: esse fenômeno obedece aos mesmos objetivos e às mesmas condições das comunicações e para saber se são verdadeiros – ou “do bem” - utilizamos os mesmos questionamentos básicos.
Orando e vigiando, com fé e caridade, o mal não terá a permissão para se aproximar. Exceto em caso de necessidade sua, para que você aprenda com ele.
Estejamos com Deus.




domingo, 13 de março de 2011

SANTA PICUINHA!





As picuinhas continuam.


Infelizmente.

O piso da Matriz foi destruído. Ao lado da notícia, as pessoas se preparam para exercer o que pode haver de pior nelas: sua arrogância e sua ignorância.

Não vou comentar a atitude do padre, porque já me sinto exausta de tanta especulação. Como já comentei no site do jornal Impacto, gostaria mesmo de saber o que é que Jesus achou disso...

Meu primeiro pensamento, quando vi as fotos do piso quebrado, foi imaginar o amigo Padre Jaime Moratinos entrando naquela Igreja toda quebrada... Ele que era conhecido por pilotar sua rural velha e falar com sotaque espanhol carregado... Ele que cultivava diversos vasos de plantas pra enfeitar a Igreja no casamento de pessoas que não tinham como contratar serviços de decoração... Ele que, já em Sepetiba, saía pela praia “arrecadando” vasilhas utilizadas em despachos de macumba, lavava, vendia no bazar e distribuia o dinheiro aos pobres...

Saudades de um tempo sem tantas picuinhas. Saudades de Padre Levy, sempre bonachão, de Padre Moreira e sua empatia com os jovens. Passado. Esse tempo “não volta mais”.

Mas ainda tem muita gente de atitude povoando nosso presente, sonhando e construindo um futuro mais solidário. Mesmo que a duras penas.

Nesse sentido, vou cumprimentar mulheres corajosas: Andréia Medeiros, que está cumprindo com louvor sua função de defensora do patrimônio histórico; Zilda Amélia Rocha, cuja família está inserida no coração e na história de Divino há muito; Dra. Jaqueliny, que não se omitiu na promoção do esclarecimento. Meninas, o nome – corajoso - de vocês fará orgulho em seus netos!

Triste foi saber que as duas primeiras vêm sendo execradas por algumas pessoas da comunidade. Que coisa feia! Pior ainda que as pessoas que as condenam são as mesmas que não se condenam... Têm suas dívidas ocultas e seus interesses escusos muito bem dissimulados. Talvez pensem alguma coisa com alguma clareza, mas para essas pessoas é mais fácil não pensar, não ter opinião e sair por aí apontando o dedo...

Por que não fazem o mesmo com a promotora? Por que não a procuram, como fazem com as outras? Porque é mais fácil atacar quem não tem defesas. Ô povo covarde! Se o caso se desse com um pastor, será que se portariam e que agiriam da mesma maneira???

Ah! Com esse tipo de gente aprendemos que são vários pesos e várias medidas. Que se assumam! Que parem de agredir!

De resto, vamos deixar de lado a hipocrisia!

Deus é único, embora se expresse em formas e nomes diversos. Pessoas são pessoas. Ponto. Quando um padre (pastor, monge, etc) excede o limite de velocidade, ele é multado, como qualquer outro cidadão. O que quero dizer é que ele, na esfera jurídica, é um cidadão como todos: paga impostos, multas, responde por direitos e deveres comuns. No âmbito espiritual, marcado pela grande responsabilidade que ele carrega, ele é tão filho de Deus como todos: nosso irmão, assim como Jesus. Não vejo, assim, sensacionalismo em convidar um representante religioso a depor. No caso de Divino, não acredito que nenhum policial tenha agido com falta de respeito. Na verdade, a polícia está cumprindo seu papel, executando ordens previstas em um código, em uma Constituição.

Exercício de opinião e de dever – dentro dos ditames do respeito – é pleno direito de todos. Não a agressão. Não a futrica. Não a intriga.

Felizmente, nem tudo é sordidez. Tem muita gente mostrando que o exercício democrático da opinião é prazeroso, é um diálogo produtivo, aberto ao outro. Me orgulha ver pessoas expressando opiniões diversas de forma respeitosa. Tanto contra, quanto a favor. Parabéns a quem mostra sua face e seu apoio ao padre: Deceles, Luzia, Laura, entre outras. Aliás, senti falta de comentários, nos sites dos jornais, dos padres divinenses e também dos que já atuaram aqui...

Que Deus ilumine a todos os que se escondem atrás de pseudônimos, de iniciais, de codinomes medievais. Porque esses se escondem de si mesmos, afinal.



Izaída Stela do Carmo Ornelas

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DEUS




Entendo as pessoas de diferentes religiõess como sendo crianças nas diversas janelas de um prédio de apartamentos, observando um parque de diversões.
Cada uma delas afirma que o seu ponto de vista é o melhor... É o que me vem em mente quando penso no que Jesus disse: "Na casa de meu Pai há muitas moradas".
Um só Deus e tantas religiões!
Deus habita a maioria delas, todas onde Lhe é permitido entrar. Onde lhe é permitido "descer do ônibus". Aliás, uma guerra de cunho relifgioso já foi suspensa por causa de Pelé, que desceu do ônibus.
Infelizmente, quantas famílias entram em guerra... Quanto desamor é gerado...
Pessoalmente, não gosto da palavra religião. A etimologia da palavra pressupõe uma ideia de religação entre Deus e os homens. Ora, para se religar é preciso estar desligado! Não concordo. Não aceito a ideia de ter estado em algum momento desligada de meu Criador. Mesmo que os meus atos tenham sido os mais sórdidos, Ele não se desligou de mim.
E se a acepção etimológica for adotada para a análise, pior. Jesus exige que, antes de se ligar a Ele, é preciso estar em sintonia com meu próximo... Não existe, assim, uma verdadeira religião que exclua meu próximo.
Somos todos irmãos, tecidos no mesmo DNA da espiritualidade.
Sob qualquer denominação, o BEM é o código.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

UM DIA NA CASA ESPÍRITA


“Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei.” (S. MATEUS, cap. XVIII, v. 20.)



Muitas pessoas têm vontade de saber o que se passa em uma reunião espírita. Em atenção a elas, nos propusemos a relatar aqui a rotina de uma de nossas reuniões, com honestidade e clareza – características de um texto jornalístico. Para que o leitor possa melhor compreender, faremos isso sob dois pontos de vista - o materialista e o espiritualista – que permitirão o didático recurso da comparação.



NARRATIVA MATERIALISTA

É segunda-feira. Um componente do grupo espírita se ocupa em limpar o salão, organizar os livros, filtrar a água e deixar pronto o ambiente físico para os estudos da noite.

Mais tarde, na mesma sala simples, às sete e quinze da noite, vemos uma mesa preparada para estudos do Evangelho. No cômodo ao lado, uma biblioteca oferece centenas de títulos de livros para venda, empréstimo e consultas. As pessoas vão chegando: algumas são freqüentadoras assíduas e adeptas do espiritismo; outras são visitantes e convidados, que se interessaram em conhecer a doutrina kardecista; outras ainda vêm por pura curiosidade acerca do desconhecido. São todos bem-vindos.

Música suave convida à meditação. Sobre a mesa, uma jarra com água, exemplares do Evangelho Segundo o Espiritismo e um livro de preces, onde são escritos os nomes das pessoas para as quais solicitamos uma atenção especial da espiritualidade. Como numa grande equipe com o objetivo de executar trabalhos escolares, todos se sentam à mesa e recebem um Evangelho.

Às sete e meia, uma prece inicial é feita pelo dirigente da reunião. Nessa prece pede-se licença a Deus para o começo dos trabalhos de estudo, em nome de Jesus. Alguém abre o Evangelho ‘ao acaso’ e lê o trecho que foi selecionado pela espiritualidade. O motivo da reunião é Jesus. Ali o diálogo respeita sempre a ética do Cristo, levando-se em consideração o que Ele faria em determinada circunstância. Todos participam com idéias, perguntas e experiências partilhadas. Os temas são variados: amar os inimigos, a necessidade da caridade, o emprego do dinheiro, a conduta, a fé religiosa, por exemplo.

Entretanto, o maior tema proposto por Ele é a nossa Reforma Íntima. É a partir da modificação de nós mesmos, tendo como modelo a vida d’Ele, que conseguiremos a melhoria do mundo. Começando com o que temos à mão, ou seja, nós mesmos, podemos desenvolver nossas qualidades e procurar um jeito melhor – e mais honesto - de lidar com nossos defeitos. É a verdadeira construção de nossa dignidade, a partir da desconstrução de nossos preconceitos e de nossa ignorância acerca de nós mesmos e, conseqüentemente, do mundo. Como o velho filósofo ensinava: uma educação de dentro para fora.

Oito e quinze. Intuitivamente, o dirigente solicita a um dos presentes que abra, ‘ao acaso’, e leia um capítulo de um livro de mensagens. O comentário final da espiritualidade sempre “fecha com chave de ouro” (licença para uso do chavão) o assunto em pauta, concluindo e convidando a novas considerações.

Uma prece encerra o estudo, pedindo a fluidificação da água que será distribuída aos presentes, agradecendo a oportunidade de conhecimento e o auxílio precioso dos benfeitores espirituais presentes. A água magnetizada pelas energias do estudo é distribuída a todos. Está finalizada a reunião, que costumamos chamar de ‘bate-papo com Jesus’.

A Casa Espírita estará aberta novamente para a próxima reunião.



NARRATIVA ESPIRITUALISTA

É segunda-feira. Durante todo o dia os mentores da Casa Espírita estão envolvidos com muito trabalho. Como anjos da guarda, eles cuidam do ambiente espiritual correspondente ao ambiente material e também de cada uma das pessoas que pretendem comparecer à reunião da noite. Problemas e cuidados ocupam o tempo, que passa depressa.

São sete e quinze da noite. Numa dimensão paralela à sala simples, vemos uma mesa preparada para estudos do Evangelho. A construção espiritual não é muito diferente da casa material que vemos. As pessoas também vão chegando: são desencarnados com toda a sorte de problemas, alguns acreditando-se ainda vivos, outros precisando de ajuda, de conselho, de energia, enfim, todos em busca de Amor. São todos bem-vindos.

Música suave convida à meditação. Às sete e meia, uma prece inicial é feita pelo dirigente da reunião, sob as bênçãos do Cristo. Alguém abre o Evangelho, conforme determinação dos mentores da Casa - ditada por intuição - e lê o trecho selecionado. O motivo da reunião é Jesus. Ele quer que todos recebam Sua Justiça, Seus ensinamentos, Sua mensagem.

Os ouvintes são variados: suicidas, assassinos, senhores de escravos, ladrões, hipócritas, enganadores, todos nossos irmãos. Todos feitos à imagem e semelhança de nosso Pai, como nós. Eles se sentem reconfortados na atmosfera de amor, de solidariedade e de busca de conhecimento que encontram. É mais uma lição de doação que aprendemos: nossas energias auxiliam no tratamento desses irmãos em dificuldades, como se a Casa fosse um pronto-socorro que os prepara para o atendimento num hospital especial.

Oito e quinze. O comentário final da espiritualidade é escolhido de modo a concluir o assunto e solucionar dúvidas que não tenham sido expressas verbalmente. Ao desencarnados são atendidos. Enquanto isso, uma equipe de benfeitores trata de avaliar o estado físico-espiritual de cada componente encarnado da mesa, a fim de colocar na água os elementos específicos necessários à saúde e ao equilíbrio do corpo e da mente.

Uma prece encerra o estudo, agradecendo ao Pai a oportunidade de aprender e servir. Bênçãos se expandem em busca das pessoas do livro de preces; dos presentes, de seus familiares, amigos e inimigos; dos necessitados encarnados e desencarnados que a espiritualidade houver - por necessidade ou merecimento - atender.

A Casa Espírita acolherá nova reunião.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O EMAIL





Recebi um correio diferente, que prometia o recebimento de uma boa notícia com hora marcada.
Bastava fazer a prece sugerida, enviar a alguém, etc. etc. etc.
Não enviei a ninguém, confesso. Mas guardei a "figurinha", que achei simpaticíssima!
E não é que recebi mesmo a mensagem!!!
Repassei prontamente, pensando em beneficiar mais gente.
Soube que funcionou com algumas pessoas e fiquei convencida:



Pensamentos positivos constroem momentos, notícias, bênçãos...


Assim sendo, "a melhor maneira de melhorar o padrão de vida está em melhorar o padrão de pensamento." É o que disse
U.S. Andersen

Entenda-se “padrão de vida” por qualquer aspecto: moral, espiritual, mesmo financeiro. Pessoas que pensam o bem, atraem o bem. É consenso.

É o pensamento que constrói a aura da pessoa. Pensar o bem é como tomar um banho perfumado. A alma necessita dessa “limpeza” e é esse cuidado que impede a proliferação de doenças como a depressão.

Pensamentos e palavras são escolhas possíveis. Escolher boas palavras, bons sentimentos é o primeiro passo para uma construção que vai além do espiritual e que invade o mundo físico. Através do pensamento, tudo o que é positivo ou negativo transcende o mundo das idéias, enquanto energia, e se plasma no mundo físico.

Bons pensamentos se cristalizam em bons sentimentos, que fluem por palavras e ações evoluídas, éticas e extremamente agradáveis.
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