sábado, 12 de outubro de 2013

FINAL FELIZ



É tudo o que nós divinenses desejamos...
O escritor William Shakespeare já se perguntava: se a rosa tivesse outro nome, teria outro perfume? A questão da escolha do nome “Pedro Ventura” para a nova escola já rendeu! Declarei no facebook minha opção por pensar, analisar e ponderar muito, antes de emitir qualquer opinião. Pronto. Aqui vai, de coração.
Pra quem não conheceu, Sr. Pedro Ventura foi um cidadão muito digno, agricultor, pequeno produtor rural. Todos os sábados ele trazia para a cidade, em sua charrete, frangos, bananas, ovos. Minha mãe sempre o aguardava com suas encomendas. Muito justo que as crianças tenham no nome de sua nova escola um bom exemplo pra suas vidas!
Continuando o raciocínio, a homenagem ao vereador Tercício Vitelbo Givisiez, que tanto se esforçou para que a juventude divinense não tivesse que buscar instrução em outras cidades, deve continuar! Nossas crianças têm que aprender também o sentido da gratidão!
Por conseguinte, que tal se o atual prédio da escola se transformasse em uma Escola de Vida? Seria um lugar em que se agregasse valor maior ao sentido da educação!
Tenho visto a ENORME necessidade de nossos jovens em ter-se um lazer sadio. Estão com poucas alternativas de ocupação de tempo livre, o que consiste num RISCO MORAL muito grande. Embora a maioria dos pais tenha essa IMENSA preocupação, a pequenez de alguns ainda teima em dificultar o acesso de nossos adolescentes ao trabalho, denegrindo o ideal da Guarda Mirim e mesmo denunciando – covardemente - ao Conselho Tutelar a ação de pais que compartilham conosco a idéia de educar pelo trabalho digno. Assim sendo, é muito importante que possamos contar com um “contra-ataque” eficiente: se o menor não pode trabalhar, que ao menos seja garantido a ele o direito a uma brincadeira segura, em todos os sentidos.
Recentemente, a equipe de Taekwondo de Divino recebeu mais de vinte medalhas de ouro, em torneio regional! Parabéns a todos! Pergunto: será que algum desses atletas trocaria sua medalha pela droga oferecida por um traficante? Eis nossa oportunidade!!!
Chego a uma conclusão: a melhor homenagem ao ilustre vereador seria a criação de um Centro de Convivência Jovem na Escola Municipal, pela URGÊNCIA de ações nesse sentido, por sua excelente localização e por sua tradição de acolher a juventude nos Jogos da Cidade – Jodac. Desta forma, cada sala se tornaria referência em algum campo de interesse. O espaço receberia mesas de xadrez, pingue-pongue, damas e outros esportes... Também artesanato, outras artes e expressões culturais deveriam constar. Mas tem que sair do papel e funcionar!
Será um sonho? Não. Será mesmo um final feliz!

Chega de futricada!

Izaida S. C. Ornelas

sábado, 21 de setembro de 2013

CRIADA ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AOS ANIMAIS




Cenas comuns... Quem nunca???
- vc se apronta com o maior capricho, sai de casa e pisa num montinho de cocô;
- a dona de casa coloca o lixo pro lixeiro e vem um cachorro, rasga o saquinho e espalha tudinho;
- o motoqueiro leva o maior susto com o animal atravessando a rua e toma um tombaço...
Cenas comuns... Que poderiam ser evitadas.
Muitas coisas não precisam acontecer! O constrangimento de chegar fedendo a algum lugar; o trabalhão de juntar lixo derramado; a dor de um tombo e as conseqüências indesejáveis do fato (inclusive os gastos do nosso imposto, com o tratamento de saúde!).
Isto apenas se pensarmos pelo ponto de vista humano. Quanta tristeza deve sentir esse animal por ser abandonado à própria sorte, sem lar, sem carinho! Por esse lado, a coisa é ainda mais contundente. Em Divino temos dezenas de animais abandonados, soltos pelas ruas.
Estas cenas não deveriam ser comuns. O mal não pode ser comum. Passamos, deste modo, à indignação, porque há uma ação digna a ser tomada.
Assim, estamos dispostos a nos unir e criar uma associação de proteção aos animais -  e mais ainda aos humanos!
Nesse sentido, nos reunimos dia 14/09/2013, às 18:00, na sede da Sociedade Espírita Chico Xavier. A ADAD - Associação de Defesa dos Animais de Divino - está fundada!
Todos estão convidados a participar.
Afinal,


"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor." (Pitágoras ) 





quinta-feira, 15 de agosto de 2013

QUEM SABE FAZ AGORA



Estamos vivendo um excelente momento da cidadania divinense. È agora! Vejamos...
Quem diria que nós iríamos presenciar tanta lucidez, como a superação de diferenças políticas em prol da melhoria de condições comunitárias?
Eu, pessoalmente, nunca imaginei que veria a união da Câmara de Vereadores, como ocorreu em torno da questão de segurança. Mas confesso que sempre sonhei com esse dia! E esse dia aconteceu! Superar a politicagem foi um ato corajoso e nobre, que não pode se resumir a um episódio apenas. As autoridades do município estão abertas ao diálogo e à ação. Vamos, gente! De cara limpa, com paz no coração, vamos fazer agora a diferença pra toda uma geração!
Precisamos superar nosso complexo de inferioridade, porque somos capazes e, ao invés de agir, esperamos a hora acontecer... Temos ótimas oportunidades de alavancar o progresso da cidade. Basta fazer agora!
Vejo uma excelente oportunidade na escola Melo Viana, que poderia – ou melhor, pode!)  se transformar em referência regional. Por quê não? Quem duvida? Se temos ótimos profissionais, por que não superar nossas dificuldades e parar de assinar nosso diploma de incompetência, mandando nossos filhos (se pudermos pagar!) estudar em Carangola? E é nas cidades vizinhas que eles vão buscar lazer, inclusive...
Assim estamos mesmo sendo o Divino de Carangola! Quem gosta desse título? Quem está satisfeito com esse lugar subalterno que nossa cidade ocupa? Se cada um assumir-se responsável, o conjunto tende ao sucesso! Vamos fazer agora! Nossos netos estão a caminho!
O lazer pode ser proporcionado com soluções simples, baratas... O Jodac não pode se restringir a um evento apenas, mas ser retroalimentado por ações em escolas e comunidades rurais. Muita coisa pode ser feita: um parquinho para as crianças; um melhor aproveitamento da pracinha. O chafariz, por exemplo, pode receber peixinhos coloridos ou se transformar num escorregador pra criançada. Pra quê esperar? Somos criativos, somos construtivos!
Além da segurança na cidade, a segurança nos trevos da cidade pede a instalação de redutores de velocidade. Coisas simples. O que não pode mais ocorrer é a morte violenta por acidentes de trânsito que poderiam ser evitados. Quantos mais terão que morrer? Acredito que ninguém mais, porque vejo em nossa comunidade pessoas que se importam e que vão tomar suas providências como se tratasse de risco a pessoas de sua própria família! O que, na verdade, é.
Estamos apoiados pela boa vontade de todos. Temos vereadores comprometidos com todos. Nossa hora é chegada ao ponto. Nossa hora está feita. É agora!



Izaída Stela do Carmo Ornelas







sábado, 6 de julho de 2013

PROTESTAR É DIVINO




Tem pessoas que protestam contra o tempo. Esse protesto é a lembrança: lembram-se do passado e de outras pessoas. Elas inventaram a fotografia, os recadinhos, os cartões...
Tem pessoas que protestam contra a distância. Elas inventaram a internet, o telefone, o skipe... Também o avião, que une as saudades... Admiro o protesto contra a ditadura da beleza, junto aos inventores da lasanha e da coxinha... Protestos positivos!
Tem pessoas que protestam contra todo o tipo de coisa, mas prefiro – porque me identifico – aquelas que protestam em favor de bons sentimentos. Elas vão muito além dos protestos comuns, contra a corrupção, contra o mau caráter... Tudo a favor dos honestos! E dos criativos!
Em Divino, há cerca de 40 anos, houve um protesto curioso (e ainda atual): um protesto contra a fofoca... De um lado, um grupo de jovens e adolescentes, cansados de terem suas “artes” reveladas a seus pais pelas beatas da cidade. De outro lado, claro, as beatas.
O recado a ser dado: “metam-se com sua própria vida”.
Munidos de uma potente vitrolinha a pilha e muitos discos de vinil, eles tomaram o coreto da praça exatamente às oito da noite de domingo, horário em que a missa terminava.
Montaram um baile com todas as “ primas” que puderam contratar.
Enquanto dançavam, as pessoas desciam as escadas... Olhos esbugalhados, mães escondendo os olhares de suas filhas, queixos caídos, risinhos nervosos.
Imaginem o espanto, o escândalo e os chiliques...
Eles até ficaram de castigo, mas as fofoqueiras passaram a enxergá-los com outros olhos!

Foi esse protesto que me ensinou: é preciso bom humor até pra protestar.

PS – Cresci ouvindo essa história, me deliciando sempre! Agradeço profundamente à pessoa envolvida que me autorizou a contar como esta história realmente aconteceu! Foi o meu primo!

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Izaida Stela do Carmo Ornelas


segunda-feira, 10 de junho de 2013

A QUEM INTERESSAR POSSA





Quanto mais notícias eu leio, mais me confundo com as coisas...
Tenho lido nos jornais muita coisa a respeito de adoção de crianças por casais homoafetivos. Nos jornais a coisa ainda é respeitosa, na maioria. No facebook a coisa se desdobra em preconceitos dos mais variados. E eu fico, em meu coração de quase-jornalista, me perguntando:
- As pessoas que julgam e opinam ali já adotaram quantas crianças?
Vamos ouvir aquelas pessoas que se dedicam a acolher. Estas opiniões me interessam. Casais que adotam cinco, seis filhos... Pessoas que não tem tempo de ficar nos jornais, na internet, porque têm trabalho a fazer. Essas opiniões eu não li. Não interessaram a ninguém...
- O que as crianças abandonadas preferem? As maiorzinhas podem emitir sua opinião. O que elas desejam?
Não se pergunta nada aos maiores interessados. Aposto que os que atiram pedreiras não adotaram nenhuma criança. Como podem opinar sobre o que não viveram?
Posso imaginar a tristeza de uma criança que não tem pai, porque perdi o meu muito cedo. Assim como posso imaginar a alegria de uma criança abandonada que passa a ter dois pais ou duas mães, que passa a receber cuidados, atenção, amor. Conheço famílias em que irmãos assumem a criação de irmãos, famílias diferentes e que suas diferenças não fizeram seres menos humanos.
Aliás, é curioso que os valores sejam invertidos, convertidos, confundidos... A bicha má da novela é um sucesso, enquanto o casal gay que quer adotar é rotulado como mau. Nem o intervalo comercial me dá sossego: propaganda de cerveja se vale de atrizes que representam mulheres fúteis, tentando vender seu produto para homens (ou babacas?) e menosprezando a parcela feminina que poderia adquirir a marca. Mudei de marca! Mudei o canal!
Estou cada vez mais confusa, gente.
Também li no jornal de domingo (02/06) que o trabalho infantil não foi erradicado como os pseudo-benfeitores das crianças pretendiam. “Trabalho infantil expõe 1,9 milhões a riscos”.
- E a fome, o tráfico, o vazio mental?
Sempre fui encorajada a trabalhar, a conquistar minha dignidade através do meu esforço. O que há de errado nisso? Só estaria errado se eu deixasse de lado a escola ou deixasse de ser feliz em razão do trabalho. A criança que se orgulha de ter seu próprio dinheiro não é presa fácil para o traficante; quer crescer ainda mais, com o auxílio de boa escolaridade; geralmente não se torna vítima de depressão e outras doenças mentais. Sua autoestima é alta. O problema é que ela aprende a pensar suas relações de trabalho e seu sucesso termina por quebrar o círculo vicioso que produz votos no curral.
Ao longo da história tenho visto muitas incoerências, discursos hipócritas e torpes, disfarçando nossa preguiça em assumir nossos problemas. É muita lei sendo despejada em cima da gente, sem que nossa opinião seja levada em conta. Ou seja, não se pergunta nada a quem mais interessa... Eles decidem e baixam toda a sorte de maluquices “pro nosso bem” (sic.).
Vejo comentários, nos sites de relacionamento, sobre todo tipo de bolsa: família, crack, prostituta, detenção. Algumas nem sei se são verdades. Nem procuro saber. Não tenho mais uma pressão arterial que suporte essas coisas. Felizmente nunca precisei utilizar tais benefícios, mas se o fizesse, seria com a responsabilidade de realmente estar em condições de necessidade.
Pra cúpula, fica muito fácil:
- Dá uma esmolinha e deixa o mundo correr... Cuidar dá muito trabalho...

Quando nos deveria interessar apenas uma lei, mas essa ainda não cabe em nosso orgulho, nem em nossa vaidade. Trata-se de “amar ao próximo como a ti mesmo”.
Em suma, quando vemos ou vivemos alguma situação dúbia, devemos sempre nos perguntar: é interesse de quem? a quem interessa?


Izaída Stela do Carmo Ornelas

terça-feira, 14 de maio de 2013

RESPONSABILIDADE DE TODOS





Nunca vi uma frase tão canalha...
O que é responsabilidade de todos acaba sendo responsabilidade de ninguém! E nossa preguiça acha muito bom não ter responsabilidade nenhuma, nenhuma cobrança. Nossa omissão se deita ao sol, enquanto nosso juízo tira férias!
Cuidar da pracinha: responsabilidade de todos. Cuidar dos jovens: responsabilidade de todos. Educação: responsabilidade de todos. Responsabilidade de quem? De quem? Todo mundo corre da responsabilidade: não é dos pais (que não têm tempo), não é da escola (que só precisa instruir), não é do Estado (que não pode intervir), não é das religiões (que só se reportam à divindade)... E enquanto ninguém assume a educação, ficamos assombrados com vandalismos, com a corrupção, com toda a sorte de malefícios sociais que advém da falta de serviço físico e mental para nossos jovens.
Assumir a responsabilidade já está na Lei. Quando um menor rouba, depreda patrimônio, ou mesmo quando lesa moralmente a alguém, o código brasileiro prevê a responsabilidade de seus pais, no sentido de ressarcir os prejuízos causados. Está no Título IX Da Responsabilidade Civil, Título II, Capítulo I, Da Obrigação de Indenizar. O artigo 932, em seu inciso I, atribui aos pais a responsabilidade pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia.
Da mesma forma, quando uma criança foge da escola e pratica algum delito, a escola tem também sua responsabilidade. Houve descuido ou negligência? O que aconteceu? É preciso apurar as coisas com isenção, com lisura, acima de preferências pessoais, políticas e ideológicas. Saudade do tempo em que Educação Moral e Cívica era uma disciplina com aulas semanais! E sei que vou sentir saudades do tempo em que Educação Física era ensinada já nos primeiros anos da escola! Tudo nos vem sendo tirado há tempos... Estamos passivos, por isso condenados a sofrer atrocidades cada vez piores.
Mas será que somos assim tão vítimas? Ou estamos apenas sendo perigosamente complacentes, coniventes? Se “quem cala, consente”...
Se não assumirmos nossas pequenas responsabilidades com relação à educação de nossos jovens, estaremos condenados a enfrentar grandes dificuldades. Vamos começar agora a mudar nossas ações, a construir efetivamente nosso futuro, conscientes de que não nos cabe mais a desculpa esfarrapada de que “não é nossa obrigação”. Cuidar de todos e de cada um é dever moral, cujo descuido gera uma perturbação que se prolonga ao futuro, feito uma onda. A maior parte das igrejas chama isso de pecado. O pecado da omissão, que rouba o futuro da gente.
Ficamos estarrecidos quando vemos no jornal casos de assaltos, roubos e vandalismo, como ocorreram em Divino, no início deste ano. Mas o que fizemos para evitar? O que faremos agora que o cerco está se fechando? Continuamos omissos ou cobraremos de nossas autoridades ações de verdade? Faremos cada um a nossa parte, assumindo que “todos” é o coletivo de “cada um de nós”?
Aqui a contribuição de minha profunda indignação.

Izaída Stela do Carmo Ornelas






domingo, 7 de abril de 2013

INCÊNDIO NO HOSPITAL





Imagino as dificuldades financeiras do Hospital Divinense como um incêndio.
De imediato, é preciso apagar as chamas. Chamas apagadas, perigo real afastado, cumpre refletir. Não foi a primeira vez que “pegou fogo”. Aconteceu antes. Aconteceu de novo. Como fazer para que não aconteça novamente? Afinal, trata-se de uma instituição muito importante para as pessoas da cidade!
Apesar de alguns prefiram buscar cidades vizinhas para atendimento, quando “o bicho pega”, quem vai te socorrer mais rapidamente vai ser quem mais está próximo a você.
Muito perto, muito longe...
Ainda me lembro de quando o hospital foi construído. Lembro do tapume que encobria a obra de fundação. Eu era uma adolescente de treze anos. Nessa época, meu pai sofreu um acidente e veio a falecer do outro lado da rua, no posto de saúde que funcionava onde hoje é a Delegacia. Se tivesse o hospital, talvez um pouco de alívio à dor dos ferimentos pudesse ser oferecido...
Só sabe quem já viveu. E quem sentiu na carne a falta...
Naquele tempo, a união das pessoas foi impressionante! Paredes simples, grande propósito, muita boa vontade dos divinenses, sob a inspiração do Sr. Adriano Campos Pereira. Lembro que minha mãe, por exemplo, costurou – de graça – uniformes, lençóis e máscaras cirúrgicas. Cada um contribuiu com o que pôde. Não me lembro da inauguração, curiosamente.
O esforço daquelas pessoas não pode ter sido em vão. Não pode ser consumido pelo incêndio da incompetência ou da corrupção. Entretanto, tem gente que prefere ver o circo pegar fogo. Triste. É o caso de pessoas que estão sempre tentando se esconder por trás do umbigo do outro! Elas dizem coisas do tipo “sua coluna no jornal não vai investigar?” ou “o seu amigo juiz não vai fazer nada?” demonstram uma covardia e uma ignorância sem precedentes. Em primeiro lugar, minha coluna no jornal é do tipo “crônica”, que não comporta uma reportagem investigativa. Muita gente não sabe, mas os jornalistas tem sua especialização, como os médicos. Também essa ignorância sobre as funções profissionais atinge quem atribui ao meu amigo Maurílio o poder de investigar. Juízes não podem interferir nas causas que podem vir a julgar. Nem a polícia pode investigar, se não houver uma denúncia. A obrigação de denunciar é do Ministério Público.
Vamos, então, pedir que Divino tenha um Promotor Público efetivo e permanente, exclusivo da Comarca. A permanência de um Promotor na cidade irá, inclusive, auxiliar na melhoria das condições de segurança pública, agilizando processos.
Olha só como uma coisa “puxa” a outra!
O bem e a justiça, quando bem executados, criam uma verdadeira reação em cadeia: o caso do hospital contribui para a segurança; a segurança melhora os índices de desenvolvimento humano da cidade e os índices melhores de IDH justificam investimentos e maiores repasses ao município.
Também vai ser bom que uma auditoria esclareça o que aconteceu, porque dinheiro público é um dinheiro muito sagrado, suor do povo, e como tal deve ser respeitado. Não se trata de “caça às bruxas”, mas de “dar nome aos bois”. Evita-se, desta forma, que muita gente boa seja injustamente classificada. Evita-se também que os “comentaristas” da cidade cometam o pecado de mentir e de levantar falsos testemunhos. Muita utilidade terá, assim, esta auditoria! Vamos saber como o incêndio começou.
Agora, precisamos prevenir novos incêndios: desenvolver um mecanismo protetor para as finanças do Hospital é muito necessário. Transparência! É a resposta que todo cidadão quer ouvir para os esforços de todos os que contribuíram para que a instituição não falisse.
Então por quê não nos mobilizarmos para que novos incêndios não aconteçam?
Vamos cobrar, gente! De todos os lados, de todos os partidos, de todas as religiões, de todas as orientações sexuais, de todas as torcidas, de todos os corações possíveis.
Senão, pode acontecer de novo... E aí, vamos – cada um de nós – assumir a responsabilidade, a culpa e o peso de nossa omissão.


         Izaida Stela do Carmo Ornelas

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