terça-feira, 27 de março de 2012

MENSAGENS MEDIÚNICAS





O que mais chama a atenção das pessoas acerca do Espiritismo são as comunicações com os espíritos desencarnados – as mensagens mediúnicas. O assunto é vasto e aqui colocamos algumas das questões básicas para o seu entendimento.

 O que são?

São as diversas manifestações de espíritos desencarnados, com objetivo de comunicar-se com os que ainda se encontram no corpo físico.
Chico Xavier muito bem divulgou essa parte científica da Doutrina, oferecendo consolação a muitos que julgavam perdidos seus entes queridos... A esperança que ele plantou nos corações de todos os que o acompanharam nas reuniões do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, se espalhou pelo Brasil e pelo mundo.

 Como podem acontecer?

As formas são as mais variadas possíveis, embora a que mais se conheça seja a psicografia – a escrita. Também há mensagens transmitidas através da fala, da audição, da visão, dos sonhos, da pintura, da música, etc.
Allan Kardec escreveu um tratado acerca da comunicação com o mundo invisível chamado “O Livro dos Médiuns”, em 1861; nele encontramos informações completas e precisas.

 Quais os objetivos dessas comunicações?

São três os objetivos principais: esclarecimento, instrução e orientação aos homens; socorro a espíritos em sofrimento e contribuição para o aprimoramento moral do médium.
Santo Agostinho escreve em suas Confissões, depois da morte de sua mãe, Santa Mônica: “Estou convencido de que minha mãe me virá visitar e dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura.

Sob quais condições acontecem as mensagens?

A primeira é a permissão do Criador, sem a qual nada pode ser ou existir. Em seguida temos as seguintes condições: necessidade e merecimento. Não é só por querer, por exemplo, que alguém vai receber uma mensagem – tem que merecer ou haver a necessidade dessa comunicação.

 Como saber se uma mensagem é verdadeira?

Como em qualquer outro questionamento de nossas vidas, devemos utilizar os ensinamentos de Jesus para analisar a mensagem. Dois procedimentos bastam. Em primeiro lugar, Ele recomendou “daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”. Chico Xavier jamais cobrou por nenhuma dos milhares de cartas que psicografou. Em segundo lugar, quanto ao conteúdo, não pode conter nada que vá contra os dois mandamentos “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, visto que não é permitida a transgressão dos mesmos.
 A segunda maior curiosidade – e medo – das pessoas no que diz respeito ao Espiritismo trata das aparições de espíritos desencarnados. Um relato jornalístico desse fenômeno encontramos no Evangelho de Mateus, capítulo XVII – A Transfiguração. Moisés e Elias se materializam a ponto de Pedro sugerir ao Mestre a construção de tendas para que eles pernoitem.
Por quê o medo? Depois de mais de vinte séculos, já nos devíamos ter acostumado... Entretanto, Kardec nos ensina que é preferível negar cem vezes uma verdade do que aceitar uma mentira. Para entender melhor, observe: esse fenômeno obedece aos mesmos objetivos e às mesmas condições das comunicações e para saber se são verdadeiros – ou “do bem” - utilizamos os mesmos questionamentos básicos.
Orando e vigiando, com fé e caridade, o mal não terá a permissão para se aproximar. Exceto em caso de necessidade sua, para que você aprenda com ele.
Estejamos com Deus.




segunda-feira, 5 de março de 2012

TÊMIS







I

Juro que,

Um dia,

Se fizer sol,

Tirarei a toga

Indefinidamente.

Carnaval, talvez.

À chuva lá fora eu jurei.



II

Já que a chuva não parou,

Uso o tempo com sofreguidão:

Separando meus anseios,

Tropeçando em minhas dores,

Ignorando o cansaço.

Conhecendo-me em pormenores

A se recortarem nos processos...



III

Junto ao cadáver encontraram a ré,

Uma criança de dez anos exercitando

Sua legítima defesa da honra.

Tomada, roubada, ensangüentada.

Inocência encerrada num crime

Cruel por não ser único ou último.

A sentença ali eu teci.



IV

Janelas respingadas,

Uma toga cheirando a mofo e

Simulacros de

Toda uma existência...

Inclino-me na sacada

Crianças brincam em poças na rua

Aquela sem inocência também...



V

Jogos de amarelinha e

Utopias que cultivo.

Separando bem e mal

Tomo para mim a culpa, embora

Ínfima parte:

Cuidarei e amarei aquela criança

A sentença é o princípio.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Empatia






Empatia é a ferramenta que nos faz respeitosos e altruístas. Pensar no outro pode ser uma boa maneira de descansar de si. Esquecer nossas limitações, nossa mesquinhez.

Enquanto escrevo este texto, minha filha vem me chamar e eu paro o que estou fazendo para dar atenção a ela, sem ansiedade, sem dilemas. Trata-se de escolher e dar prioridade a uma postura respeitosa em relação ao outro.

Já devíamos ter transformado em hábito o ato de respeitar. Afinal, há mais de dois mil anos, Cristo nos vem indicando o caminho: “ao próximo como a ti mesmo”. Se acontece com os maus hábitos tornarem-se vícios, os bons hábitos também têm a faculdade de se tornarem corriqueiros. Empatia exercitada todos os dias se incorpora a nossa rotina e passa a ser utilizada de modo corriqueiro, assim como qualquer outra qualidade que desejemos desenvolver em nós.

Aí se tornará desnecessária a autovigilância permanente. Enquanto isso, um bom começo nos é sugerido:



"Quando sozinhos, vigiemos nossos pensamentos: em família, nosso gênio; em sociedade, nossa língua..."  (Madame de Stael)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

EXPERIÊNCIA DE NATAL





Pedro Nava dizia que a experiência é um farol que ilumina para trás...
Acredito que é somente olhando para trás que conseguimos entender como e por quê estamos aqui hoje. Esse entendimento me parece uma boa base pra nosso amanhã.
Por isso, esta história de Natal. Um natal distante no tempo, mas que se faz personagem, sob a luz do farol da experiência.
Noite de Natal...
Duas crianças pequenas e muitas contas pra pagar... Na quebradeira geral que a região cafeeira enfrentou, no final dos anos 80, estávamos incluídos. O menino maior cutucava o pé da mesa, cabisbaixo, ainda sentindo muito a morte de minha mãe, no final de novembro. O menor, sem compreender seu primeiro aninho, sorria um riso distante.
Então chegou o Papai Noel. Eles souberam disso apenas por um barulhinho  - tec, tec – no telhado. E logo encontraram um saco cheio de presentes: muitos pacotes coloridos!
Que maravilha! Feijão, açúcar, sardinha... Que delícia! Um pião, um carrinho, um pacote de macarrão...
- Faz pra gente, mãe, que é presente do Papai Noel!
E os olhinhos brilhavam, de encontro à fartura de uma compra de mês, misturada a brinquedos simples e a muito amor.
Uma caixinha de giz!
E o menino maior foi até o meio do quintal, escrever no cimento, bem grande:
“PAPAI NOEL OBRIGADO”
Meu presente estava ali.


Izaída Stela do Carmo Ornelas

sábado, 10 de dezembro de 2011

ALÉM DA OBRIGAÇÃO




Ser bom é fácil. Pra ser melhor, é preciso ir além.
Quem disse isso? Jesus. Ele disse: “se alguém te pede que caminhe com ele mil passos, anda com ele dois mil”... (Mateus 5, 41)
Para isso precisamos compreender as pessoas como além delas mesmas, e a sociedade como um lugar ampliado.
Essa concepção é o que há de mais avançado em termos de recursos humanos, mas também é o que há de mais básico na vida.
As grandes empresas buscam pessoas capazes de superar expectativas, limites, obstáculos. Transcender nosso fazer cotidiano, romper com a rotina capitalista, fazer diferente e construir diferenças significativas: eis o futuro.
Um exemplo que recebi: o Enfermeiro Thales Rocha Dias me liga no banco, buscando informações para resolver problema de cartão INSS de um idoso que ele acompanha. Bingo! A saúde desse idoso não se resume ao atendimento simples no posto de saúde. Saúde envolve tranqüilidade, coisa que o enfermeiro procurou proporcionar ao paciente. Claro que não era obrigação dele “correr atrás” daquele problema, mas logo ele percebeu que poderia melhorar a qualidade de vida – e saúde – daquela pessoa com um pequeno gesto de atenção.
Felizmente, são muitos exemplos desse nível. Se eu fosse ficar aqui citando, daria uma lista grande e eu ainda incorreria no risco de esquecer alguém. Então, minha homenagem a todos vocês que vão além de suas obrigações, de seus umbigos, de seus egoísmos, de si mesmos. Particularmente, a você que está sempre disposto a acolher o próximo... Continue além!
Além disso...
Somos responsáveis por todo o mal que houver em conseqüência do bem que deixarmos de fazer. Então, sou responsável pelo mau humor do vizinho, aumentado pelo sorriso que não dei. Sou responsável pelo que não fiz, pelo que não cultivei, por quem eu não ensinei, pelo que não compartilhei. 
Além do Pequeno Príncipe, sou responsável não só por aquilo que cativo, mas também por aquilo que deixei de cativar.
Além do sorriso, além do fazer, além...

Feliz 2012.

Izaída Stela do Carmo Ornelas

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estou aqui



Eu estou aqui


Tratar de si é obedecer à lei: não manter a candeia debaixo do alqueire, não deixar escondida a beleza que tem um bom coração.

Treva é um lugar onde a luz ainda não chegou; tristeza é um lugar em que a felicidade ainda não chegou. No livro de Jack Canfield, Histórias para aquecer o coração, encontramos a seguinte mensagem, atribuída a James M. Barrie: “Aqueles que levam luz à vida dos outros não podem impedi-la de iluminar as suas”.

A matemática do amor é inversa à que conhecemos: da divisão resulta um produto multiplicado, de dentro para fora. Da divisão de conhecimento, de amor, de fraternidade, de caridade e de luz, resulta a multiplicidade real e cabal. Se compartilho uma idéia com alguém, tenho duas idéias expandindo-se em proporções geométricas.

O mesmo não acontece quando uma pessoa espalha maus sentimentos e palavras ao seu redor. Felizmente, a divisão da energia negativa se efetua de fora para dentro, fixando-se mesmo naquele que tenta disseminá-la. Quanto mais este tenta “multiplicar”, mais se prende; se compartilha o mal com alguém, tem o mal duplicado pelo compartilhamento e elevado ao quadrado em negatividade interna. Esse é um assunto sério.

Mas o universo sempre dá um jeitinho para aprendermos. Ele conta com excelentes professores. O melhor deles responde pelo nome de Acaso.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

BONZINHO...




Maiakowsky escreveu:


Na primeira noite eles se aproximam
e colhem uma flor em nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
Já não se escondem:
pisam nas flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Assim...

A força maior do mal está na omissão dos bons.

Este é meu alerta para os bons divinenses, aos bons brasileiros.
Onde está a expressão do bem? Onde está a força dos bons?

Não é teoria da conspiração. É a mais pura verdade. Existe um movimento sórdido, planejado em detalhes, para o “esvaziamento” da razão dos bons. Ele começou na segunda metade do século passado e vem se arrastando desde então, permeando os mais diversos governos. Parece até tratar-se de uma sociedade secreta.

Primeiro, no que diz respeito à educação.
-  Com tantos problemas, a gente dá um jeitinho e passa nossos filhos para a rede particular.
- Que se dane quem ficou, pelo menos eu não tive que me indispor com ninguém.
- Bom que eu tenho como fugir disso...

E o governo deixou de gastar com nossos filhos...

Depois, a saúde começou a degringolar. Exames demoram e os atendimentos deixam a desejar.
- Já que eu posso, vou contratar um plano de saúde.
– Compensa pagar um plano de saúde.
- Deixo de comprar muitas coisas, mas pago em dia meu plano de saúde!

E compensa mais é pro governo, que deixa de usar o SEU imposto em SEU benefício...

O próximo passo previsto é o esvaziamento da previdência. Com “rombos” faraônicos, a panelinha que gerencia esse plano de esvaziamento pretende transferir a obrigação previdenciária estatal para os planos privados.

Claro que a sobra vai fazer uma verdadeira festa pra corrupção...

Acoooooooorda povo!!!

Vamos EXIGIR educação, saúde, emprego e previdência em contrapartida JUSTA aos impostos que pagamos.

É justo pagar religiosamente um carnê de INSS sobre X salários e aposentar-se com um valor muito menor? É como comprar uma TV digital de 42 polegadas, pagar por ela, e receber um aparelho comum de 20! É a farra do “só leva quem não paga”!

É justo manter em dia suas obrigações e ter que esperar tanto tempo pra fazer um simples exame? Se a gente deixa o imposto atrasado... Mas quando o governo deixa nossa vida atrasada...

O pior é que estamos deixando essa herança terrível para nossos filhos. Por isso a educação foi a primeira instituição a ser sucateada.


E aí, bonzinho....

Dá pra ficar calado???







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